18.09

Sinopse: Novo livro do mestre do thriller policial, autor do best-seller Boneco de Neve Jon Hansen está com os dias contados. E precisa fugir. Ele traiu a confiança de seu ex-chefe, o traficante mais poderoso de Oslo, que quer vê-lo morto. Uma dívida de sangue depois de um trabalho malfeito, ou, mais precisamente, não feito.

Agora Jon, ou melhor, Ulf precisa se esconder. E é em um pequeno condado no extremo norte da Noruega que ele encontra refúgio. Em meio à comunidade local, ele se sente relativamente seguro e incrivelmente atraído por uma viúva cujo filho conquistou seu coração. Seus improváveis aliados o abrigam em uma cabana de caça na floresta. A companhia deles desperta no fugitivo algo que ele pensava que estivesse morto havia muito tempo… mas os dias intermináveis sob o sol da meia-noite, a solidão, a paisagem plana, monótona e desoladora vão, aos poucos, levando embora o que lhe resta de sanidade. Até o dia em que recebe a temida notícia de que os homens de seu caçador estão a caminho.

Jon Hansen é um homem que não tinha exatamente grandes ambições quando começou a trabalhar para o tráfico. Tudo começou quando ele, que apenas vendia um pouco de droga, o bastante para se virar durante o mês e pagar a pensão da filha, foi acusado de matar um homem que trabalhava para o traficante chamado de O Pescador. O que ninguém sabia é que ele realmente não tinha matado o homem, e ele nem ao menos tentou negar. No final das contas, o homem morto era quem cobrava as dividas para o traficante em questão e ele contratou Jon para trabalhar no lugar do outro, cobrando e fazendo ameaças a todos que deviam ao seu chefe. Claro que com isso, ele começou a receber mais – e veio em um momento que ele passou a precisar bastante.

Então um dia ele foi mandado para matar uma pessoa que tinha roubado drogas de seu chefe e com isso ele receberia um bônus a mais, algo que ele estava necessitando bastante por um motivo importante – que não posso contar exatamente por ser um spoiler. Porém, quando ele chegou para matar o homem, ele ofereceu uma segunda opção: que Jon o deixasse viver e em troca eles dividiriam o dinheiro das drogas roubadas e o homem sumiria, fingindo estar morto realmente, assim ele teria todo o dinheiro necessário para o que precisava fazer.

No final das contas, o motivo pelo qual Jon precisava tão desesperadamente do dinheiro foi embora e ele não estava mais desesperado assim, mas como obviamente sempre acontece, a mentira tem pernas curtas e o traficante descobriu que Jon não matou o homem como foi mandado – porque como ele menciona várias vezes no livro, o Pescador só para quando vê o corpo de quem foi morto. Então o traficante mandou outro capanga dele matar Jon. Jon sabendo que estava sendo ameaçado fugiu e foi para outra cidade, um local bem distante e pequeno, onde ele achava que seria capaz de se esconder.

“Então a gente acredita. Acredita, porque isso é melhor do que se dar conta de que a única coisa que espera por nós nas profundezas é escuridão, frio. Morte.”

Nessa cidade, que é um lugar bem pacato onde quase todo mundo se conhece, ele acaba conhecendo Knut, um garotinho de 10 anos, que aparentemente sem motivo nenhum acaba se aproximando bastante dele, querendo saber e fazer amizade com Jon – que passa a se chamar de Ulf. Ele também conhece a mãe do garotinho, Lea, que é uma mulher muito religiosa e que acabou de ficar viúva.

Ele começa a pagar Knut para avisar ele caso venha alguém de fora da cidade, alguém que eles nunca tenham visto por ali, enquanto ele fica escondido em uma cabana de caça no meio da floresta. Mas é claro que logo os homens do Pescador encontram a cidade onde ele está e começam a fazer uma busca por ali para saber onde ele está escondido e enquanto isso acontece, ele começa a lidar com os novos sentimentos e desejos que está desenvolvendo por Lea e como fazer para conciliar a vida que ele quer levar com ela com o fato de ser um homem jurado de morte.

“Com raiva? Estou puto, furioso, é isso que eu estou. Se esse deus de vocês existe, por que brinca com a humanidade dessa forma, por que permite que uma pessoa nasça para o sofrimento, e outra, para uma vida de excessos, ou que uma pessoa nasça com a chance de encontrar a fé que supostamente vai salvá-la, enquanto a maioria nem chega a ouvir falar de Deus?”

Eu quis ler esse livro principalmente porque ele é do Jon Nesbo e depois de ter lido “A Sede” (que eu fiz uma resenha AQUI) eu fiquei bem interessada na escrita dele e nas historias que ele tem pra contar. Eu gostei bastante da forma como a história foi abordada, dando alguns flashbacks pra explicar tudo no passado complicado de Jon/Ulf, de como em um primeiro momento a gente não sabia em quais das pessoas dessa nova cidade nós poderíamos confiar, porque todo mundo que ele conhece por lá parece meio dúbio.

O livro é todo no ponto de vista do Jon, então a gente acaba compartilhando de certas desconfianças dele, assim como certo carinho por determinados personagens, como Knut. Eu confesso que me apaixonei perdidamente por ele – ele até não aparece tanto quanto eu gostaria. E eu gostei bastante também da Lea e de como o relacionamento deles se desenvolveu com cuidado e sinceramente romance era algo que eu não estava esperando, estava esperando algo mais pesado e mais de ação.

“- Perder torna a gente melhor, Ulf?
Assenti lentamente. Percebi que Lea também prestava atenção.
Sim, nos torna melhores… – esmaguei um mosquito que havia pousado em meu braço – …perdedores.
Melhores perdedores? Tem alguma vantagem em ser bom nisso?
Passamos a maior parte da vida tentando fazer coisas que não conseguimos – respondi. – Perdemos com mais frequência do que ganhamos. Até Futabayama, antes de começar a ganhar, só perdia. E é importante ser bom naquilo que a gente mais vai fazer na vida, não é?

Como eu disse, eu gostei bastante da Lea e achei bem interessante todo o passado dela, como a historia dela se passou até chegar onde ela chegou e tiveram dois momentos no livro que eu achei ela tão absurdamente badass que fiquei até surpresa, mas só me fez gostar ainda mais dela.

Outros dois personagens que eu gostei bastante na história foram Mattis, um homem que vende bebida na cidade e que funciona bem com essa certa dubiedade que ele passa, que faz você se perguntar a maior parte do tempo qual é a dele realmente. E o outro é o pai de Lea, o pastor da cidade. Num primeiro momento eu achei que ele não prestava, mas conforme entramos mais na história dele, eu entendi as ações dele – apesar de não concordar com elas de jeito nenhum.

“- (…) Você me perguntou no que acredito…
– E?
– É nisso que acredito. Na capacidade que as pessoas têm de fazer o bem.”

Teve apenas uma coisa que me incomodou um pouco nesse livro, mas isso é provavelmente por conta de toda complexidade do plot que tem em “A Sede”, que eu achei meio… fraco, a história em si não, mas a forma como tudo se resolveu no final pareceu bem rápido e sem grandes viradas. A impressão que eu tive é que o final foi escrito de uma forma muito corrida, enquanto o resto da história leva um tempo para se desenvolver e apenas isso me fez dar quatro estrelas pro livro.

E, ah, vale comentar que esse livro é o segundo de outra saga, diferente da saga Harry Hole, mas não tem absolutamente nada a ver com o primeiro, pelo que eu li, porque eu não senti falta de nenhuma explicação ou que tinha algo que estava faltando ali no meio da história.

E eu indico esse livro, principalmente para quem gosta de livros que tem um pouco de suspense e uma certa tensão. Vale a pena ler e é uma ótima forma de passar o tempo, porque a escrita dele é bem fluida e ele distrai bastante.

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