“ Whitney, meu amor”
Judith McNaught
Record – 2018 – 507 páginas

“Criada por um pai severo e frio, a encantadora e impetuosa Whitney não tem medo de dizer o que pensa. Por conta de seu comportamento inapropriado para uma moça da sociedade inglesa do século XIX, Whitney é forçada a mudar-se para a casa da tia em Paris, onde recebe aulas para se tornar uma mulher sofisticada. Quando retorna à Inglaterra, está mudada, mas ainda deseja conquistar o belo Paul, seu primeiro amor. Mas há alguém que parece disposto a destruir sua felicidade: trata-se de Clayton Westmoreland, um poderoso duque, que está decidido a cativar Whitney a qualquer preço. Publicado em 1985, Whitney, meu amor é o primeiro romance de Judith McNaught, e foi responsável por consagrá-la como uma das escritoras mais populares dos Estados Unidos.”

Minha história com Whitney, meu amor chega a ser um pouco engraçada. Eu me interessei pelo livro devido a sua sinopse, e o fato de que se trata de um romance de época, um gênero que já sou mais do que acostumado em ler, ou até mesmo assistir. Entretanto, a parte engraçada é que depois que acabei a leitura, fui procurar mais informações sobre o livro (coisa que nunca faço antes por medo de spoilers) para poder escrever essa resenha e informar caso tivesse continuações, ou fizesse parte de uma série como Os Bridgertons. E bem… Tanto ele faz sim parte de uma série (A Dinastia Westmoreland), quanto é o segundo livro da mesma série, sendo que eu não li o primeiro. Isso me fez rir muito, por mais bobo que seja.

Mas não se preocupem, o fato de que é o segundo da série não muda muita coisa, a história, pelo menos por minha percepção, não teve muita mudança e eu não senti falta de nenhuma informação ao ler o livro. Não fiquei perdido com a história.

Em relação ao enredo do livro, ele conta com uma protagonista nada convencional para sua época, a Whitney Stone. Whitney, no começo de nossa história se trata de uma adolescente de 15 anos de idade, orfã de mãe e criada por um pai frio e distante, se tornou conhecida por seu jeito muito rebelde e impulsivo, e por suas travessuras que chocavam todos que tinham o ‘desprazer’ de lhe encontrar. Um dos fatos mais marcantes dessa sua primeira fase no livro é como a garota é completamente apaixonada por Paul, um homem mais velho, que simplesmente não lhe dá atenção, por mais que ela tente das formas mais absurdas fazer com que ele lhe note.

Foi então que devido a essas ações da menina que seu pai recorreu a Anne, tia da Whitney, para que lhe ensinasse a ser uma dama fina e própria da sociedade, a fim de que conseguisse arranjar um bom casamento, algo que na época era tudo que importava para uma mulher. Foi então que a nossa protagonista se mudou para Paris, e se tornou uma mulher mais madura, mas não perdendo sua essência determinada e de certa forma independência, nunca aceitando que lhe obrigassem a nada, além de se tornar ainda mais bela que antes, e assim conquistando qualquer cavalheiro que batesse seus olhos na mesma. Entretanto, mesmo depois de anos, o único homem na cabeça de Whitney era Paul, seu amor de infância.

E seu treinamento lhe viera a calhar, pois no momento em que foi recebida de volta ao seu lar em um baile glamouroso de boas-vindas, Whitney acabou encantando o amor que tanto desejava, porém não apenas ele, mas também um novo vizinho, o famoso Duque Clayton Westmoreland. E um dos motivos que me fez me apaixonar ainda mais pela nossa protagonista foi a forma como ela acabou ignorando, e de certa forma completamente desrespeitando o duque, até mesmo tirando sarro do seu título.

Devido a forma incomum que foi tratado, o duque decide que irá fazer de Whitney a sua duquesa, e por conta de um plano elaborado por si mesmo, eles acabam se tornando noivos. Mas Whitney não simplesmente acaba se submetendo a isso, mantendo a sua independência mesmo naquela situação.

Tenho que admitir que no momento em que os dois acabaram se tornando noivos eu fiquei um pouco preocupado com toda a situação, não queria ter que problematizar o livro, principalmente por se tratar de um livro de época, e felizmente não preciso fazer isso, pois por mais que Whitney e Clayton sejam totalmente opostos um do outro, com o duque agindo de forma superior aos outros, e a futura duquesa odiando completamente pessoas assim, em algum lugar durante o caminho do livro, eles acabam descobrindo lados um do outro que apenas eles realmente acabam conhecendo.

O duque não coloca Whitney para baixo, ou age como se ela fosse inferior, por ser mulher, e acho que esse foi realmente o ponto mais positivo do livro, se não contarmos a incrível escrita da Judith. Fiquei honestamente surpreso com essa parte, irei admitir algo um pouco polêmico e falar que esperava uma escrita mediana devido a capa do livro, realmente quebrei a regra número um de todos os leitores e julguei sim pela capa, mas mordi minha língua, pois ela é uma incrível escritora. Fazendo com que eu terminasse esse livro em questão de dois dias.

Eu recomendo esse livro para quem gosta de romances onde os personagens começam se odiando, e então acabam descobrindo mais sobre um ao outro, se apaixonando não só por esse outro lado, como por todos os lados. Eu poderia até mesmo comparar a história de amor de Whitney e Clayton, e a forma como se é desenvolvido com o romance clássico de Jane Austen entre Elizabeth Bennet e Sr. Darcy, mas sinto que seria um tanto quanto blasfemo, não é? De qualquer forma, existem similaridades que me fizeram pensar nisso durante a leitura.

Existem bastante cenas machistas, e difíceis de engolir, porém é algo que nos submetemos a aguentar quando decidimos ler um livro que se passa nessa época dominada pelos homens, e em que as mulheres eram consideradas menos que os mesmos. Acabamos até mesmo perdoando alguns atos, e atitudes juntos da protagonista, e aprendendo certas lições de amor, mesmo que seja a definição de amor da época.

Em conclusão, esse livro acabou me surpreendendo, gostei bastante do que a autora teve a oferecer, e estou seriamente considerando ler os outros livros dessa série para ver se acabo me apaixonando por outras protagonistas como Whitney.