CORRENDO DESCALÇA
Amy Harmon

Páginas: 308
Tradução: Débora Isidoro
Editora Verus

SKOOB

Um romance emocionante sobre amizade, amor e família, da autora de Beleza Perdida.

Quando Josie Jensen, uma desajeitada menina prodígio da música, conhece Samuel Yates, um garoto confuso e revoltado descendente dos índios Navajos, uma amizade improvável floresce. Apesar de ser cinco anos mais nova, Josie ensina a Samuel sobre palavras, música, sonhos, e, com o tempo, eles formam um forte vínculo de amizade.

Após se formar no colégio, Samuel abandona a cidadezinha onde vivem em busca de um futuro, deixando sua jovem amiga com o coração partido. Muitos anos depois, quando Samuel retorna, percebe que Josie necessita exatamente das coisas que ela lhe oferecera na adolescência. É a vez de Samuel ensinar a Josie sobre a vida e o amor e guiá-la para que ela encontre seu rumo, sua felicidade.

Profundamente romântico, Correndo Descalça é a história de uma garota do interior e um garoto indígena, sobre os laços que os ligam a suas casas e famílias e sobre o amor que lhes dá asas para voar.

Correndo Descalça é o mais novo lançamento da autora Amy Harmon no Brasil, pela Editora Verus. Estou tendo a feliz oportunidade de resenhar um livro da Harmon, uma autora na quais obras admiro bastante. Este é o quarto livro dela que leio, os outros foram: Beleza Perdida e Infinito + Um (ambos já lançados no Brasil pela Verus) e sua obra de fantasia The Bird and the Sword.

Correndo Descalça se passa em uma cidade do interior do estado de Utah, nos EUA, conta a história da Josie e do Samuel e se passa durante 10 anos, de 1997 a 2007. É narrado em primeira pessoa, pelo ponto de vista da Josie e é através dos olhos dela que conhecemos a história.

“Se eles soubessem que aquele tempo passaria depressa e que a vida de minha mãe seria curta, teriam se olhado nos olhos por mais tempo? As mãos teriam se segurado com mais força?
Ninguém esperava que eu superasse. Como um sapato cujo par é perdido e nunca mais é usado, eu havia perdido meu par e não sabia correr descalça.”

No começo do livro, Josie é uma menina de 13 anos, órfã de mãe, filha mais nova da família, com três irmãos mais velhos, que acaba precisando amadurecer mais rápido e adquire responsabilidades maiores para a sua idade. Ela acaba assumindo uma posição de cuidar da casa e de seu pai, na qual tem um carinho imenso. Josie parece além de sua idade, principalmente por sua narrativa, as vezes até esquecemos que ela tem apenas 13, ela faz amizades com pessoas mais velhas, ama música clássica e tem interesses educacionais.

Sempre ficava na defensiva quando o assunto era minha idade. Não me sentia com treze anos, não parecia ter treze anos. Portanto, eu odiava ter treze anos.

Samuel é um garoto de 18 anos, mestiço indígena navajo, que é vizinho da Josie e vive agora com seus avós paternos brancos. Ele está passando por momentos difíceis de descoberta e identidade, principalmente por causa de sua origem indígena e todas as descriminações que acaba sofrendo vivendo entre brancos. Ele estuda na mesma escola de Josie e ambos se conhecem durante as viagens de ônibus entre a escola e suas casas. E é aí onde a história dos dois começa.

Josie e Samuel começam a compartilhar viagens de ônibus e criam uma amizade. Samuel está mal nos estudos, porém precisa de boas notas para terminar a escola e se alistar para os fuzileiros navais. Josie começa a ajudar ele com a literatura durante as viagens e Samuel acaba se envolvendo com a música e com os livros através dela. Ela o ajuda e o incentiva com um jeito positivo de levar a vida e eles acabam compartilhando angustias pessoais um com o outro.

Se você afasta as pessoas por muito tempo, o isolamento se torna um hábito terrível. As pessoas começam a acreditar que você prefere que seja assim.

Acho que o maior problema para mim, mesmo antes de começar a leitura, foi saber que era um romance que começava entre uma menina de 13 anos e um garoto de 18 anos. Confesso que AINDA é um problema para mim, porém tenho que dizer que, se for também um problema para você, a relação deles, quando jovens, é muito ingênua e respeitosa. É amizade e confiança acima de tudo. Não há namoro, somente amizade, apesar de nitidamente vermos que temos um sentimento maior nascendo.

Sobre esse sentimento, Josie, apesar de madura, acaba não fugindo de ser a típica menina de 13 anos que se apaixona pelo garoto mais velho e acha que “não tem problema nenhum nisso”, que suspira e acredita que é madura suficiente para se envolver em uma relação assim. Já Samuel, que é a figura mais velha, apesar de também ter sentimentos, tem consciência que algo assim jamais deveria rolar. Ele se afasta às vezes, se sente incomodado e talvez até culpado por o que sente.

— Porque a diferença de idade é um problema. Eu não devia estar aqui com você. Só queria me despedir… porque a verdade é que você também é a melhor amiga que eu já tive, e um melhor amigo não vai embora sem se despedir.

Depois de um bom tempo compartilhando viagens de conversas no ônibus, o destino acaba separando Josie e Samuel. Muitas coisas acontecem durante os próximos anos, que mudam suas vidas e a narrativa da história.

Quando eles voltam a se encontrar, agora mais velhos, já adultos, é Josie que está passando por uma situação difícil. É aí que “o jogo vira” e Samuel agora que tem um papel de ajudar a Josie.

— Você nunca foi uma garota de cidade pequena, Josie. Sempre teve essa luz que te faz parecer da realeza… Uma mente incrível, muita beleza e humildade. Você me deixou sem ar muitas vezes, dia após dia, naquele velho e fedido ônibus escolar.

Correndo Descalça é um livro sobre sentimentos: amizade, amor, responsabilidades. Sobre a responsabilidade que você carrega, sobre o apego a família. E sobre raízes e origens. É um livro sem grande ação ou reviravoltas, mas que não deixa de emocionar. É basicamente isso: a história de Josie e Samuel, antes e depois.

— Como você faz isso, Samuel? Como pode vir aqui visitar a sua avó, ver que ela está envelhecendo, saber que um dia ela não estará mais aqui, não saber se esta é a última vez que a vê, e simplesmente ir embora de novo?

O livro carrega elementos interessantes como o amor da protagonista por música clássica e a carga indígena do protagonista. Diversas vezes nos deparamos com histórias sobre algum músico ou sobre lendas indígenas, o que torna a relação dos dois e o livro bastante interessante. Gostei muito principalmente de ler sobre costumes Navajos e suas lendas.

— O que o Samuel faz quando você fala com ele, Josie? O que ele diz? Escuta como nenhuma outra pessoa consegue escutar?

Outro ponto de destaque no livro é algo que é bastante comum entre os livros da Amy Harmon (pelo menos os que já li) que é a religião. Seus personagens em sua maioria são bastante religiosos e isso se reflete na história. Porém essa religião é usada, a meu ver, de um modo bastante positivo, com mensagens de reflexão e de amor.

O ser humano não foi feito para ficar sozinho. O Criador nos deu pele macia e sensível, que anseia pelo calor de outra pele. Os braços querem abraçar. As mãos querem tocar. Somos atraídos por companhia e afeto por causa de uma necessidade inata.

Harmon é uma autora que admiro principalmente por saber escrever muito bem sobre sentimentos como amor e amizade e por possuir uma narrativa delicada e tocante. Ela transformou Correndo Descalça, uma história sem muito enredo, em algo com tom maduro e ao mesmo tempo ingênuo. Um livro bem gostoso de se ler em um final de semana chuvoso, tomando um chocolate quente.

Quando estou com você, um fenômeno semelhante acontece. Eu ouço música.

Apesar de ter gostado do livro, foi impossível eu não comparar com os outros livros da autora que li, na qual gostei muito mais que esse (gosto pessoal), por achar eles mais completos (mais personagens, maior dinâmica durante a história). Isso e a questão da diferença de idade entre os protagonistas no começo da história, me impediu de dar uma nota maior. Recomendo bastante outros dois romances da Harmon: Beleza Perdida (mais drama) e Infinito + Um (conflitos e “ação”). Dos que eu li dela, são meus favoritos. Ler Correndo Descalça me deu uma saudade de ler livros da Harmon e já planejo ler outros títulos dela.

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