07.02

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O site TMI Source postou as 10 coisas que o filme fez errado e as 7 em que acertou, em um recado para os produtores/escritores e diretor da série de Os Instrumentos Mortais.

Já que “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos” não teve sucesso tanto nas bilheterias quanto no quesito de ser uma adaptação fiel, há muito que a Constantin e o showrunner Ed Decter (e qualquer emissora que pegar a série de TV) podem aprender com o filme, coisas a se fazer, e coisas a não se fazer.

Há uma razão pela qual é importante prestar atenção na história. Então, você não está condenado a repetir alguns erros. E este é justamente o caso da série de Os Instrumentos Mortais, que visa ter sucesso onde o filme falou. Para ficar fácil para o pessoal encarregado, nós compilamos uma lista de coisas que o filme fez errado (e que queremos ver certo na série de TV) e coisas que o filme fez certo (e que nós esperamos que eles não mudem na série).

Dez coisas que o filme fez errado

1. Valentim
O Valentim retratado nos filmes não é o Valentim pelo qual nós nos apaixonamos. Agora nós temos uma nova chance de refazer Valentim como aquele psicopata suave, bem-vestido e de papo leve que nós nos apaixonamos nos livros. No filme, ele era psicótico de uma maneira incontrolável. Mas isso é o que conhecemos de Valentim. O Valentim que conhecemos está sempre no controle, mesmo quando parece que não. Além disso, eu preciso mencionar as roupas ridículas? Ou o cabelo?! Como nós podemos esperar que os Caçadores de Sombras sintam medo dele se nós não sentimos? Com esperança, nós teremos a chance de vislumbrar o real Valentim: alguém que exala carisma e sabedoria.

2. O relacionamento de Isabelle e Alec
Se você não leu os livros há grandes chances de você ter deixado o cinema sem nem mesmo saber que Isabelle e Alec eram irmão e irmã. Esse fato foi enterrado por coisas menos importantes e só foi mencionado quando foi conveniente, fazendo parecer como se não fosse nada demais, e não como se fosse algo realmente importante para a história, o que de fato é. Você pode usar toda a desculpa de “Não teve tempo o suficiente para mostrar isso”, mas os fãs e eu nos recusamos a acreditar. Façam certo dessa vez.

3. Magnus
Eu acho que todos concordamos que Godfrey Gao é um homem bonito e nós aplaudimos a precisão com a escolha do elenco, mas o filme contribuiu para destruir seu personagem. Não há nada além da coisa sem calças. Magnus é um personagem respeitável com dignidade e ideais. E ele foi degradado por um momento de humor cafona. Por favor, pelo amor de tudo o que é mais sagrado, façam o personagem de Magnus de maneira certa.

4. Raphael
Uma das maiores controvérsias no filme foi a ausência de Raphael. Talvez eles tenham pensado que nós não sentiríamos falta dele. Eles não poderiam estar mais errados. Então, consertem isso. Tragam ele de volta. (Nota: Certifiquem-se de que o ator seja racialmente preciso).

5. O relacionamento de Jace e Alec
Enquanto estamos agradecidos de que deixaram bem claro que Alec tem sentimentos românticos por Jace, o relacionamento deles não foi bem interpretado na telona. O fato de que eles são parabatai — os primeiros parabatais que vemos — estava de fora e uma das coisas que nós mais sentimos falta. Não apenas os parabatais são uma parte essencial do mundo Shadowhunter, mas para Jace e Alec isso estabelece um laço que faz a amizade deles crucial. Não é algo que pode ser deixado de lado. Por favor, honre isso dessa vez.

6. O mundo Shadowhunter
Primeiro de tudo, você precisa saber que o mundo Shadowhunter é um mundo que nós valorizamos e é intrinsecamente detalhado. Foi literalmente dado a vocês em uma bandeja de prata (Ed Decter e escritores, anotem). A fundação do mundo Shadowhunter é que é uma cultura sobre anjos. Esses Caçadores de Sombras são parte anjo e tudo sobre anjos foi tomado do filme. É a estética dos anjos que levam pessoas a esses livros. Você pode fazer eles serem espiões secretos da CIA lutando contra o mal. Não, sério, pelo amor do Anjo, não. Seria uma atrocidade. Mas você precisa entender que você precisa usar a mágica que está lá antes de começar a adicionar coisas que não fazem o menor sentido. Nós sabemos que vai ter mudanças, mas nós esperamos que as mudanças respeitem o material da fonte.

7. O final
Esse assunto ainda é dolorido para mim. Um dos maiores problemas do filme foi que Clary terminou com a Taça Mortal no final. Grande erro. Tem uma razão pela qual Clary devia perder a Taça. Clary precisa cair antes de se erguer, perder antes de vencer, continuar lutando enquanto a esperança parecer perdida. É uma parte da jornada dela para se tornar a heroína da nossa história. E voltando para Valentine, nós precisamos de um vilão que vai ser uma real ameaça. Ele precisa ser capaz de fazer coisas que coloque medo no coração dos protagonistas e da audiência. Isso pode ser uma fantasia para nós, mas os riscos precisam ser reais para os personagens e nós.

8. A família Lightwood sendo inexistente
Fãs ainda tem raiva disso, para ser honesta. Enquanto os pais dos Lightwoods e o irmão de Alec e Isabelle, Max, não estão no primeiro livro, eles são mencionados. Não teve uma menção sequer deles no filme. Enquanto toda a menção a eles foi omitida porque os personagens tiveram a idade aumentada para onde você não tem pais, ainda tirou todo o contexto dos personagens. Jace não é Jace sem a complicada relação com os Lightwoods. E mais, como Jace, Alec e Isabelle até mesmo se conhecem? Como nós sabemos quem um personagem é, se não sabemos quem ele ama?

9. Jace bem humorado
A primeira coisa que você precisa saber sobre Os Instrumentos Mortais é que eles são divertidos. Eles são cheios de frases e o dialogo no filme estava apresentável na melhor das hipóteses. Essa história precisa de humor. Traga de volta o humor, por favor. No Jace do filme faltou o humor que faz ele o personagem que nós amamos. Ele estava muito sério. Não me entenda mal, ele teve seus momentos, mas Jace não é sério. Ele é sarcástico – não malvado e feio, mas irônico, engraçado e esperto. Sem isso, o romance entre Jace e Clary cai por terra, morto.

10. Por que Valentine quis a Taça Mortal?
Se eu não tivesse lido os livros, eu ainda não iria saber a resposta pra essa questão. No filme nós nunca ficamos sabendo o que fez a Taça Mortal algo tão precioso, o que faz e porque as pessoas precisam se importar se ele tivesse. Nós nunca nem descobrimos porque Hodge traiu o grupo. Até Valentine acha engraçado quando ele deixa claro que não tem nada para oferecer para Hodge. Valentine e Hodge ao menos sabiam porque eles estavam fazendo o que estavam fazendo? Podemos dar a esses personagens um motivo discernível? Precisa de alguma ajuda? Olhe nos livros. Você pode usar eles como ajuda, sabe?

7 coisas que o filme fez direito (que a gente espera que não mude)

1. A história foi sobre Clary
Quando vem a hora da verdade, essa é uma historia sobre Clary Fray. Ela é nossa protagonista e a história gira em torno dela. Nós precisamos ver esse mundo através dos olhos dela e da jornada dela. O filme foi focado nisso. Nós não queremos perder isso porque ela é a personagem mais importante nessa história. Pequena nota: Aqui eu espero que o rumor sobre Simon já ter uma namorada é falso, porque isso tiraria muito da Clary.

2. O Instituto
O Instituto do filme foi tudo que nós podíamos esperar. Quando você vê aquela imagem daquela grande e linda igreja que os Lightwoods e a família chamam de casa — e os Caçadores de Sombra buscam refugio — você é instantaneamente transportado para os livros e para esse mundo onde pessoas metade anjo existem. Para uma série deve ser fácil manter a imagem da igreja e então colocar pedras no interior cheias de anjo e ícones religiosos. Nós esperamos que sim.

3. O relacionamento de Clary e Simon foi importante
A amizade entre Clary e Simon é uma parte integral da história e da personagem da Clary. Eles se apoiam um no outro; eles se amam; eles são família. A cena que os fãs mais amaram com eles é quando Clary corre para os braços de Simon ou quando Simon diz que a ama. A conexão entre eles é muito importante. Por favor, não percam isso.

4. O elenco
Em Hollywood é fácil colocar mais personagens brancos em projetos, de fato, acontece muito. Mas uma das coisas mais importantes que o filme fez, foi manter a raça de Magnus. Com outros diversos personagens como Maia e Raphael que também são parte da história, nós esperamos manter essa exatidão. Teve atores fantásticos que interpretaram Clary, Simon e Jocelyn. Nós esperamos que a serie traga um elenco ótimo que possa trazer esses personagens a vida numa mesma média que já vimos no filme.

5. O design de objetos mágicos
O departamento de adereços sabia o que estavam fazendo. Os objetos mágicos não são só importantes como também o design deles. As stelas pareciam justamente como imaginamos as stelas, o que não são varinhas ou canetas. A Taça Mortal parecia o que nós imaginamos. Nós estamos esperando ver mais coisas legais como aquelas!

6. A sexualidade de Alec
A coisa mais importante para os fãs é que os personagens sejam fieis a eles mesmos. Uma das coisas que nos preocupou ao ir para o filme foi se eles iriam manter a sexualidade do Alec. E eles mantiveram. Foi uma coisa muito importante ter o conhecimento de que ele é gay, mas também não definir ele por isso e só por isso. O filme e Kevin Zegers fizeram um trabalho maravilhoso com isso. A série precisa aprender com isso e executar do mesmo jeito.

7. A cidade de New York
Eu acho que todos podemos concordar que se Os Instrumentos Mortais acontecerem em qualquer lugar que não seja New York, apenas não deveria ser chamado de Os Instrumentos Mortais. A cidade de New York em si é um personagem e um importante. Se você levar isso embora, tudo muda, e os fãs vão ficar irritados. Eu não sei porque eles mudariam o local da série, mas em Hollywood você nunca sabe o que vão mudar. Eu não quero acreditar que eles mudariam a série de NY, mas se eles fizerem, eles vão ter que lidar com a ira de todo o fandom.

Tem muito a se aprender com o filme — coisas boas e ruins. Nós esperamos que a série de tv seja capaz de pegar o bom e o ruim e nos trazer uma esperançosa adaptação que vai satisfazer os fãs.

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13 comentários em “TMI TV: O que a série pode aprender com o filme”



  1. Palhaço Billy disse:

    Então, posso acrescentar mais coisas ?
    Eles deram um spoiler horrivel no filme sobre tudo que o Valentim pretendia, foi meio que um tapa na cara ter visto aquela cena, cortou totalmente o suspense que encaramos nos livros. Ele revelou o que está no sangue da Clary e que o Valentim fazia experimentos… isso só foi revelado no Cidade de Vidro. Quem nunca leu o livro e for querer ler após ter visto o filme, irá perder toda a essencia do livro que é justamente ele ser tão imprevisível. Outra coisa, foi a forma grotesca como eles lutavam quando algo no cenário é fictício. Quando está na parte do Hotel, o jeito como os personagens se comportaram e o jeito como os efeitos especiais foram colocados pareceu algo superficial. A unica parte onde os efeitos foram lindos, foi na luta com os Renegados. Na minha opiniao, agora como série eles podem ser muito fiéis aos livros, eu entendi que a história é muito ampla e complexa mas, agora possuem a chance de aprender com os erros e tentar melhorar. E pra finalizar, vocês conseguem sim criar efeitos especiais melhores do que os do filme, algumas partes ficou gritantemente que aquilo nao era real, parecia que voce estava vendo filmes de 2000 onde voce percebia que aquilo era uma montagem parecia algo colado junto aos atores.

    1. Bárbara Ϟ disse:

      Falou tudo colega. Fiquei puta da vida, quando eles mencionaram os experimentos do Valentim, e também quando o Hodge menciona que o fato de Jace e Clary serem irmãos é farsa.

    2. Laryssa Morgenstern disse:

      Exatamente, os Demônios estavam bem bacanas, ótima edição, mas ai os vampiros estavam muito mal feitos, pareciam mais fantasmas, e outra coisa que tambem foi citada é que eles não seguiram muito o mundo das sombras, os acordos e estas coisa, podem melhorar muito !

  2. Duda Cavichioli disse:

    Além de tudo o que falaram eu gostaria de pontuar abaixo algumas coisas que eu fiquei P. da cara!

    1. Cadê os Renegados no apartamento da Clary quando ela volta pra lá atrás das coisas dela e da mãe?
    2. A Madame Dorotheia era um demônio no livro? Ao que me lembro surgiu um demônio do abismo quando eles vão atrás do cálice (estou certa?).
    3. Simon não fica preso acorrentado como humano no Hotel Dumort, ele é transformado em rato ao beber o líquido na festa.
    4. Simon não vira vampiro logo no primeiro livro, porque anteciparam tanto isso?
    5. Não lembro de ter demônios entrando no Instituto.
    6. Desde quando a mãe da Clary está no Instituto? Se ela estivesse lá e Clary a tivesse achado não teria nexo muita coisa dos próximos livros.
    7. Que neve era aquela caindo no fim do filme?

    Por agora é disso que me lembro, alguém lembra mais alguma coisa a acrescentar que espera que eles mudem na série e sejam mais fiéis?

    1. Giovana Medeiros Salgado disse:

      O portal não fica no instituto.

      1. Duda Cavichioli disse:

        Se não me engano há um portal no Instituto sim, foi Henry Branwell que o criou com a ajuda de Magnus Bane nas Peças Infernais, ou este portal foi criado em outro lugar?

        1. Giovana Medeiros Salgado disse:

          Os instrumentos mortais se passa no instituto de NY e o henry e o magnus fazem um portal no instituto de Londres.

          1. Duda Cavichioli disse:

            Verdade, eu nem me lembrava mais disso!
            O portal de NY fica na casa da Madame Dorothea né?

          2. Giovana Medeiros Salgado disse:

            Tem um na casa da madame dorothea, mas se eu n me engano ele foo destruido, e tem um no ligar em que ocorre a luta com os renegados

          3. Duda Cavichioli disse:

            Ah tá! Desse ai da luta não lembrava…

    2. Ana Leticia disse:

      Sim, Madame Dorotheia era um demônio.
      Não, o Simon não vira vampiro no 1o livro, ele é mordido no primeiro, mas realmente virar vampiro é só no 2o.

  3. Giovana Medeiros Salgado disse:

    A unica coisa que não comentaram é que , o portal não ficar no instituto e a Izzie tem olho castanho escuro.





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