Sinopse: No primeiro livro de fantasia de Luly Trigo, uma princesa se vê obrigada a assumir o governo do país em meio a revoltas populares, intrigas políticas, conflitos familiares e romances arrebatadores.
Por ser a segunda filha, a princesa Zália sempre esteve afastada dos conflitos da monarquia de Galdino, um arquipélago tropical. Desde pequena ela estuda em um colégio interno, onde conheceu seus três melhores amigos, e sonha em seguir sua paixão pela fotografia.
Tudo muda quando Victor, o príncipe herdeiro, sofre um atentado. Zália retorna ao palácio e, antes que possa superar a perda do irmão, precisa assumir o posto de regente e dar continuidade ao governo do pai. Porém, quanto mais se aproxima do povo, mais ela começa a questionar as decisões do rei e a dar ouvidos à Resistência, um grupo que lidera revoltas por todo o país. Para complicar a situação, Zália está com o coração dividido: ela ainda nutre sentimentos por um amor do passado, mas começa a se abrir para um novo romance.
Agora, comprometida com um cargo que nunca desejou, Zália terá de descobrir em quem pode confiar – e que tipo de rainha quer se tornar.

Zália poderia ser considerada uma adolescente como qualquer outra: estudava, gostava de tirar fotografias e também tinha amigos no colégio, em quem ela confiava com tudo que tinha. Claro que, poderia ser, já como normal não era nada na vida dela. A garota é uma princesa, segunda na linha de sucessão ao trono depois de seu irmão mais velho, Victor. Quando o livro começa, nós somos jogados na vida “normal” que ela leva no colégio interno que estuda e nos planos que ela e os amigos tem para o futuro, já como estão próximos de se formar.

O que ela não esperava é que em um acidente – que mais tarde foi considerado um atentado – mudaria todo o rumo dos planos que ela estava fazendo e a vida que ela tinha ali viraria de cabeça para baixo por completo. Ao ser noticiada da morte de Victor, Zália é levada de volta para o castelo, onde ela tem que encontrar seu pai – que por ter sofrido um AVC deixou o país nas mãos de Victor – e que agora vai passar esse pesado fardo de governar o país para a garota, que tem apenas 17 anos.

”Me sinto egoísta por me preocupar com meu futuro quando deveria estar lamentando a morte do meu irmão. Mas os dois fatos estão tão entrelaçados que é impossível fugir. A morte de Victor é minha sentença.”

Assim que o peso de governar o país está todo nas mãos de Zália, nós podemos ver um pouco mais da personalidade dela: até ali, ela parece ser bem submissa e que realmente vai apenas fazer o que o pai manda, mais ela logo começa a tomar as rédeas da situação, querendo saber exatamente o que acontece no país, o que pode fazer para melhorar ele e como tornar ali um lugar melhor, para que todos tenham condições e para acabar com a corrupção que assola o lugar.

Isso, obviamente incomoda muita gente, e então ela entra em uma corrida contra o tempo para poder descobrir quem está por trás do ataque ao irmão dela, quem faz parte do esquema de corrupção e principalmente em quem ela pode confiar ou não para contar todas as coisas que ela está descobrindo naquela busca pela verdade.

”Não lembro de ter chorado desde que entrei no internato, e agora certamente não será a primeira vez. Apesar da preocupação e do medo, não cedo.”

Meus pontos que acho que vale a pena ressaltar nesse livro, em primeiro lugar, é que eu achei que não gostaria de Zália. Logo no incio, com aquele jeito acomodado que ela parecia ter, de quem iria apenas abaixar a cabeça e acenar, me incomodou um pouco. Mas conforme o livro vai passando e ela vai vendo todo mundo por quem realmente são, ela melhorou bastante no meu conceito. O maior problema que eu tenho com ela – e isso segue até o final realmente – é que ela tem uma certa… ingenuidade dentro dela que é meio difícil de aceitar.

Um exemplo disso é o fato de que em determinada parte do livro, ao chegar em um lugar, ela escuta um personagem falando mal dela, falando como se ela fosse uma menina manipulável e, claro, na hora ela fica furiosa, mas assim que eles se falam novamente e ele pede desculpas, ela já perdoa ele e deixa pra lá, e pior ainda: passa a confiar perdidamente nessa pessoa e eu não consigo acreditar que alguém possa ser tão inocente assim. É difícil de entender como ela pensa nesse momento.

“Em breve vou poder fugir para o quarto e deitar em posição fetal, fingindo estar no internato como a Zália que eu era antes.”

Outra coisa que eu não gostei muito foram os romances colocados ali. Uma coisa muito comum que tem acontecido é colocar a mocinha se envolvendo com uma pessoa que não presta: que é obvio que não presta, que todo mundo pode ver que aquela pessoa não é confiável, menos a própria mocinha. E eu não gostei desse relacionamento desde o primeiro momento.

E o relacionamento amoroso dela com aquela pessoa que é a pessoa “boazinha” também não me atraiu muito pelo fato de que eu odiei a forma como a mocinha tratava essa pessoa. Parecia que todo rompante de fúria que ela tinha – fosse com amigos, com os pais, com a frustração do cargo que tinha agora – ela descontava nele e me deixava com um pouco de raiva dela.

“Por que estou tão elétrica?, pergunto a mim mesma. E, como se existisse outra de mim, respondo: Porque acabei de sentir como é ter poder… e gostei.”

Fora essas duas coisas, “O Reino de Zália” é um livro que eu achei bem agradável. Eu gostei de como foi feita toda a história por trás do reino, de como em cada parte, assim como Zalia, nós sabíamos um pouco mais sobre as coisas que aconteceram com os rei nos passado e de como isso afeta o lugar como é hoje em dia.

Eu gostei de como a história se desenvolveu e como nós vemos Zália crescendo conforme as paginas vão passando e nós podemos observar dentro da cabeça dela, que apesar de muito confusa várias vezes, ela começa a se focar cada vez mais no que importa e em como ela luta pra ter a confiança do povo e mais ainda para fazer essa confiança valer a pena.

“Garantia dos direitos humanos, condições minimas para todos, uma saúde pública mais eficaz, escolas públicas de qualidade, asilos e presídios melhores. Você sabe o que estão pedindo nos protestos. É exatamente o que a resistência quer.”

Gostei bastante de vários personagens secundários: a professora Mariah, que é quem ensina Zália sobre os reis do passado, Rosangela, a mãe de Zália, e os amigos dela também, são maravilhosos, cada um deles a sua maneira. É importante ressaltar que esse livro contem uma boa representação com um dos melhores amigos de Zália, Gil, que é gay e vê a vida desmoronada quando se assume e os pais não querem saber dele – e ainda assim ele dá a volta por cima.

Sobre o final, eu só penso que se o livro fosse divido em mais partes e não em um só volume, poderia ter sido mais desenvolvido, mas não é algo que ficou ruim ou mal feito não, é um bom livro, do inicio ao fim, que é uma leitura leve e fácil e bem agradável para passar o tempo.

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