Resenha: Hollow Bones – Jodi Picoult

“Hollow Bones”
Jodi Picoult
ARC recebido em formato digital gentilmente cedido pela Penguin Random House International
Editora: Ballantine Books
Data de lançamento internacional: 15 de setembro de 2026
Em 11 de setembro de 2001, quando Molly Fitzgerald tinha apenas dois meses de idade, sua mãe foi em uma consulta médica no World Trade Center e nunca mais voltou para casa. Seu pai e sua madrasta, que a criou, não poderiam a ter amado mais, mas, ainda assim, Molly cresceu com um saudável temor de desastres.
Agora adulta, ela dirige o Departamento de Preparação para Emergências do Estado de Rhode Island, traçando estratégias para salvar vidas durante tempestades, epidemias e acidentes aéreos. Ela e seu marido, Jesse — um especialista da polícia em polígrafo, que também carrega seu próprio histórico de crises — encontraram um no outro um amor que traz luz para ambos em um mundo perigoso. Mas então o inesperado abala seu casamento recém iniciado, levando os dois a questionarem tudo o que pensavam saber.
Alternando entre passado e presente, Hollow Bones é uma história épica sobre as mentiras que contamos a nós mesmos enquanto construímos as narrativas de nossas vidas, os planos que elaboramos para nos proteger nos momentos mais difíceis e os laços que unem mães e filhas.
Essa resenha foi feita pela parceria com a Penguin Random House International, que gentilmente nos cedeu esse eARC (Advance reading copy: algo como “uma cópia de leitura avançada”, ou seja, o livro ainda pode sofrer alterações antes de ser publicado) de “Hollow Bones”. Também lembrando que essa resenha terá um formato diferente: por ser um eARC, não haverão quotes, já como os livros podem sofrer mudanças em seu texto antes de serem comercializados. Gostaríamos de agradecer profundamente a Editora pela oportunidade da leitura.
A sensação que tenho é que qualquer coisa que eu fale sobre aqui sobre este livro vai entregar demais sobre sua trama porque QUE SOCO que este livro me deu e não estou brincando. Não sou fácil de ser enganada, são pouquíssimas reviravoltas que realmente me pegam desprevenida e muito ainda fico realmente chocada com o rumo de uma trama, mas em “Hollow Bones” tive essas 3 experiências juntas. Obviamente tomarei todos os cuidados possíveis para não entregar nada da trama para que quem decida ler este livro tome o mesmo susto que tomei.
“Hollow Bones” é um livro que parece tratar sobre a vida normal, mas o titulo entrega alguma coisa, já como quer dizer em uma tradução livre “O vazio dos ossos”, justamente revelando que há coisas vazias que não estão ainda completamente reveladas ou completas. Também preciso deixar claro para os que não sabem, este livro é basicamente uma continuação de “A guardião da minha irmã” – sim, aquele livro que inspirou o famoso filme da Sessão da Tarde “Uma prova de amor”. Para os que não sabem, o livro tem um final totalmente diferente do filme com Anna morrendo e Kate sobrevivendo, então mantenham isso em mente. Temos a participação de toda família Fitzgerald em momentos pontuais, mas eles não são o foco, só digo que foi agridoce ver Kate novamente, aquela sensação de ter visto uma amiga de longa data que faz muito, muito tempo que não via. E calma que se você pensa que esse é a grande reviravolta deste livro, você está redondamente enganado porque… não.
A família Fitzgerald aqui está em outro ramo com Jesse, o irmão de Kate e Anna, que no livro também tem uma trama muito maior do que apresentada no filme, já chegando aos 40 anos e casado com a nossa atual protagonista, Molly, que cresceu com o pai, Adam, e a madrastra, Evie, em uma casa repleta de amor, mas marcada pelo grande desastre que aconteceu nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, já como a mãe dela, Eloise, tinha ido a uma consulta em uma das torres que caiu. Molly cresceu com a figura da mãe sempre pairando sobre ela e o pai caiu em teorias conspiratórias, tentando dar sentido para algo tão infundado. Evie, a madrasta, criou Molly com todo amor porque era a melhor amiga de Eloise, a quem conhecia (assim como Adam) desde a faculdade.
Molly não acreditava estar pronta para se casar, ainda com menos de 30 anos (sim, mais de 10 anos a separam de Jesse), mas o amor foi mais forte e o casal se casa. Bastante comprometida com seu trabalho, a quem entende que ajuda a salvar vidas, Molly se orgulha do que faz e também entende que a carreira de Jesse, que foi forjada em muito trabalho depois de todo desvio que ele teve na adolescencia enquanto o caso de Anna e Kate se desenrolava (isso só tem no livro, como já assinalei) também é algo bastante importante para ele, muitas vezes até pesado, já como ele precisa fazer interrogatórios em criminosos que causam nojo em qualquer pessoa.
E é ai que o livro nos apresenta somente um casal que está navegando atraves do amor em uma vida confortavel, com famílias solidas que os apoiam e um casamento que está sendo construído com parceria. Tudo parece bastante calmo e tranquilo até demais a ponto que cheguei a reclamar pra Ju que até um pouco mais da pagina 100 eu não estava sabendo para que direção essa trama iria porque a única coisa realmente especial que aconteceu foi uma descoberta de que Molly estava grávida – e, de novo, não espere que este é a grande reviravolta da trama porque não é.
Como quase toda mulher que fica grávida inesperadamente, Molly se questiona se gostaria de realmente ser mãe, se consegue manter seu ritmo de trabalho neste novo papel e se tem o equilíbrio emocional para tal, algo muito atual e normal. À essa altura da trama, estava criando teorias sobre o que viria pela frente: doença, morte, atentado? Não sabia o que era e estava começando a me perder na trama quando… Não sei explicar, foi a sensação de que chegaram o meu Kindle e bateram com ele na minha cara porque a reviravolta foi tão, tão absurda e gigantesca que não sei explicar.
Fica difícil explicar a reviravolta porque entregaria demais, mas a revolta que senti foi tão forte, tão forte que posso dizer que fiquei realmente indignada com algo assim. Não conseguia entender como e por que alguém tomaria aquelas escolhas, e é ai que o livro volta no tempo contando outra história que o leitor sequer imaginava ou estava preparado – e aqui deixo o aviso de gatilhos de violência sexual, mas não de quem você está imaginando, te prometo. Nada que você possa imaginar te prepara para o que está acontecendo à essa altura da trama e a medida que mais e mais vai sendo explicado e mostrando, a minha indgnação foi passando e se transformando em desespero porque queria ajudar aquelas personagens que precisavam de ajuda, mesmo sem poder, é claro.
A grande ironia deste livro é ele estar sendo publicado justamente nesta época – ou talvez não. A medida que fui descobrindo toda trama real, o choque que senti foi tão forte que eu queria gritar pra Ju ler imediatamente (e eu posso ter mandado alguns audios pra ela gritando sobre, já como sei que ela vai amar profundamente este livro) e se chocar junto comigo. Mostrando um lado que não esperávamos, um desespero profundo e as partes difíceis de vidas que sempre estamos dispostas a julgar sem compreender totalmente, “Hollow Bones” teve algumas escolhas que não gostei (principalmente de uma personagem que pode ter errado e muito, mas foi tentando acertas – e não é meme) e que me doeram, mas foi uma experiência tão única, tão forte e tão intensa que definitivamente comprarei este livro no minuto que ele for ser publicado no Brasil porque ele mostra muito, muito bem que os ossos podem ter alguns buracos que estão vazios, mas sempre poderão ser preenchidos.
Até agora não temos informações sobre a publicação do livro no Brasil, mas sigam nossas redes sociais que assim que tivermos qualquer informação, iremos postar sobre.
Thanks for the free book, PRH International.
Para comprar “Hollow Bones”, basta clicar no nome da livraria:
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