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Resenha: A deusa impiedosa [A ladra amaldiçoada #2] – Margaret Owen

Sinopse: Depois de derrubar um marquês corrupto, quebrar uma maldição e se apaixonar pelo detetive em seu encalço, Vanja ainda tem um mistério pela frente: sua família perdida. Mas ela não pode ir atrás deles sendo uma ladra; antes, precisa se tornar uma pessoa digna de uma vida melhor. Só que encontrar uma ocupação honesta não é tão fácil quando seu maior talento é mentir…

Certa noite, Vanja se mete em encrenca e acaba inventando uma deusa para enganar um vilarejo. Seu plano era só fabricar uns milagres e seguir seu caminho. O problema é que a mentira acaba tomando grandes proporções e, de repente, existe uma seita cultuando a suposta deusa.

Para piorar, quem chega para investigar o caso é justamente Emeric, o amor que Vanja havia abandonado. Mas o que nenhum dos dois previa era que a deusa ia aparecer em carne e osso — ou névoa e luz, no caso — e escolher Emeric como sacrifício. Enquanto sai em busca de uma solução, Vanja ainda terá de lidar com as cicatrizes de seu passado sofrido.

[PODE CONTER SPOILERS DO PRIMEIRO LIVRO.]

Eu estava ansiosa demais para a continuação de “A ladra amaldiçoada” por causa do final. Quando termina daquele jeito com Vanja indo embora para procurar a própria família – e também fugindo de Emeric para que ele a “caçasse” novamente. (Vocês podem ver minha resenha de “A ladra amaldiçoada” aqui).

E, para a surpresa de zero pessoas, é claro que no início de “A deusa impiedosa”, Vanja está metida numa confusão das brabas: ela fundou, sem nenhuma intenção, um culto a uma deusa que provavelmente não existe.

“Muitos dos monstros do mundo nascem e morrem a partir de grande ira, grande tristeza ou grande ganância.”

E, é claro, quem é mandado lá para investigar esse suposto culto? Óbvio que seria Emeric. Emeric vai até o lugar apenas para descobrir o que está acontecendo e se a pessoa por trás do culto está se beneficiando de fingir ajudar as pessoas para ganhos pessoais. O que ele não esperava é que a “profeta” seria justamente Vanja.

Assim, como ele tem os testes finais para subir o cargo dele, a sua superiora diz que o que ele deve fazer é justamente isso: descobrir se o culto é real, descobrir se Vanja está usando esse culto e, principalmente, aceitar se ela estiver errada e tiver que ser presa.

“Choro como uma filha abandonada. Como uma mentirosa cuja mentira não ganhou pernas. Choro como a arquiteta da minha própria queda, sabendo que o preço é tão, tão maior do que só meu para ser pago.”

Não bastasse essa história maluca de culto para uma deusa supostamente não-existente, a deusa “aparece” enfim e diz que para que as pessoas da cidade continuem tendo prosperidade, ela deseja um sacrifício: e ela escolhe justamente Emeric para ser sacrificado.

Como é possível imaginar, Vanja não aceita isso nada bem, por isso ao saber que existe outra opção, ela aceita essa alternativa e entra em uma viagem por vários lugares em busca do sangue de um grupo de irmãos para satisfazer a deusa.

“Dizem que é melhor amar e perder depois, mas não sei se tenho a coragem de descobrir isso por mim mesma.”

No meio de toda confusão, de investigações e brigas, nós vemos como floresce o relacionamento de Vanja e Emeric, como eles começam – mesmo com certa relutância – a confiar mais um no outro porque só assim eles vão sair dessa intactos.

Logo que o livro começa, Margaret deixa claro para todos os leitores que esse é um livro sobre amor e ela não podia ter sido mais exata na sua escolha de palavra para descrever porque é justamente disso que se trata “A deusa impiedosa”.

“A pior parte não é que eu estou acostumada a isso. As pessoas sempre agem como se fossem as primeiras a chamarem você de feia, quando você passou a maior parte da vida navegando em um mundo que jamais deixa você se esquecer disso.”

Mas não pense que quando falo sobre ser um livro de amor, é só o amor de Vanja e Emeric: vai muito além dos dois. Amor que vem da amizade, amor que vem da família – não só a família de sangue, mas a família que escolhemos como nossa.

Durante todo o livro eu fiquei bem surpresa com como Emeric era charmoso, não lembrava dele ter sido assim no primeiro livro, mas mais do que isso, Vanja também está diferente. Não só ela tem medo de amar alguém, como nesse livro nós vemos ela lutar de frente com seus próprios traumas e sair acima deles e mais feliz depois de descobrir quem ela é no mundo.

“E não pela primeira vez eu me perguntei: o que eu preciso ser para meu valor compensar tudo o que vai vir em seguida?”

Se tem uma coisa que Margaret Owen faz com maestria é fazer com que a gente se importe com os personagens que ela criou, com suas histórias e como tudo se resolve e resolverá. No final desse livro, eu confesso que queria gritar e vou dizer aqui exatamente o que eu queria dizer: CADÊ A CONTINUAÇÃO?

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