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Q&A: Kit e Rosemary, Pickles e mais!

Cassie respondeu VÁRIAS asks em seu tumblr e nós trouxemos a tradução aqui pra vocês! Não se preocupem que elas estão, como sempre, separadas entre perguntas COM E SEM SPOILERS. Vem ler sem medo:

[SEM SPOILERS]

bleedingwords13: Oi, Cassie. Já que a habilidade da Tessa é a metamorfose, será que ela poderia simplesmente se transformar no Will para se lembrar da cor exata dos olhos dele ao olhar no espelho, ou isso seria doloroso demais para ela?

Eu simplesmente não acho que ela imagine que isso teria algum sentido. Esquecer a cor exata dos olhos de Will não tem a ver com a cor. Trata-se de esquecer o Will. Ela não esquece apenas a cor dos olhos dele; esquece a risada dele e, com o passar do tempo, sabe que esquecerá mais coisas.

É como o Will se virando para falar com o Jem e percebendo que ele não está lá. Com o tempo, ele vai parar de fazer isso, e essa interrupção também é uma perda, pois significa aceitar que o Jem se foi. Se a Tessa se transformasse no Jem, isso não ajudaria o Will; e se ela se transformasse no Will, isso não ajudaria a ela mesma.

A cor dos olhos é apenas um símbolo. Não é a perda em si. O poder de Tessa pode até reproduzir a aparência de Will, mas não consegue restaurar aquilo de que ela realmente sente falta: a experiência de viver em um mundo onde ele ainda está presente.

kitashbff: Olá!

No novo livro sobre flores, foi revelado que o Ash às vezes toca piano; então, fiquei imaginando: como ele aprendeu a tocar? Ele aprendeu sozinho ou tem professores secretos que o Janus desconhece?

Janus teria sido basicamente a mesma pessoa que Jace antes da Batalha de Burren em “Cidade das Almas Perdidas”; portanto, assim como Jace tocava piano, Janus também tocaria. Gosto de pensar que ele ensinou o Ash — a relação deles sempre foi peculiar!

ti-bae-rius: Falando sobre personagens secundários importantes: alguma aparição dos meus queridos Pickles e Elyaas em “O Último Rei das Fadas”?

(E quando alguém da gen Z te contar o que são “momentos de namorado”, por favor, compartilhe com a turma. Eu me sinto muito por fora.)

Infelizmente, nada de Pickles ou Elyaas em “O Último Rei das Fadas”. Eu gosto de imaginar que eles estão por aí curtindo a vida, tomando coquetéis sem álcool na praia, num resort que não julga severamente quem tem tentáculos.

Eu vi pessoas preocupadas achando que, quando disse “‘nunca ouvi falar de ‘momentos de namorado’”, eu queria dizer algo como “haha, do que você está falando? Nem pensar”. Mas não, de verdade: eu não fazia ideia do que isso significava. Eu achei que pudesse ser “o momento em que vocês definem a relação como namoro”, e eu estava enganada, então eu fico feliz que tenham me explicado!

[COM SPOILERS]

tykitblackdale: Você acha que os leitores ficarão felizes ou arrasados ​​com o final de “O Último Rei as Fadas”? O quanto devo me preparar? 💞

Acho que o final deixa um certo suspense, e os personagens ficam em situações emocionais que são… digamos, não ideais? Mas também acho isso bem normal para um primeiro livro, especialmente quando o segundo retoma a ação logo após o término do primeiro, como é o caso aqui.

No geral, acho que os primeiros livros de uma série geralmente não são aqueles que causam um impacto avassalador. 🙂

jonathancmorgenstern: Se for permitido, você poderia nos dizer por que Sebastian decidiu ter um filho com a Rainha? Foi apenas uma jogada de poder, uma fantasia doentia dele (ter um filho com uma mulher ruiva), ele realmente queria um filho, ou houve vários motivos? Muito obrigada por criar esse mundo em que vivo há duas décadas; tenha um ótimo restante de dia, querida! 🥹🫂

Só posso dizer que ele realmente tinha um motivo específico para querer um filho com a Rainha — um motivo ligado à própria origem das fadas! Ash consegue fazer algo que quase ninguém mais consegue, justamente por causa dessa linhagem, e o Sebastian queria um filho capaz de realizar esse feito — algo que não posso explicar agora, mas que você vai descobrir.

tys-kitty : Ei, Cassie! Você pode nos contar alguma coisa sobre as antigas paixonites de Ty? Tipo, ele teve alguma queda por Caçadores de Sombras populares, como Jace, quando era mais novo? 👀

Kit e Ty têm uma conversa engraçada sobre isso em “O Último Príncipe do Inferno”, e não quero dar spoilers. Definitivamente não é Jace, porém; acho que Kit ficaria preocupado achando que Ty tem um tipo muito específico: “Herondales loiros”.

balladofbells: Oi, Cassie! Espero que você esteja bem! ❤️

Receio que esta mensagem possa ficar um pouco longa, então peço desculpas desde já.

Ash passou anos sofrendo abusos físicos, emocionais e psicológicos, e parece claro que esse trauma prolongado moldou quem ele é. Você mencionou que ele é assim devido a “camadas de trauma” e que ele criará um vínculo com Dru por conta das experiências que ambos compartilharam. Fiquei curiosa para saber se você escreveu Ash tendo em mente o TEPT-C (Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo) ou se ele apresentará sintomas comumente associados a essa condição, como flashbacks, ansiedade ou dissociação. Não quero sugerir como ele deve ser escrito; é apenas curiosidade sobre a sua inspiração.

Entendo que esse é um assunto muito pesado, então espero que não haja problema em perguntar sobre isso.

Essa é uma pergunta bem pensada e, sem dúvida, não há problema algum em fazê-la.

Ash certamente vivenciou um trauma profundo e prolongado, e não acredito que seja possível escrever a sua história sem que esse trauma molde quem ele é. A maneira como ele se relaciona com as outras pessoas, as escolhas que faz e as formas como se protege — tudo isso deriva daquilo que ele vivenciou.

Dito isso, não acho que caiba a mim, como autora, diagnosticar um personagem, a menos que esse diagnóstico seja algo que eu pretenda tornar explícito no texto. Embora os leitores sejam sempre bem-vindos a ver suas próprias experiências refletidas nos personagens e possam reconhecer pensamentos e comportamentos com os quais se identificam, não me sinto confortável em afirmar que represento uma condição específica, caso isso não tenha sido algo que eu inseri deliberadamente na história.

Não escrevi o Ash pensando especificamente no TEPT-C. Escrevi-o como alguém que sobreviveu a anos de abuso, manipulação e perda, e tentei ser fiel às consequências emocionais dessas experiências. Os leitores certamente podem identificar aspectos do TEPT-C nele — e entendo o motivo —, mas eu não gostaria de afirmar “Sim, é isso que ele tem”, pois não acho justo com as pessoas que buscam uma representação explícita. Por outro lado, acredito firmemente que, se os leitores enxergam TEPT-C nele, essa é uma interpretação válida, e ninguém poderia dizer com razão que estão errados — nem mesmo eu.

Acredito, de fato, que um dos aspectos centrais da jornada de qualquer pessoa que tenha sofrido um trauma é aprender que o trauma nos transforma, mas não nos torna incapazes de amar, sentir alegria ou alcançar a cura. Portanto, isso é algo que tanto Dru quanto Ash precisam (esperançosamente!) aprender.

kittywillbe: Oi, Cassie!

Minha pergunta é: será que Kit algum dia vai descobrir como a mãe dele era? Digo, algo além de apenas descrições — talvez uma fotografia?

Também tenho curiosidade sobre a opinião de Kit a respeito da mãe. Dá a impressão de que, apesar de todos os sacrifícios que Rosemary fez por ele, Kit não sabe muito sobre ela; ele nem sequer tem algo que tenha pertencido a ela — nada que a mantenha presente no seu dia a dia (exceto pelo colar de garça, mas quem está com ele é Ty, não Kit). Parece que a presença da Rosemary na vida de Kit ficou meio deixada de lado, o que acho um pouco triste. Será que vamos vê-lo pensando ou falando sobre ela em “O Ultimo Rei das Fadas”?

Obrigada pela resposta! ♡

Oi! ❤️

Revelar agora como será a relação de Kit com a memória de Rosemary em TWP pareceria um tanto *spoiler*! — mas é uma pergunta interessante (embora, de fato, quando se está em uma aventura de fantasia e sempre em movimento, não dê para refletir tanto quanto se gostaria).

A história de Rosemary cruza-se com a de Jem e a de Tessa; eles só vão procurar Kit quando Rosemary morre, e não lhe contam imediatamente sobre ela, pois seria devastador descobrir que a mãe estava viva sem que ele soubesse e que havia falecido há pouquíssimo tempo. Naquele momento, Kit não está pronto para ouvir isso. No entanto, em “Os Poderes Perversos”, fica claro que eles conversaram com Kit sobre Rosemary e que ele está ciente da história dela.

Vale lembrar que esses são os pensamentos do próprio Kit sobre a mãe, antes de ele realmente descobrir muita coisa a respeito de Rosemary. “Talvez houvesse algo de errado com ele”, pensou Kit enquanto seguia Alec pelo corredor. “Talvez ele não tivesse o tipo certo de sentimentos. Ele nunca havia parado para pensar muito na mãe, em quem ela era: será que alguém que soubesse sentir da maneira certa não se perguntaria isso?

Portanto, de certa forma, a questão reside no que Kit pensa sobre suas próprias capacidades emocionais. Para nós, fica claro que ele não nutre o “tipo certo de sentimentos”, pois isso seria doloroso demais. E a situação se torna mais complexa para ele quando descobre a história de sua mãe. O fato de ela ter se sacrificado por ele tenderia a fazê-lo querer manter seus sentimentos à distância, e não a desejar uma fotografia ou uma lembrança. Além disso, em sua mente, a figura dela está associada ao fato de ele ser o Herdeiro — algo que ele detesta e que considera ter quase arruinado sua vida.

Sabemos agora que ele tem lembranças vagas dela cantando para ele. Mas isso não é o mesmo que conhecê-la. O que Kit lamentaria, se se permitisse realmente viver o luto por Rosemary, não é a perda de alguém de quem se lembra. É a perda da chance de algum dia chegar a conhecê-la. Para alguém nessa situação, estar cercado por lembranças de uma vida que mal se cruzou com a sua própria pode ser reconfortante, ou pode simplesmente ressaltar aquilo que se perdeu antes mesmo de poder existir.

“É como se a presença de Rosemary na vida de Kit tivesse sido deixada um pouco de lado, o que acho meio triste.”

Você não está errada; é triste, e tudo bem ser assim, porque a situação é triste de uma forma irreversível. Tessa não pode ter Will de volta. Will não pôde ter Jem de volta. Julian não pode ter Livvy de volta. Jocelyn nunca teve seu filho de volta. Os Merry Thieves não têm Christopher de volta. E Kit não terá uma vida com Rosemary nela. Esse é um dos temas recorrentes nos livros dos Caçadores de Sombras: quando coisas tristes acontecem e não podem ser revertidas. A pergunta que os livros continuam fazendo não é: “Como isso pode ser consertado para deixar de ser triste?” É: “Como seguimos em frente após a perda e como entendemos que ela pode fazer parte da nossa história sem se tornar todo o nosso presente? Como entendemos que seguir em frente não é uma ofensa às pessoas que perdemos, mas sim o que elas gostariam para nós? Como entendemos que aceitação não é apagamento e como nós, Caçadores de Sombras, continuamos fazendo o que precisa ser feito em vez de sermos destruídos pela tristeza?”

São coisas nas quais Kit precisa pensar — ​​e nas quais, deliberadamente, não pensou. A presença de Rosemary é minimizada na vida de Kit porque ele nunca a conheceu de verdade e não quer pensar nela — nem em Johnny, na verdade. A questão de saber se ele conseguirá manter essa postura sem desmoronar é um spoiler.

No entanto, gostaria de comentar um ponto sobre o pingente de garça, pois acho interessante que as pessoas possam interpretar o fato de ele o dar a Ty como uma forma de deixar Rosemary de lado. Eu vejo isso de outra maneira (e esse assunto realmente surge em “Os Poderes Perversos”): o legado da mãe de Kit foi um legado de amor protetor e sacrificial. Kit deu esse colar a Ty como um gesto de amor protetor. O fato de Ty estar com aquele pingente é o que — logo no início de “Os Poderes Perversos” — Kit associa à conexão com sua mãe biológica. Ao ver Ty com o colar, ele pensa que sua mãe o protegeu e que, por sua vez, ele honrou esse legado ao entregar algo que a simboliza à pessoa que ele mais deseja proteger. Ele acredita que ela ficaria satisfeita. É praticamente a única coisa que ele se permite pensar a respeito dela. Por isso, encaro isso como algo que o conecta a Rosemary, e não como uma forma de deixá-la de lado.

Não acho que o lugar de Rosemary na história de Kit seja medido pela quantidade de pertences dela que ele guarda ou se ele tem uma foto dela (ele certamente já viu uma). Não é isso que ele busca. Esse lugar será medido pelo que Kit descobrir sobre si mesmo, sobre seus próprios sentimentos e sobre sua relação com o passado. Isso não quer dizer que Kit jamais saberá mais sobre sua mãe biológica. Significa apenas que, se ele soubesse, não acho que a situação seria menos triste; muito pelo contrário, poderia até se tornar mais triste. A questão é que não há problema em ser triste, e a capacidade de Kit de encarar isso como uma perda real — e de processar esses sentimentos — faz parte de sua jornada.

laamedusa: Oi, Cassie! Eu fiquei curiosa sobre o papel da Livvy em “Os Poderes Perversos” — como fantasma, ela tem seu próprio arco/jornada nesta história? Eu acho que me lembro de você dizer que, por estar morta, ela não consegue crescer ou se desenvolver (embora eu possa estar totalmente enganada quanto a isso!). Ela continua com a mentalidade de 15 anos? Ela amadureceu ou evoluiu junto com o Ty ao longo dos últimos quatro anos?

Eu diria que ela tem, sim, a sua própria jornada. Ela não evolui além dos quinze anos da maneira como alguém vivo faria, pois não vivencia nenhuma das experiências que as pessoas vivas têm. Então ela é capaz de aprender e mudar, mas o rumo que segue não é algo que reconheceríamos como necessariamente humano. Ela acompanhou o crescimento de Ty, mas não cresceu da mesma forma, e ela tem consciência disso.

user137834: Oi, Cassie! Eu queria saber se o Anush terá algum papel em “O Último Rei das Fadas”. Como é a amizade dele com o Ty? Será que pode rolar algum ciúme por parte do Kit? Talvez eu só veja o Kit como o tipo de cara que sentiria ciúmes lol
Superansiosa para novembro!!

Nós não vemos Anush em “O Último Rei das Fadas”, embora ele seja mencionado.

Quanto ao ciúme de Kit, o ciúme não é inerentemente uma emoção ruim. Muitas pessoas sentem ciúme às vezes. O que importa é o que você faz com ele. Se o ciúme leva você a tentar controlar alguém, isolar a pessoa dos amigos ou o punir por ter outros relacionamentos, isso não é saudável. Mas perceber que você está se sentindo inseguro ou até mesmo pensar “nossa, eu espero que essa pessoa não esteja namorando ninguém” é muito normal. (Ansiar por alguém que você não pode ter porque essa pessoa está apaixonada por outra pessoa também é normal e não é ruim! Eu classificaria isso como “coisas que as pessoas precisam superar”)

Quando as pessoas não têm certeza de qual é o seu significado para o outro, é natural que esse tipo de preocupação seja mais forte. Kit e Ty estão descobrindo qual é o lugar deles um para outro, e talvez o que você esteja pensando é que a incerteza tende a deixar mais espaço para preocupação ou ciúme do que relacionamentos onde as pessoas se sentem seguras e confiam que não vão se perder? Porque isso com certeza é verdade, e às vezes é preciso passar pela 1° fase antes de chegar na 2°.

Então sim, Kit se sente inseguro às vezes, mas eu não diria que ele é “do tipo ciumento”. Eu diria que ele é alguém que teve bons motivos para ter medo do abandono, e isso é algo bem diferente.

O Ultimo Rei das Fadas” primeiro livro da última trilogia dos Caçadores de Sombras, “Os Poderes Perversos” já está em pré-venda no Brasil e vocês podem garantir sua cópia com brindes AQUI. O nosso post completo sobre a pré-venda vocês podem ver AQUI.

Os 3 livros de “The Wicked Powers” se chamam: “The Last King of Faerie” (“O Último Rei das Fadas“, em tradução livre), “The Last Prince of Hell” (“O Ultimo Príncipe do Inferno“, em tradução livre) e “The Last Shadowhunter” (“O(A) Último(a) Caçador(a) de Sombras“, em tradução livre).

O terceiro é último volume da trilogia “As Maldições Ancestrais“, também conhecia como trilogia Malec, se chamará “O Volume preto dos Mortos” e será publicado entre os livros de “The Wicked Powers“, conforme já falado por Cassie.

Aqui no Brasil, os livros dos Caçadores de Sombras são publicados pela Editora Galera Record. A Editora Galera Record está vendendo o ultimo livro de Cassie publicado até aqui: “Melhores de Preto” (garanta o seu clicando AQUI) – e em um comentário falou que trará os outros 3 livros do kickstarter também (“Os Segredos da Mansão Blackthorn“, a nova versão do livro das cartas das flores e “Careful of Books“). Não temos informações sobre a recém-divulgada duologia “In Fire Forefold” (“No Fogo Anunciado“, em tradução livre). A Editora também confirmou a publicação de “The Wicked Powers” (“Os Poderes Perversos“, em tradução livre), a trilogia que encerra o universo do Mundo das Sombras.

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