Resenha: Defy the Dusk – Danielle L. Jensen

“Defy the Dusk”
Danielle L. Jensen
ARC recebido em formato digital gentilmente cedido pela Penguin Random House International
Editora: Del Rey
Data de lançamento internacional: 03 de novembro de 2026
No mundo fragmentado, há duas opções: seguir com o amanhecer ou enfrentar o que surge na noite.
Vinte anos atrás, a magia de Lirien fragmentou o mundo e libertou criaturas noturnas que levaram a civilização à ruína. Em meio à carnificina, surgiu a salvação: os sobreviventes mais poderosos foram convidados a embarcar no Dawnrider, um veículo de alta velocidade destinado a conduzir seus passageiros a uma nova era.
O restante da humanidade foi deixado para morrer.
Em vez disso, um rei emergiu da escuridão para os liderar.
Nos anos que se seguiram, Lirien dedicou sua magia ao Dawnrider, enquanto, em segredo, planejava derrubar o tirano que governa com mão de ferro o equipamento. Mas, justamente quando Lirien está pronta para atacar, ela é violentamente sequestrada por Vox — o rei dos “feralists”.
O imprevisível Vox lhe dá duas escolhas: lutar contra as criaturas que caçam na noite ou ser oferecida a elas como alimento. Lirien aceita integrar as fileiras dele, mas adota uma estratégia de sedução que a levará de volta ao Dawnrider.
Contudo, à medida que Vox leva a magia de Lirien ao limite, ela começa a questionar se desafiar o crepúsculo é, de fato, o verdadeiro caminho para a salvação. Envolvida tanto por Vox quanto por sua guerra contra a noite, Lirien precisa decidir onde reside sua verdadeira lealdade — e até onde ela está disposta a ir em busca de redenção.
Essa resenha foi feita pela parceria com a Penguin Random House International, que gentilmente nos cedeu esse eARC (Advance reading copy: algo como “uma cópia de leitura avançada”, ou seja, o livro ainda pode sofrer alterações antes de ser publicado) de “Defy the Dusk”. Também lembrando que essa resenha terá um formato diferente: por ser um eARC, não haverão quotes, já como os livros podem sofrer mudanças em seu texto antes de serem comercializados. Gostaríamos de agradecer profundamente a Editora pela oportunidade da leitura.
Primeiro livro da chamada “The Sundering Duet” (“A Duologia da Fratura”, em tradução livre), “Defy the Dusk” é o novo livro de Danielle L. Jensen. E, se você não a reconhece pelo nome, me permita lembrar que ela é autora de uma série pela qual sou simplesmente apaixonada: “A Ponte entre os Reinos” é uma série que se passa em uma era medieval, com reis, herdeiras e herdeiros brigando pelo controle de uma ponte que liga reinos, como o nome da série sugere, e que apresenta três casais de protagonistas ao longo de seis livros — ou seja, a cada dois livros, a história muda de protagonistas, que são parentes entre si. Isso completa a história de uma forma bastante interessante, já que as tramas se completam e se entrelaçam, sem contar a quantidade de traições e tramas incríveis que a narrativa apresenta. Dos seis livros já publicados, quatro já saíram pela Editora Seguinte, e vocês podem ler nossas resenhas sem spoilers clicando AQUI, capa dura.
Apresentada a autora, foi natural eu querer o eARC do novo lançamento dela. Peguei “Defy the Dusk” (algo como “Desafie o anoitecer”, em tradução livre) sem muita ideia do que se tratava. Só sabia que era uma distopia e, hey, se você está me lendo, sabe que eu ADORO distopias. Tudo o que eu sabia era o que a sinopse entregava: que Lirien tinha muito poder, que criaturas estranhas saíram dessa “fratura” do mundo e que havia uma espécie de trem (desculpa, ficou trem na minha imaginação) que corria do pôr do sol para que os humanos sobrevivessem. Lirien moraria lá e, claro, haveria resistência, porque é o natural de livros assim. A premissa do livro me ganhou pelo tom meio “Mad Max” da história (e a própria Danielle menciona, nos agradecimentos, que o filme realmente teve influência). Fui ler. E não me apaixonei.
Sei que parece decepcionante, mas fica comigo, que tudo vai mudar, porque, apesar de o Dawnrider ficar ali rodando o continente do mundo partido, a nossa Terra não gira, ela capota — desculpa, eu ainda estou lidando com o final deste livro, que me acertou como JAMAIS esperei. Continuando, eu não me apaixonei porque a trama parece ser demais — e demais no quesito quantidade de tramas. Durante grande parte da leitura, pensei que, se Danielle queria tanto escrever uma distopia em seu formato clássico, não deveria ter colocado o casal como um dos pilares da história, porque eles não funcionaram para mim. Pelo menos não como casal, mas, como personagens principais, são tão nota 10, os dois separados.
Deixando os preâmbulos de lado, Lirien tem 29 anos quando a trama começa, ou seja, fazem 20 anos que o mundo sofreu essa ruptura. É tudo bastante intenso de entender, porque muitos termos não têm uma tradução exata, como o próprio Dawnrider, que é o veículo no qual ela mora com outras pessoas que têm poderes e que estão fugindo dos Strax, criaturas noturnas que emergiram da terra após o Sundering, que causou a fratura do mundo — acho que vocês entenderam o drama. Também assinalo que Vox tem 38 anos e termos dois protagonistas adultos e agindo como tal foi algo bom de ler e acompanhar, então não espere grandes arroubos de personalidades.
Lirien se sente profundamente culpada pelo Sundering, o tal evento que ela causou e ao qual milagrosamente sobreviveu. Por isso, vive se culpando e acreditando que chegará o momento de enfrentar o comandante do Dawnrider, porque entende que ele está oprimindo a população que vive lá — distopia, lembram? Mas ela é logo sequestrada, e aí a trama realmente começa, porque quem a sequestra é Kyran Vox. E adivinha quem ele é?
Sim, o líder da rebelião e dos excluídos do Dawnrider. Eles se intitulam feralists porque decidiram lutar contra os Strax. Vivendo em algo que parece inspirado no Dawnrider, mas com muito menos, bem, tudo, Vox odeia Lirien Flintspire com tudo o que é. E o ponto é que dá para entender por que ele a odeia, já que perdeu tudo no dia em que a ruptura aconteceu, depois do Sundering, que foi causado por ela. É compreensível a vontade dele de se vingar, mas também é irracional. E eu sei, você sabe, o mundo sabe o que acontece nesses casos: o protagonista masculino durão, com um passado triste, se apaixona pela mocinha delicada e fofa, que o cura de todas as dores, saindo do enemies to lovers depois de algumas brigas e discussões.
Mas não é o que acontece aqui, e calma, que isso não é nem mesmo um spoiler, porque Lirien não é uma mocinha doce e fofa. Nem de longe. Ela é falha, até mesmo um pouco dramática, porque leva nas costas o peso da culpa pela ruptura do mundo, mas qualquer um de nós se sentiria assim se estivesse no lugar dela. Decidida a não ser uma donzela em perigo e disposta a se salvar sozinha, Lirien começa a mostrar que não vai aceitar desaforos de Vox, e talvez seja aí que o casal realmente funcione para mim — no único momento em que isso acontece. Lirien é teimosa e inteligente ao extremo, enquanto Vox tem uma sede de vingança que não vai deixar nada ficar no meio dele, nem mesmo novos sentimentos.
No meio de tudo isso, com o trem que roda sem parar, pessoas querendo matar umas às outras e os Strax, que são como aranhas gigantescas que não param de crescer e se alimentam de carne humana, ainda somos apresentados aos poderes das personagens. E, para ser sincera, não vou falar sobre isso, porque a intenção é falar da trama, e não entregar spoilers. E aqui está o grande problema da trama, acredito. Em diversos momentos, enquanto lia o livro, que já não é pequeno, me peguei pensando por quais motivos esses poderes estavam ali. Era só dizer que um dia surgiu um buraco na terra e pronto, porque assim haveria um enredo a menos no livro, e não teríamos tantas (são muitas, repito) informações sobre um novo mundo jogadas na nossa cara.
E continuei acreditando nisso até chegar aos 95% da leitura, quando o livro terminou e o Kindle bateu na minha cara até que eu desmaiei, porque — bum, não posso explicar por quê, só digo que C******, EU NÃO ESPERAVA ESSE FINAL!!! E NEM VOCÊ VAI PREVER TAMBÉM. Não, não posso explicar, e NINGUÉM (tô falando sério) que está lendo esse livro em ARC está comentando sobre isso, porque é BOM DEMAIS.
E, confesso, se não tivesse esse final, este livro estaria recebendo três estrelas, mas não posso dar essa nota depois do que aconteceu ali. Não posso nem pensar em esperar o segundo volume, que ainda não tem título de publicação, data ou qualquer outra informação, justamente porque tudo seria spoiler. Não posso sequer pensar que a Seguinte pode não publicar este livro no Brasil, porque quero ele PRA ONTEM. E acreditem: não foi algo jogado, não é algo simplesmente colocado ali para afetar o leitor. É algo construído e planejado pela autora. Argh, não posso falar muito, só preciso dizer que, às vezes, você precisa se jogar sem saber se quer salvar o mundo ou as pessoas, ou sequer se o mundo e as pessoas merecem ser salvos, mas talvez você tenha um legado a construir. Talvez algo seja construído no final. Mas qual final?
Até agora, não temos informações sobre a publicação do livro no Brasil, mas sigam nossas redes sociais, porque, assim que tivermos qualquer informação, iremos postar sobre.
Thanks for the free book, PRH International.
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