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Mais perguntas e respostas do Tumblr: Will, Kit e o fim das Crônicas dos Caçadores de Sombras!

Cassie tem respondido bastante perguntas em seu tumblr, em antecipação a publicação de “O Último Rei das Fadas”, o 1º livro da última trilogia do mundo das sombras, “Os Poderes Perversos”, que acontecerá em menos de 2 semanas. Confiram tudo já traduzido por nossa equipe onde Cassie fala sobre Kit, Ty, Will e sobre como se sente escrevendo o fim de “As Crônicas dos Caçadores de Sombras”!

“O Último Rei das Fadas” já está em pré-venda em sua versão em português com publicação mundial para 03/11. A pré-venda com brindes já esgotou, mas você pode garantir seu exemplar sem brindes clicando AQUI.

As perguntas e respostas foram divididas entre sem e com spoilers para quem não quiser nenhum spoiler de “O Último Rei das Fadas” possa evitar qualquer informação.

SEM SPOILERS

drarryruinedme7: Oi, Cassie! Antes de tudo, eu preciso agradecer por ter criado o MARAVILHOSO universo dos Caçadores de Sombras. Ele mudou a minha vida 🌟 Eu tenho uma pergunta meio estranha para você, mas não consigo parar de pensar nisso… Meus personagens favoritos de tudo o que você escreveu são Will, Tessa e Jem como um trio, e acho que você fez algo incrível com eles. Mas, às vezes, sinto tanta inveja por vermos tanto de Jem e Tessa em comparação com o pouco que vimos de Will e Tessa. Isso já aconteceu com você? Em relação aos seus personagens e, em particular, aos três? É que sinto que eles precisam se reunir novamente, porque merecem ficar juntos — os três, não apenas formando casais, e só espero que isso aconteça um dia ❤️ Eu espero que você tenha um ótimo dia!

Eu não diria que sinto que Jem e Tessa receberam mais destaque, porque, por qualquer critério relevante que se use para avaliar as histórias que escrevi, isso não aconteceu. Eu recebo muitas perguntas sobre por que Jem e Tessa não têm tanto tempo de cena quanto Will e Tessa. No fim das contas, isso geralmente depende de qual casal é o favorito de cada pessoa. Mas percebo que você gosta dos três, então vou sugerir uma possível explicação para essa sensação de sentir falta de Will e Tessa e, talvez, dos três juntos.

Jem e Tessa estão vivos na linha do tempo atual. O relacionamento deles continua, e sempre existe a possibilidade de os ver novamente em um novo livro. Já a história de Will e Tessa tem um fim. Sabemos que Will morre e que Tessa precisa continuar vivendo sem ele.

E me pergunto se o que você está sentindo não é, na verdade, a falta de momentos de Will e Tessa nas páginas, mas o luto pelo próprio Will. Porque essa é a tragédia no cerne da história desses três personagens: eles se amam imensamente, mas nem todos podem compartilhar a mesma vida. Will tem uma vida maravilhosa ao lado de Tessa, mas é uma vida mortal, e ela chega ao fim. A história de Jem e Tessa continua (embora Jem também seja mortal), enquanto a de Will não pode continuar ao mesmo tempo que a deles.

Eu acho que isso pode criar uma sensação de desequilíbrio que, na verdade, não tem tanto a ver com a quantidade de cenas que cada casal recebe. Tem a ver com saber que uma das pessoas que você ama se foi, enquanto as outras continuam aqui.

Eu acho muito natural desejar que os 3 possam se reunir novamente. Mas não acho que isso aconteça porque Will e Tessa receberam uma história de amor menor. Eles tiveram uma história de amor grande, que inclui relatos sobre a noite de núpcias, a lua de mel, livros que retratam seu casamento longo e feliz, e assim por diante. A tristeza está na mortalidade — no fato de que nem mesmo uma vida longa e feliz, repleta de amor, dura para sempre. Por isso, acho que a sensação é muito mais a de que Will morreu, enquanto Jem continua aqui. E, é claro, isso pode parecer injusto! Dá vontade de consertar as coisas! Como acho que Kit diz em The Last Prince of Hell”, nós não podemos ter todas as pessoas que amamos ao nosso lado para sempre. E isso é uma porcaria.

Existem livros em que os personagens se tornam importais e nunca precisam se despedir das pessoas que amam. E eu entendo isso. É a realização de um desejo que todos nós temos. Só que esta trilogia em particular não é assim. “As Peças Infernais” pede que você encare o fato de que a morte e as despedidas podem ser uma droga, mas que a mortalidade não diminui o valor nem a durabilidade do amor. Eu acho que essa é uma história diferente e valiosa justamente porque é a que todos nós vamos vivenciar de verdade. E, às vezes, esse tipo de luto pode ser amenizado por histórias que nos dão as palavras para expressar tanto a nossa dor quanto a nossa felicidade e que nos lembram de que perder alguém não significa perder tudo o que essa pessoa representou para você, nem que o tempo que passaram juntos valeu menos só porque chegou ao fim.

daydreamxr17: Olá, Cassie! Você disse uma vez que Kit ama com uma intensidade avassaladora… Você poderia descrever como Ty ama?

Intensamente. Mas prefiro que você descubra os detalhes no livro. 🙂

dhampiravidi: O que você diria às pessoas que preferem ver a Izzy com o Jace ou até mesmo com o Bat, em vez do Simon? Eu sempre me perguntei como ela conseguiu superar o fato de Simon ter traído, considerando como a traição do pai afetou sua infância e a maneira como ela enxergou os homens durante muito tempo. Sem ódio, aliás! Seus livros são minha série favorita e um dos meus universos favoritos para imaginar as histórias. Eu espero que esteja tudo bem com você!

Eu nunca ouvi falar nem me deparei com nenhuma dessas pessoas, embora não tenha nada contra um crackship. Fiquem à vontade! 😂

Isabelle nunca precisou superar a traição de Simon, porque ele não a traiu. Eu sempre me perguntei de onde surgiu essa história de que “Simon está traindo”, já que os livros deixam explicitamente claro que ele não está. Então, aqui vai uma explicação com números de página de “Cidade dos Anjos Caídos” (mais uma vez, meus PDFs são meio esquisitos).

Página 34: Simon descobre que o fato de Maia ir à casa dele para jogar Xbox significa que os dois estão namorando. Ele não sabia disso, porque é um adolescente. Imediatamente, liga para Clary em busca de conselhos. Conta a ela que nunca conversou sobre exclusividade nem com Maia nem com Isabelle. Clary não contesta isso em momento algum. Ela diz que ele deveria entender qual é a situação dele com Isabelle e, depois, contar a ela que está saindo com alguém que ela conhece. Não namorando. Ele tem todo o direito de fazer isso. Saindo com alguém que ela considera uma amiga.

Página 41: Isabelle conta a Clary que o relacionamento dela com Simon não é sério e que, por enquanto, é apenas algo casual. Quando Clary pergunta se ela e Simon conversaram sobre exclusividade, Isabelle responde: “É claro que não”.

Página 194: Quando confrontado, Simon diz que nenhum dos dois relacionamentos era exclusivo. Mais importante ainda, ele conta a Isabelle que sabe que ela também tem saído com outras pessoas. Isabelle concorda totalmente que é esse o caso. O que a incomoda é que ele esteja saindo com alguém que ela conhece, em vez de uma estranha.

Página 227: Isabelle conta a Clary que não levava Simon tão a sério, mas esperava que ele levasse o relacionamento mais a sério do que ela.

Página 300: Maia diz explicitamente a Simon: “Você não estava traindo. Nós não estávamos namorando exclusivamente. Traição é outra coisa”.

Então não é que Simon não tenha feito nada de errado, mas sim que o livro identifica especificamente o que ele fez de errado, e não foi traição. Ele agiu com imaturidade e escondeu algo emocionalmente significativo, mesmo que sua inexperiência com relacionamentos significasse que ele não compreendia muito bem isso. Nada naquela situação faria Isabelle se lembrar do pai, e ela nunca pensou que Simon a tivesse traído, assim como Maia também não pensou. Na verdade, a completa rejeição de Isabelle à ideia de que Simon pudesse ser um parceiro romântico sério também influencia essa situação — não que a culpa seja dela, mas Simon não acha que possa esperar que ela algum dia leve o relacionamento dos dois a sério ou queira namorar exclusivamente com ele.

Aliás, uma das razões pelas quais sempre me perguntei por que essa confusão sobre Simon ter “traído” Isabelle continua é que, mais adiante no livro, ela conta a Simon sobre o caso extraconjugal do pai. Ela não faz isso porque ele a fez se lembrar do pai (eca!). Ela faz isso porque está começando a perceber que pode confiar em Simon de uma maneira como nunca confiou em nenhum outro garoto. Ele aponta gentilmente que ela escolhe pessoas que considera emocionalmente indisponíveis (como Simon) porque não quer se comprometer com o mesmo tipo de relacionamento que machucou a mãe dela. Então, em vez de ser algo que Isabelle precisa “superar”, essa situação acaba sendo um catalisador para uma conversa sincera sobre os sentimentos dos dois.

Obrigada por essa viagem de volta a 2011, porém. Faz séculos que não penso nessas coisas! 😂

sunkissedhoshi: Oi, Cassie! Vou começar dizendo que leio “As Crônicas dos Caçadores de Sombras” desde os meus 13 anos e agora tenho 26, então quero agradecer por ter criado um mundo no qual vivo há literalmente metade da minha vida.
Como escritora, tenho certeza de que você compartilha da sensação de que os finais são provavelmente uma das partes mais complicadas de se contar uma história. Dar aos personagens, aos enredos e às histórias um desfecho satisfatório, em que tudo se encaixe de maneira coerente e permita que todos tenham algum tipo de encerramento, especialmente em um universo tão longo e vasto quanto “As Crônicas dos Caçadores de Sombras”, deve parecer algo mais do que um pouco… imenso. Já que “Os Poderes Perversos” será oficialmente a última série de livros de Caçadores de Sombras (pelo menos por enquanto), como você se sente em escrever esse final? Tem sido emocionalmente mais intenso? Você acha que existe mais pressão do que nas séries anteriores? E foi mais difícil escrever? Como você costuma lidar com esse tipo de expectativa?
Tem sido um prazer e uma honra fazer parte desse pequeno mundo por todo esse tempo. Você é incrível!

Acho que saber que algo está chegando ao fim e estar emocionalmente preparada para encerrar são duas coisas diferentes. Como escritora, consigo reconhecer quando uma história chegou à sua conclusão. Eu sei aonde os personagens precisam chegar, quais perguntas precisam ser respondidas e o que o final deve alcançar. Essa é a técnica da escrita, a parte de você que aprendeu a contar histórias ao longo dos anos.

Estar emocionalmente preparada é outra questão. Esses personagens estão comigo há anos e, em alguns casos, há décadas. Eles mudaram à medida que eu também mudei. Eu passei tanto tempo imaginando suas vidas que eles parecem pessoas que conheço, embora, é claro, eu os tenha inventado. Então, sim, de vez em quando tenho aquele momento em que penso: “Ah, meu Deus, eu realmente estou encerrando tudo isso!”

Mas eu também acho que, como desafio criativo, é algo muito interessante. Uma das coisas sobre escrever uma série longa de livros conectados é que você está sempre pensando adiante. Você resolve a história que está contando, mas também acrescenta pistas para histórias futuras, cria mistérios que só serão respondidos vários livros depois e, às vezes, guarda certas informações porque sabe que serão importantes mais adiante.

Com “Os Poderes Perversos”, não há nada que eu precise reservar para a próxima série, nenhum grande segredo que eu precise guardar na manga por mais cinco anos. Tudo pode entrar na história. Há algo de muito bom nisso.

É claro que existe a pressão de criar um final satisfatório. Mas as expectativas das outras pessoas não chegam nem perto da pressão que nós mesmas colocamos sobre nossos ombros! Embora seja um enorme desafio tentar dar desfechos satisfatórios a tantos arcos narrativos e personagens de uma só vez, procuro não encarar isso como uma obrigação de resolver absolutamente todas as pontas soltas. Nem toda pergunta (“Como os trabalhos são corrigidos na Scholomance?”, “Qual é a história de Simon de Thule?”, “Quantos anos o irmão de Jocelyn tinha quando morreu?”) precisa ser respondida. Um bom universo literário deve existir para além dos limites das páginas, com lugares que nunca visitamos e perguntas que permanecem sem resposta, assim como acontece na vida real.

E um final satisfatório não significa que nada mais acontecerá com essas pessoas ou que suas vidas terminarão junto com os livros: idealmente, sentimos que suas vidas continuam muito além do desfecho. Significa apenas as conduzir a um ponto de chegada que pareça emocionalmente verdadeiro para os personagens e para as jornadas que percorreram.

E, embora seja um pouco assustador saber que este é realmente o fim, também é bom saber que posso dar tudo de mim a essa história. Eu ão preciso guardar nada para depois. Essa é uma experiência nova.

unhingedhyperfixator: Isso não tem nada a ver com “O Último Rei das Fadas”, então desculpa se a pergunta deveria ser sobre isso, mas a Sona e/ou a Risa têm um filho favorito entre Alastair e Cordelia? Porque, na minha opinião, é bem óbvio que Cordelia é a favorita do Elias, e sempre tive curiosidade de saber se isso também acontece com os outros. Ah, e você poderia dar um abraço no meu querido Kit Shayla por mim? Eu tenho um pressentimento horrível de que ele vai ser jogado em um moedor de carne em “O Último Rei das Fadas” e eu estou morrendo de medo 😭😭😭😭😭

Vocês podem fazer perguntas que não tenham nada a ver com “Os Poderes Perversos”! Eu acabei de responder a uma pergunta gigantesca sobre Izzy e Simon!

Cordelia é a favorita de Elias por um motivo. Cordelia ama o pai e acha que ele é um ótimo pai. Alastair presenciou o alcoolismo do pai, seus fracassos, seus ataques de raiva e as consequências disso tudo para a família. Elias não consegue fingir diante dele. Cordelia permite que Elias se apresente como o pai que gostaria de ser. Mas o filho sabe exatamente quem ele é.

Em “Corrente de Ferro”, Elias chega com um presente elaborado para Cordelia e é recebido no casamento. Alastair se retira discretamente do salão. Cordelia ainda pode ter esperança de reencontrar o pai de quem se lembra; Alastair passou tempo demais sabendo que aquele homem não existe. Na prática, Alastair acaba sendo punido por conhecer a verdade, o que é injusto, mas realista.

Quanto a Sona e Risa, eu não diria necessariamente que qualquer uma delas tem um filho favorito. É só que os relacionamentos delas com os filhos são moldados por diferentes tipos de proximidade e responsabilidade.

zanazorilor: Oi, Cassie!! Quem é o ícone da moda entre Kit e Ty?

AHAHAHAHA. Nenhum dos dois. Ash é o ícone da moda. Em determinado momento, ele exige um terno da Alexander McQueen, e eu nem me lembro mais por quê. Kit e Ty só querem não ficar pelados em público 😂. Kit adora sua jaqueta, e Ty tem um suéter preto de que gosta! E eles têm roupas de que gostam no outro, mas isso não é a mesma coisa.

runninger: Uma pergunta e um comentário, se não tiver problema! Você disse há alguns dias que nunca tinha visto ninguém acertar em cheio o motivo pelo qual Kit foi embora. Eu achei que já tínhamos essa resposta em “Rainha do Ar e da Escuridão”, quando ele está decidindo se vai com Tessa. O amor dele não foi suficiente para Ty e, para alguém que já se sentia deslocado por causa das pessoas com quem convivia (Caçadores de Sombras, Fadas, habitantes do Mercado das Sombras, etc.), isso foi demais para ele suportar. Afinal, ele mesmo admitiu que o pai nunca o amou da mesma forma que Julian ama Ty (quando desvia o olhar ao ver os dois se abraçando). Já ficou estabelecido que os Herondale amam profundamente, e Ty escolher a necromancia em vez do amor e do apoio de Kit durante o luto simplesmente partiu o coração dele.
Minha pergunta é sobre os trechos que você publica. Há um que sempre amei, sobre James Herondale: “Eu suportei cada espinho por você, e suportaria novamente”.
Eu sei que você nem sempre dá contexto para esses trechos porque os planos mudam, mas, depois que o universo dos Caçadores de Sombras finalmente chegar ao fim, você consideraria acrescentar contexto aos trechos que ainda existem? Especialmente aos mais épicos como esse.

Olá!

Eu acho que a questão é que Kit foi embora por mais de um motivo. Assim como Ty está com raiva dele por mais de um motivo. Sua interpretação dos sentimentos de Kit é muito válida e faz bastante sentido considerando o que sabemos sobre o passado dele. E realmente acho que ela não está errada. Só não é exatamente o motivo específico a que eu estava me referindo quando disse que ninguém havia adivinhado uma das grandes razões pelas quais Kit estava tão magoado. Nós não descobrimos isso nos livros até Kit dizer em “O Último Principe do Inferno”, e ele diz porque está chateado. Nem tenho certeza absoluta de quanto disso ele próprio compreendia. Mas, embora seja um dos motivos, não é o único, então eu não concluiria que sua interpretação está errada.

Quanto aos trechos, eu gostaria de poder prometer isso, mas a verdade é que coisas são cortadas por todos os tipos de motivos. Me reservo o direito de reutilizar essas frases em outro contexto ;). Eu com certeza consideraria acrescentar contexto aos trechos que nunca vou usar em nada, mas teria que fazer uma lista!

COM SPOILERS

glitterysharkcomputer: O Ash vai ser um personagem moralmente ambíguo? Ouvi dizer que Dru e Ash vão ser enemies to lovers, mas, por enquanto, não vejo motivo para eles se odiarem?

Eu não acho que isso seja um spoiler, já que está nos materiais de divulgação de “O Último Rei das Fadas”, mas [SPOILERS] caso você não queira saber absolutamente nada.

Dru não vai para a Terra das Fadas porque quer. Além disso, Ash foi criado pela Rainha Seelie e por Janus, e parece ter uma forte lealdade a Janus. É improvável que qualquer uma dessas ligações inspire muita confiança em Dru. Quanto ao que ele sente por ela, não sabemos no início do livro, mas Dru faz muitas coisas com a intenção de o incomodar e o irritar de verdade e, em determinado momento, faz algo bastante brutal. É mais ou menos tudo o que posso dizer, já que a posição moral de Ash é basicamente o cerne de todo o arco dele. De modo geral, ele realmente precisa fazer algumas coisas bastante implacáveis no geral.

Eu também acho que “enemies to lovers” se tornou um recurso de marketing meio estranho hoje em dia. Às vezes, os interesses amorosos precisam matar um ao outro, mas nem sequer se conhecem. Às vezes, eles se conhecem e se odeiam. Às vezes, odeiam aquilo que a outra pessoa representa. Às vezes, são rivais que disputam a mesma coisa. Parece que esse termo é aplicado a situações bem variadas!

pinkdragonpeanutcowboy: Será que Janus realmente não tem mais salvação a ponto de não conseguir perceber como Sebastian de Thule o manipulou e o quanto ele se afastou da pessoa que costumava ser, ou será que está simplesmente tão consumido pelo luto da morte da Clary que já não se importa mais? Ainda resta algum vestígio da bondade de Jace dentro dele?

Bem, uma das coisas estranhas (e angustiantes) sobre o Jace de “Os Poderes Perversos” é que ele acredita que tem Clary de volta. Ele está substituindo mentalmente a Clary dele pela nossa.

E Sebastian de Thule não apenas o manipulou, mas também o controlou mentalmente. Nós não podemos afirmar o quanto isso ainda o afeta, nem se a morte de Sebastian poderia fazer com que ele percebesse o quanto se afastou da pessoa que costumava ser. Nós também não sabemos se ainda resta algum vestígio do Jace dentro dele. Essa é, definitivamente, uma questão a ser explorada.

Eu acho que há um detalhe importante a lembrar: em “Rainha do Ar e da Escuridão”, Emma conta a Clary que, em Thule, Sebastian precisou mentir para Janus sobre seu envolvimento na morte de Clary, porque temia que, mesmo sob o feitiço que o controlava, Janus jamais o perdoasse.

Como tenho certeza de que já disse isso tantas vezes antes que se tornou irritante, uma das coisas que me interessavam em Thule, e um dos papéis que esse lugar desempenha na narrativa, é nos mostrar não apenas um reflexo sombrio dos nossos personagens, mas também aquilo que há de mais essencial neles: as partes de si mesmos que nem mesmo as piores circunstâncias conseguem destruir por completo. No caso de Jace, o amor que sente por Clary era uma dessas coisas, assim como acontecia com Emma e Julian. Será que isso continua sendo verdade? E será que esse amor pode o ajudar? Desde que deixou Thule, ele passou por experiências e tomou decisões que os leitores ainda não conhecem, então teremos que esperar para descobrir!

Os 3 livros de “The Wicked Powers” se chamam: “The Last King of Faerie” (“O Último Rei das Fadas“, em tradução livre), “The Last Prince of Hell” (“O Ultimo Príncipe do Inferno“, em tradução livre) e “The Last Shadowhunter” (“O(A) Último(a) Caçador(a) de Sombras“, em tradução livre).

O terceiro é último volume da trilogia “As Maldições Ancestrais“, também conhecia como trilogia Malec, se chamará “O Volume preto dos Mortos” e será publicado entre os livros de “The Wicked Powers“, conforme já falado por Cassie.

Aqui no Brasil, os livros dos Caçadores de Sombras são publicados pela Editora Galera Record. A Editora Galera Record está vendendo o ultimo livro de Cassie publicado até aqui: “Melhores de Preto” (garanta o seu clicando AQUI) – e em um comentário falou que trará os outros 2 livros do kickstarter também (“Os Segredos da Mansão Blackthorn“, a nova versão do livro das cartas das flores e “Careful of Books“). Não temos informações sobre a recém-divulgada duologia “In Fire Forefold” (“No Fogo Anunciado“, em tradução livre).

Fonte: [01]; [02]; [03]; [04]; [05];[06]; [07]; [08]; [09].

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