Emma e Julian (Cena excluída)

Então! Eu postei mais cedo sobre isso no twitter — eu não tive o tempo ou a cabeça (eu estou completamente presa no mundo de “The Last Hours”) para fazer o que eu quero fazer, que é expandir e melhorar uma cena existente de Julian e Emma em “Rainha do Ar e da Escuridão”. Então eu vou postar uma cena que foi cortada: na versão original de Rainha, Emma e Julian dormiram juntos antes no livro, quando eles dois estavam emocionalmente machucados. Eu acabei deletando essa cena e mudando — eles se beijam, mas são interrompidos. Para mim, cenas de sexo/intimas são sobre mudar as dinâmicas entre os personagens e avançar no plot e na caracterização. Essa cena era uma expressão do luto que eles dividiam sobre Livvy, e as formas diferentes de lidarem com isso: Emma tentando se prender emocionalmente, Julian procurando a anulação dele mesmo.

Eu cortei ela por inúmeras razões — cenas de sexo aumentam a intimidade e implicam confiança entre os personagens, e eu fiquei preocupada que as ações de Julian em cortar fora suas emoções depois disso passaria ser insensível/doloroso demais para Emma. Então considere isso um AU. Quando autores cortam cenas, nós geralmente dividimos elas para outros propósitos, então você pode reconhecer algumas frases de outras partes de Rainha, mas tem muitas que vocês não vão. 😉 Minhas cenas de sexo, mesmo sem edição, não são tão explicitas, mas eu definitivamente consideraria essa uma cena para maiores.

Começa na página 33 de “Rainha do Ar e da Escuridão”, no capitulo 2: Águas Quedas

… Julian tinha deixado o resto de suas roupas em uma pilha no chão. Ele estava parado no chuveiro usando apenas suas roupas intimas, deixando a água cair em seu rosto, seu cabelo.

Engolindo em seco, Emma ficou de calcinha e camisola e entrou logo atrás dele. A água estava escaldante, enchendo o lugar pequeno de vapor. Ele continuou parado embaixo da água, deixando ela marcar a pele pálida dele com o vermelho de leves queimaduras.

Emma alcançou a torneira com os braços em torno dele e diminuiu a temperatura. Ele a observou, sem falar nada, enquanto ela pegava a barra de sabonete entre as mãos dela. Quando ela colocou as mãos com espuma no corpo dele, ele respirou fundo como se estivesse doendo, mas não se moveu nenhum centímetro.

Ela esfregou a pele dele, quase passando as unhas na pele enquanto ela limpava o sangue. A água começou a cair rosada no ralo. O sabonete tinha um cheiro forte de limão. O corpo dele estava duro no toque dela, marcado e musculoso, não era o corpo de um garotinho. Não mais. Quando ele mudou? Ela não conseguia lembrar o dia, a hora, o momento.

Ele inclinou a cabeça enquanto ela espalhou espuma no cabelo dele, enfiando os dedos entre os cachos. Quando ela terminou, ela inclinou a cabeça dele, deixando a água cair por ali até ficar completamente limpo. Ela estava completamente molhada, as roupas grudando em sua pele. Ela alcançou em torno de Julian para desligar a água e sentiu ele virando a cabeça na direção do pescoço dela, os lábios dele tocando na bochecha dela.

Ela congelou. A fumaça ainda estava em torno deles. O peito de Julian estava subindo e descendo rápido, como se ele estivesse próximo de desabar depois de uma corrida. Soluços secos, ela notou. Ele não chorava — ela não conseguia lembrar da ultima vez que o viu chorar. Ele precisava derramar algumas lágrimas, ela pensou, mas ele tinha esquecido o mecanismo de chorar depois de tanto tempo se controlando.

Ela o abraçou. “Está tudo bem“, ela disse. A água caiu sobre eles e sua pele estava quente contra a dela. Ela engoliu o sal de suas próprias lágrimas. “Julian –

Ele recuou quando ela levantou a cabeça e seus lábios roçaram – e foi instantâneo, desesperado, mais como uma queda na beira de um penhasco do que qualquer outra coisa. A boca de Julian estava quente acima da dela, seus lábios se inclinando contra os de Emma, com ela estremecendo através do contato. “Emma, meu Deus, Emma“, ele gemeu contra sua boca, parecendo quase atordoado. As mãos dele agarrando o material encharcado da camisola dela. “Eu posso –?

Ela consentiu, sentindo os músculos dos braços dele se contraírem. Ele a abraçou entre seus braços. Ela fechou os olhos, o agarrando, os ombros, os cabelos, as mãos escorregadias de sabão enquanto ele a carregava para o quarto, tombando em cima dela na cama. Um segundo depois, ele estava acima dela, apoiado nos cotovelos, a boca devorando a dela febrilmente.

Gestos frenéticos os livram de suas roupas. Ela e Julian estavam pele a pele agora: ela o estava segurando contra seu corpo, seu coração. Ele estava quente e duro, pressionado contra a coxa dela. A mão dele deslizou para baixo, dedos trêmulos dançando em seus seios, acariciando sua pele, se movendo para o osso do quadril. “Deixe-me –

Ela sabia o que ele queria dizer: me deixe te agradar, me deixe fazer você se sentir bem primeiro. Mas não era isso que ela queria, agora não. Ela inclinou os quadris para cima. “Chegue mais perto“, ela sussurrou. “Mais próximo –

Ele deu um gemido sem esperança, incapaz de esperar mais do que ela. Ele deslizou dentro dela, incendiando todos os nervos do corpo dela. Ambos ofegaram. Ele se afastou e empurrou para dentro dela novamente, engolindo os gemidos dela com seus beijos. As mãos dele agarraram seus quadris; todo movimento era feroz, frenético e Emma sabia: essas eram as lágrimas que ele não podia chorar, as palavras de pesar que ele não conseguia falar. Esse era o alívio que ele só podia se permitir assim, na aniquilação do desejo compartilhado.

O prazer crescia dentro dela, afiado como dor, fora de controle. Cada movimento a levava cada vez mais perto do ápice; as mãos dela deslizaram pelas costas de Julian, a pele escorregadia de suor. Ele também estava se aproximando do ápice, ela sabia, mas se recusava a chegar; seus dedos cravaram nos lençóis de cada lado dela, os nós dos dedos brancos com esforço: ele estava se segurando com força, determinado a levá-los mais e mais fundo no esquecimento.

As pernas dela se enrolaram na cintura dele; ela viu os cílios dele tremerem de prazer, o olhar profundo do arrebatamento doloroso em seu rosto. Ele jogou a cabeça para trás quando ela arqueou o corpo contra ele, sua respiração ofegante, e Emma sabia que sua própria perda de controle estava alimentando a dele. Fique comigo, Jules, ela sussurrou, e se deixou ir.

Ela sentiu sua runa parabatai brilhar contra a pele como uma marca, e enfiou a mão na boca bem a tempo de reprimir o grito enquanto tudo implodia, o prazer queimando através dela como uma luz branca ofuscante.

Os olhos dele se arregalaram. Seu corpo se moveu contra o dela, seu controle se despedaçando em um milhão de pedaços. Ele ofegou o nome dela quando se desfez, estremecendo contra ela. Emma pensou que poderia desmaiar: ela segurou Julian como se fosse se afogar; ela não conseguia mais pensar, apenas sentir.

Ela ficou naquele espaço suspenso pelo que pareceu mil anos e uma fração de segundo, tudo ao mesmo tempo. Quando o mundo voltou a ter sentido, Julian rolou os dois de lado, tirando o peso do corpo dela. Na escuridão, seus olhos brilhavam como vidro. “Eu não posso te perder“, ele disse. Pela primeira vez desde a reunião do Conselho, a terrível tensão desapareceu de sua voz: ele parecia novamente com Julian. “Eu não posso te perder, Emma. Eu não posso. Eu não vou.

Ela não conseguiu encontrar palavras. Ela o puxou para perto, beijou sua testa e murmurou sons sem sentido de conforto contra sua pele no escuro.

[Traduzido e adaptado por Equipe IdrisBR. Dê os créditos. Não reproduza sem autorização.]

FONTE

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