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Q&A: Kit, Dru, Ty, personagens secundários e mais!

Cassie respondeu mais perguntas em seu tumblr e nós trouxemos a tradução aqui pra vocês. Como sempre, as perguntas estão separadas entre com e sem spoiler. Vem ver tudinho:

[SEM SPOILER]

halliedreaming: Oi, Cassie! Fiquei curiosa para saber como é a sua relação com os seus personagens. Você os vê como amigos, filhos, criações ou algo diferente? Sinto uma conexão tão profunda como leitora que nem consigo imaginar o quão mais profunda ela deve ser para você, como autora! 🩷

Essa é uma pergunta tão adorável.

Não acho que minha relação com os personagens seja exatamente como ter filhos ou amigos, pois essas são relações com pessoas reais. Os personagens são algo mais peculiar do que isso. Eles fazem parte do arsenal para contar uma história, mas são também repositórios de coisas que observei, vivenciei, sobre as quais refleti ou que imaginei. Muitas vezes, eles contêm fragmentos de pessoas que conheci, fragmentos de mim mesma e fragmentos inteiramente inventados.

Às vezes, penso que são um pouco como anotações de diário: registros instantâneos de pensamentos e sentimentos que tive em um determinado momento. Outras vezes, lembram mais os amigos imaginários que eu tinha quando criança. Eu viajava constantemente na juventude e passava muito tempo inventando companheiros. Eu sabia que eles não eram reais, mas dedicava tanta imaginação a eles que se tornavam profundamente significativos para mim. Os personagens passam uma sensação parecida. Sei que não são reais, mas o trabalho dedicado a eles os torna importantes.

Minha relação com eles também é muito diferente da relação de um leitor. Os leitores têm a capacidade maravilhosa de vivenciar um personagem quase como se estivessem conhecendo outra pessoa. Eu não tenho isso, porque sei como eles são construídos. As pessoas frequentemente me perguntam: “Como o Ty está agora?”, e minha resposta sincera é que ele não está fazendo nada, a menos que eu esteja escrevendo sobre ele fazendo algo. Ele não está se sentindo sozinho nem à minha espera; ele simplesmente não está em movimento até que a história recomece.

Acho que essa é, provavelmente, a maior diferença entre ser o autor e ser o leitor. Os leitores podem acreditar na realidade dos personagens. Os autores sempre podem mudar esses personagens de uma maneira que pessoas reais não podem ser mudadas ou alteradas; e esse poder sobre eles é um lembrete constante de que, na verdade, eles não são reais, mas servem ao mesmo propósito que você, o escritor: a história como um todo. De certa forma, é um pouco triste que nós nunca possamos vivenciá-los da maneira que você vivencia!

darliingphantom: Oi, Cassie! Você já tem algo pronto para o próximo livro de “As Crônicas de Castellane” ou ainda está pensando em como destruir nossos corações?

Também estou superanimada com “O Último Rei das Fadas”; mal posso esperar para ler mais sobre os meus amores de “Os Instrumentos Mortais” 🤍

Tenho um esboço para o terceiro livro, “The Bone Conjurors”. A série, a princípio, consistia em apenas dois livros; por isso, o esboço não sofreu alterações drásticas, mas foi expandido para acomodar mais história do que eu havia planejado inicialmente, mantendo os elementos básicos, o desfecho, etc. Mas, de fato, ainda não comecei a escrevê-lo, pois geralmente acho muito difícil trabalhar em dois projetos simultaneamente — já fiz isso antes ao conciliar projetos de Os Instrumentos Mortais, mas algo tão diferente quanto os Caçadores de Sombras e Castellane não seria benéfico para nenhum dos dois projetos!

ashalightwood: Ei, Cassie! O que você acha de Sylvain e James serem motivo de piada? Eles realmente se parecem tanto assim? E qual é a reação de James e dos outros a isso?

A menos que eu tenha perdido completamente o juízo e esteja esquecendo de algo, Sylvain não se parece muito com James, exceto pelo fato de ter cabelo escuro — que é a cor de cabelo de 90% da população mundial, segundo o Google. Já comentei aqui um pouco sobre como os amigos e a família de Matthew reagem a ele, mas essa reação não se deve a qualquer semelhança física com James, pois ela simplesmente não existe. Acho que há um momento em que a gentileza de Sylvain lembra a gentileza de James, mas não há nada de estranho em valorizar as mesmas boas qualidades (como gentileza e generosidade) tanto em um amigo quanto em um parceiro romântico.

Quer dizer, se você quiser pensar que Sylvain lembra Matthew de James e que isso é significativo, vá em frente! A interpretação é sua!

zanazorilor: Oi, Cassie!! Eu queria saber como foi conciliar quatro personagens principais. Afinal, no passado, você já escreveu histórias com apenas três protagonistas (como em “As Peças Infernais”) e outras com tantos quanto em “As Últimas Horas” e “Os Artifícios das Trevas” 😵‍💫😅. Foi algo que fez sentido para a trama, uma escolha baseada nas suas experiências anteriores com diferentes números de protagonistas, ou uma mistura das duas coisas? 🧐

“O Ultimo Rei das Fadas” apresenta uma situação interessante porque, no que diz respeito aos personagens principais, os dados já estavam lançados há dez anos. O livro não está introduzindo quatro protagonistas; ele dá continuidade às histórias de quatro protagonistas que começaram em “Os Artifícios das Trevas”. Dru, Ty, Kit e até mesmo Ash já têm seus caminhos traçados para um papel de protagonismo no futuro. O mesmo não acontece com os outros personagens que conhecemos em TDA. Ash é filho de Sebastian, Kit é o Herdeiro, Ty fez algo que mudou o rumo do futuro de todos — mas cujas consequências ainda não se desenrolaram totalmente — e Dru… bem, quanto à Dru, vamos ver o que acontece. 🙂

Sem dúvida, já escrevi livros com mais protagonistas — embora ter um ponto de vista não seja o mesmo que ser protagonista. Eu ainda consideraria Emma e Julian os protagonistas de “Os Artifícios das Trevas”, mas não Diego, mesmo que tenhamos a perspectiva dele. A história deles é o que impulsiona o enredo. O mesmo vale, provavelmente, para Lucie, James e Cordelia. Mas essas histórias se distribuem de forma mais difusa por um elenco de personagens secundários que, por sua vez, possuem arcos e tramas substanciais (e eu jamais diria a alguém que está errado por considerar Cristina ou Matthew protagonistas; a forma como você os enxerga não cabe a mim decidir!). No entanto, quando o conflito central é “O Fim de Todas as Coisas”, você passa de nove pessoas que precisam de uma resolução para novecentas. O que exige uma abordagem diferente.

Por isso, eu sabia que precisava ser muito disciplinada para não sobrecarregar a trama com elementos demais envolvendo outros personagens. Especialmente os novos. Todo personagem principal precisa de um arco emocional, relacionamentos a desenvolver, escolhas a fazer e uma resolução significativa. Além disso, há uma enorme quantidade de outros personagens que o público acompanha há décadas e que também precisam aparecer, ajudar, aconselhar ou simplesmente ter um momento à medida que a série chega ao fim — algo que não aconteceu em nenhuma outra série que escrevi!

Ter quatro personagens principais dá a cada um deles espaço suficiente para se desenvolver plenamente, ao mesmo tempo que permite a participação do elenco de apoio onde for necessário. Alternar entre eles é difícil — mas escrever livros é difícil, e, pelo visto, meu cérebro resiste a repetir estruturas, mesmo que isso provavelmente fosse mais fácil!

lucassak: Podemos esperar ver mais artes oficiais de Kit e Ty, bem como de Ash e Dru, para promover “O Último Rei das Fadas”? Seja juntos ou separadamente, eu adoraria ver mais ilustrações desses personagens. Além dos retratos de Ash e Dru — os únicos protagonistas principais que ainda não ganharam artes oficiais individuais —, algum personagem coadjuvante também receberá arte oficial?

Sim, há mais ilustrações; afinal, ainda não vimos Ash ou Dru da Frostbite, e existem várias edições especiais com guardas e capas que retratam cenas e personagens diferentes. (Por exemplo: esta edição mostra a Rainha Seelie e esta outra — da Target — mostra a Livvy.) Além disso, há edições de caixas de livros, entre outras.

Pelo que percebo, as pessoas ainda estão discutindo principalmente quem são os personagens coadjuvantes. Incluí-los na arte quase parece um spoiler. Thais e Clary provavelmente seriam escolhas seguras, então vamos ver!

iamnotaware: Oi, Cassie! Espero que você esteja bem. Estou num dilema: faltam menos de três meses e preciso muito reler a série anterior para me atualizar um pouco sobre o enredo. Tenho duas opções: reler toda a saga dos Caçadores de Sombras ou reler apenas “Os Instrumentos Mortais”, “As Peças Infernais”, “Segredos da Mansão Blackthorn” e “Melhores de Preto”. O que você recomenda? Ou melhor: quais livros você acha que realmente precisamos reler antes de “O Último Rei das Fadas”?

Só quero terminar dizendo o quanto amo a sua escrita e o quanto mal posso esperar por “O Último Rei das Fadas”! Obrigada ❤️

Interessante! Eu releria “Os Artifícios das Trevas”. Se você chegasse a ler “Os Instrumentos Mortais”, “Os Artifícios das Trevas”, “Segredos da Mansão Blackthorn” e “Melhores de Preto”, estaria mais do que preparada (mesmo que lesse apenas as histórias de Jace/Clary e Sebastian/Rainha Seelie em “Melhores de Preto”, já estaria mais do que pronto). Se você relesse tudo, seria sobre-humana e dotada de poderes extraordinários, mas definitivamente escrevi a obra partindo do princípio de que as pessoas teriam lido “Os Artifícios das Trevas” e, provavelmente em algum momento, “Os Instrumentos Mortais”, mas talvez nada além disso.

shadowjace23: Oi, Cassie. Eu vi que a sua editora do Reino Unido distribuiu bastante ARCs; você sabe se eles vão distribuir mais no futuro ou se a quantidade é limitada? Eu estou muito ansioso para conseguir um (esperar 90 dias é tempo demais para mim).

Eu sei que pode parecer que eles distribuíram muitos exemplares, mas, na verdade, fizeram uma tiragem muito, muito pequena de ARCs (chamados de “proofs” no Reino Unido) — talvez uns cinquenta e todos já foram enviados. O número habitual para uma tiragem de ARCs chegaria às centenas e, às vezes, aos milhares. Essa quantidade reduzida reflete a natureza especial do livro, que é, ao mesmo tempo, o 1° e o 18° volume da série; por isso, enviar para pessoas que nunca leram “As Crônicas dos Caçadores de Sombras” antes não é necessariamente útil. Resumindo: todos já foram enviados, exceto alguns exemplares reservados para o escritório. Se servir de consolo, eu também não ganhei nenhum!

smrxlmn: Ty continua tão adorável quanto era em “Os Artifícios das Trevas”?

Kit acha que sim.

[COM SPOILER]

rorochan92: Ei, Cassie! Tudo bem? Você costuma se preocupar com personagens que não aparecem tanto na história, como Anush? Às vezes, fico imaginando o que eles estão fazendo enquanto a trama acompanha os outros personagens.

Recebi um monte de perguntas sobre personagens e espaço na narrativa — todas de pessoas que não querem tirar o tempo de tela de Dru, Kit, Ash e Ty, mas que imagino que esperem ser possível dar destaque igual aos protagonistas e a outros personagens simplesmente adicionando mais páginas (então, isso meio que responde a essa questão) — mas você é a primeira pessoa a perguntar sobre Anush, então, por que não? Além disso, acho que isso se conecta às minhas respostas anteriores sobre os personagens.

Ser um personagem principal não significa que o autor goste mais de você, e não ser um personagem principal não significa que o autor goste menos — muitas vezes, não é o caso! Acho que as pessoas, inclusive os autores, frequentemente se apaixonam por personagens secundários justamente porque eles têm liberdades que os protagonistas não possuem. Um personagem coadjuvante pode surgir na história com uma personalidade marcante, tomar decisões desastrosas, dizer coisas absurdas, desaparecer por cem páginas e, ainda assim, continuar sendo cativante. (Não que Anush tenha feito exatamente isso; acho que as pessoas gostam dele porque ele protagonizou momentos divertidos em “Os Artifícios das Trevas” e é amigo de Ty, mas ele é, em grande parte, um personagem pouco conhecido.) Um personagem principal não tem esse luxo. Ele carrega o peso emocional do livro. Os leitores convivem com suas decisões, seus defeitos e seu amadurecimento ao longo de centenas de páginas; por isso, eles são escritos para sustentar essa jornada, ao contrário dos personagens secundários. Assim, de certa forma, querer ver mais de alguns personagens secundários não é um defeito, mas sim uma característica do próprio formato.

Seria possível reescrever e reformular toda a estrutura de uma série para transformar personagens secundários em protagonistas de pleno direito? Não sem que ela se tornasse uma série completamente diferente. Kit, Ty, Dru e Ash perderiam importância, e tudo o que já havia sido estabelecido para eles fazerem deixaria de ser particularmente relevante. O fato de Kit ser o Herdeiro importaria menos; a relação de Ty com Livvy importaria menos; a identidade e os poderes de Dru importariam menos; o fato de Ash ser filho de Sebastian e herdeiro da coroa Seelie importaria menos. São todos verdadeiros dilemas de escolha.

Também é verdade que personagens secundários podem sair de cena antes que as consequências de sua personalidade precisem ser exploradas ao longo de 500 páginas. Personagens que nunca foram criados para sustentar 500 páginas de desdobramentos de suas decisões não conseguem fazê-lo, e o livro desmorona se você tentar forçar isso. Para personagens secundários que você gostaria de ver mais (como Magnus e Simon), livros derivados e coletâneas de contos são ótimas opções; eles permitem que esses personagens vivam tramas de protagonismo sem resultar naquelas séries em que, no final, já não se sabe quem são os protagonistas — e o hamster do protagonista acaba tendo um desfecho que o próprio protagonista não teve. (Estou pensando em um roedor muito específico, mas jamais direi de qual série se trata; jamais.)

Acho que existe um certo receio de que, como este é o fim, a possibilidade de — digamos — alguns personagens ganharem livros derivados, coletâneas de contos ou algo do gênero tenha deixado de existir, e que tudo o que queremos saber sobre eles precise ser comprimido em “Os Poderes Perversos”. Mas isso é apenas uma receita para transformar TWP em uma série na qual nenhum personagem é desenvolvido o suficiente para que nos importemos com ele; e esse é um problema muito pior do que querer ver mais de alguns personagens secundários — algo que é muito normal e, honestamente, muito positivo. É melhor querer mais do que menos ou nada, e nunca sabemos o que o futuro nos reserva.

Vale lembrar que, a certa altura, todo personagem que não é protagonista acaba ocupando espaço que seria de outro personagem. Entre os personagens para os quais os leitores pediram mais tempo de narrativa estão: Clary, Jace, Isabelle, Simon, Alec, Magnus, Jem, Tessa, Emma, ​​Julian, Helen, Aline, Maryse, Cristina, Mark, Kieran, Anush, Lily, Maia, Thais, Diego, Jaime, Luke, Jocelyn, Ragnor, Cameron e Paige Ashdown, Zara, Manuel, Caterina, Adaeon, a Rainha Seelie, Max, o Outro Max, Rafe, Tavvy e até personagens que já morreram. Infelizmente, nem todos podem ter um espaço significativo na história; e isso não se deve apenas à limitação do número de páginas de um livro, mas sim ao fato de que a nossa capacidade de criar vínculos emocionais com os personagens é limitada. Chega um momento em que a história deixa de ser sobre várias pessoas importantes e passa a ser uma história na qual ninguém importa.

Pense desta forma: um livro não é uma cidade, é uma casa. Ele não pode se expandir para fora indefinidamente. (Um mundo ficcional pode; um romance, não.) Cada cômodo acrescentado sobrecarrega a estrutura básica da casa, até que, por fim, ela deixa de ser uma casa e desmorona, esmagando tragicamente todos os gnomos de jardim que estavam embaixo.

Quanto ao que Anush anda fazendo, ele provavelmente está aproveitando o fato de não ser um personagem principal. Coisas terríveis acontecem com protagonistas. Anush pode assistir a tudo de uma distância segura, com um coquetel na mão.

(E quando digo tempo de página significativo, quero dizer tempo de página significativo mesmo — praticamente todos os personagens que listei são mencionados pelo menos uma vez, e alguns de fato têm papéis importantes. Só que nem todos têm papéis importantes.)

shadowjace23: Oi, Cassie.

Como sabemos, Magnus, Dru e Kit estão cientes do fantasma de Livvy; será que outros personagens percebem ou sentem que eles estão escondendo esse segredo?

Isso não pode continuar sendo segredo para sempre. Ou Livvy desaparece de vez, ou outras pessoas vão descobrir; essas são realmente as nossas únicas opções!

nesssaaa00: Oi, Cassie! Estou muito curiosa sobre essa questão e espero que você veja isto e responda. Já que o fogo celestial consumiu qualquer vestígio do vínculo parabatai de Emma e Julian quando eles se transformaram em Nephilim, isso significa que eles nunca mais poderão ter um parabatai? Seria tão legal se a Emma e a Christina fizessem a cerimônia juntas!

Ou será que, mesmo não sendo mais parabatai, Emma e Julian sempre serão parceiros de batalha um do outro, justamente por terem compartilhado esse vínculo por tanto tempo? Seria desrespeitoso com Julian se Emma tivesse outro parabatai?

Infelizmente, não! A cerimônia parabatai precisa ser realizada antes de se completar dezenove anos, então ambos já passaram da idade. Por isso, não acho que seria desrespeitoso, mas também não vai acontecer.

fl0wersandpicasso: Oi, Cassie! Estou tão empolgada e grata por esse universo! Qual é uma qualidade positiva e uma negativa que Ash herdou dos pais dele? E quanto a Janus (com aquela vibe de padrasto)?

Essa é uma pergunta interessante, porque os “pais” de Ash não são exatamente pessoas que se poderia considerar exemplos a serem seguidos.

O que eu acho que Ash herda deles não são tanto traços negativos ou positivos, mas sim qualidades moralmente neutras. Essas qualidades podem se tornar virtudes ou vícios, dependendo das escolhas que ele faz e das razões por trás delas.

Sebastian, por exemplo, é/era extraordinariamente determinado. Ele alcançou alguns objetivos verdadeiramente insanos. A determinação é uma qualidade admirável em abstrato; é o que permite às pessoas perseverar em circunstâncias impossíveis. Mas a determinação sem empatia se torna ambição egoísta, e isso pode levar a coisas terríveis. Ash herdou essa determinação — mas ainda não sabemos aonde ela o levará.

A Rainha Seelie é incrivelmente inteligente e possui grande perspicácia política. Ela compreende o poder, os desejos das pessoas e a maneira de influenciá-las. Nenhuma dessas qualidades é inerentemente maligna; na verdade, elas frequentemente caracterizam um líder talentoso. No entanto, ela as utiliza principalmente para controlar e manipular os outros, sem impor limites à sua crueldade. Ash herdou seu instinto para decifrar as pessoas e seu raciocínio estratégico. A questão, para ele, é se usará essas percepções para manipular as pessoas ou para compreendê-las.

Janus provavelmente foi quem mais influenciou a pessoa que Ash se tornou. Houve um tempo em que Janus realmente se importava com ele e o protegia da maneira que sabia, mas Janus também acredita que os fins justificam quase qualquer meio. Ele quer Clary e não se importa muito se ela o quer de volta ou o que precisa fazer para tê-la. Ele também está disposto a usar Ash de qualquer forma para conseguir o que deseja. Janus pode até ter ensinado algumas coisas a Ash sobre o amor, mas todo o amor de Janus é distorcido e, no fim das contas, destrutivo. Ash precisa entender que o amor é algo valioso, mas que amar não significa desconsiderar o livre-arbítrio e a autonomia da outra pessoa.

A determinação pode se transformar em fanatismo implacável. A inteligência política pode virar manipulação. O amor pode se tornar possessividade. Um aspecto interessante de Ash é que a natureza, a criação e a magia estão todas entrelaçadas como influências sobre ele.

perpetualprocrastinationisme: Qual é a matéria favorita de Ty na Scholomance? Será que vamos vê-lo se formar ou concluir sua tese até o final de “Os Poderes Perversos”?

Não é bem que o Ty tenha “matérias” propriamente ditas, já que a Scholomance oferece um sistema de estudo autodirigido — o que é ótimo para ele. Em O Ultimo Rei das Fadas, ficamos sabendo de alguns de seus interesses acadêmicos e dos projetos em que ele tem trabalhado com Anush e outros. No entanto, tenho quase certeza de que nenhuma tese será escrita durante “Os Poderes Perversos”. E a Scholomance talvez tenha que cancelar a cerimônia de formatura. O que seria trágico se eles tivessem conseguido um palestrante convidado realmente bom. Consigo até imaginar Ragnor reclamando de ter tido que recorrer a tantos favores para conseguir Gandalf, ou algo do tipo.

Quanto a saber se o Ty algum dia se forma, não posso dizer!

lightyearstome: Olá, Cassandra! Espero que você esteja bem. Em “O Ultimo Príncipe do Inferno”, haverá flashbacks mostrando como era a vida de Dru, Ty e Kit no período entre “Rainha do Ar e da Escuridão” e “Os Poderes Perversos”? Ou talvez cenas de “Os Artifícios das Trevas” revisitadas sob uma perspectiva diferente — como eventos que vimos pelos olhos de Kit sendo agora narrados do ponto de vista de Ty, ou momentos que Dru presenciou, mas que os leitores nunca chegaram a ver?

A história de Dru inclui uma espécie de flashback, pois aconteceram coisas com ela de que ela mesma não se lembra. À medida que ela recupera essas memórias, o leitor as descobre junto com ela; portanto, essas cenas fazem parte da narrativa atual, em vez de serem apenas um olhar para o passado. Trata-se de informações cruciais que ainda desconhecemos.

Ty e Kit são um pouco diferentes. No intervalo entre “Rainha do Ar e da Escuridão” e “Os Poderes Perversos”, eles não viveram aventuras que mudassem suas vidas (as coisas mais empolgantes que provavelmente aconteceram com Kit estão em “Segredos da Mansão Blackthorn”). Eles estavam crescendo e mudando emocionalmente — mas não estavam vivendo, em segredo, histórias suficientes para preencher outra trilogia fora das páginas dos livros. Ambos viviam uma espécie de vida em suspenso entre “Os Artifícios das Trevas” e “Os Poderes Perversos”, na qual não descobriam grandes informações novas, ainda não lidavam com as consequências de suas escolhas e não passavam por grandes perdas ou ganhos que nós já não conhecêssemos. O fato de Kit ser o Herdeiro não tem muito peso durante esses anos omitidos, assim como o fato de Ty ter criado Livvy também não tem grande relevância nesse período (já que nada muda a esse respeito até TWP), embora esses sejam os pilares de suas trajetórias pessoais. E, embora tenham vivenciado um crescimento pessoal, ambos estavam, de certa forma, estagnados no tempo, sem lidar com suas questões ou sentimentos um pelo outro. Em certo sentido, isso é uma parte importante da história deles.

Isso não significa que esses anos sejam ignorados. Kit relembra o que aprendeu com Jem, Tessa e Mina. Ty reflete sobre o tempo que passou na Scholomance, sobre o que aprendeu lá e, às vezes, sobre oportunidades que sente ter perdido com a família. Essas experiências, sem dúvida, moldam quem eles são. Mas elas geralmente surgem da mesma forma que as nossas próprias memórias: porque algo que acontece no presente nos faz lembrar delas. Elas estão entrelaçadas ao presente, em vez de serem apresentadas como flashbacks.

shadowjace23: Oi, Cassie!

Os outros personagens sabem o que Kit e Ty estão fazendo em “O Ultimo Rei das Fadas”, ou isso permanece em segredo? Além disso, você poderia compartilhar um trecho com Ty?

Olha, eu realmente li aquilo como “será que outras pessoas sabem das coisas picantes que Kit e Ty estão fazendo durante “O Ultimo Rei das Fadas”?” e pensei: “vixe”. Não. Será que deveriam saber?

Percebo, no entanto, que você provavelmente quer dizer o que eles estão tramando em relação à sua Importante Missão Secreta — e sim, alguns personagens estão cientes disso.

bloodfreakpropaganda: Cassieeeee! Posso ganhar um exemplar de “O Ultimo Rei das Fadas”?! Por favorzinhooooo! Sou fã desde 2014; até fiquei de castigo na escola por desenhar runas em mim mesma durante a aula, haha. Sou fã há anos e estou ficando louca esperando por mais conteúdo sobre Kit.

Eu literalmente passei meu último encontro falando sem parar sobre Simon Lewis.

Se não der, posso pelo menos ganhar um spoiler fora de contexto? 🥹🥹🥹

Não estou enviando mais exemplares antecipados (ARCs) no momento — na verdade, não tenho mais do que um comigo agora! Ainda espero realizar um sorteio de exemplares antecipados, mas o envio deles pode ficar para outubro, quando os spoilers já não importam tanto e menos pessoas tentam vendê-los online por quantias francamente absurdas (por favor, não gastem setecentos dólares em um exemplar antecipado; estão tentando passar a perna em vocês!). Acho que nem eu nem minha editora esperávamos por isso, então estamos reajustando nossos planos.

Spoiler fora de contexto (o único tipo aceitável): “— Mas Mina é só um bebê”, disse ele.”

ozpins: Será que vamos acompanhar um pouco de Dru e de como ela lida com o luto por Livvy? Obviamente, Livvy estará mais ligada à história de Ty, mas será que teremos algum vislumbre dos sentimentos de Dru em relação a ela? Sou fã dos seus livros há muito, muito tempo! Estou superanimada para “O Ultimo Rei das Fadas” 🙂

Sim — Dru, ao contrário do restante de sua família, sabe que Livvy é um fantasma. Todos os outros seguiram em frente — não que não sintam mais pesar, mas aceitaram a situação. Ty e Dru estão presos nessa mesma condição de não terem passado por nenhuma das fases do luto como as conhecemos.

Dru ainda sente falta de Livvy e, ao vê-la como fantasma, sente-se ao mesmo tempo feliz e muito triste. Seus sentimentos não espelham os de Ty, mas os complementam: será melhor ter Livvy dessa forma do que não a ter de jeito nenhum? E se isso não for o que Livvy quer? O que fazer então? E se o que Ty e Dru querem para Livvy não for a mesma coisa?

naoseinada123: Olá, Cassandra! Como escritora, qual é o aspecto da personalidade de Kit que você mais gosta de escrever?

Gosto de escrever sobre Kit porque ele tem um monólogo interior muito engraçado. Ele costuma observar as coisas com um certo tom de ironia, inclusive o seu próprio comportamento. Mina consegue fazer com que ele faça praticamente tudo o que ela quer. Ele tem meias de dinossauro e não quer que elas sejam criticadas.

São todas coisas legais, mas evito ficar apenas listando detalhes sobre Kit, pois acho muito mais divertido descobri-los no decorrer da história. Parece um pouco um spoiler — no sentido de que simplesmente ouvir essas coisas, assim como saber de antemão o que acontece no livro, é menos divertido e, de certa forma, menos significativo do que descobri-las dentro da própria narrativa.

Wesslunardi: Oi, Cassie! Tenho uma pergunta sobre os ex-membros da Tropa, como Anush e Paige. Sabemos que Anush deixou a Tropa no final de “Os Artifícios das Trevas”. Será que veremos um arco de redenção para Paige? Adoro seus livros!

Sua pergunta é o motivo pelo qual incluí Paige na lista de “personagens sobre os quais as pessoas perguntaram”! Então…

Paige fazia parte de um grupo de ódio, e nunca a vimos realmente demonstrar o tipo de autorreflexão ou compaixão que sugerisse que ela já está a caminho de se tornar uma pessoa diferente. Ela nem sequer deixou a Tropa por motivos particularmente admiráveis ​​— foi, acima de tudo, uma questão de conveniência.

Será que ela poderia alcançar a redenção? Acredito que quase qualquer pessoa pode ser redimida, desde que esteja disposta a fazer o esforço necessário. Mas a redenção não é algo que acontece simplesmente porque o autor a declara; é algo em que o leitor precisa acreditar. No início de “O Ultimo Rei das Fadas”, Paige ainda é uma valentona — é por isso que Dru está brigando com ela. De forma realista, seriam necessárias muitas páginas para mostrar ela confrontando suas próprias crenças, reparando seus erros, mudando de comportamento e conquistando a confiança das pessoas que ela havia magoado. Ela seria uma personagem de grande destaque.

De certa forma, a conversa de Dru com Luke sobre Paige no início de “O Ultimo Rei das Fadas” — se Dru deveria perdoá-la, se ela merece uma segunda chance — diz respeito, na verdade, a toda a Tropa. Será que algum deles pode ser redimido? Será que algum dia poderão retornar? Muitas famílias têm entes queridos que ainda estão em Idris, e não sabemos se alguma dessas pessoas em Idris se arrepende do que fez… mas saberemos.

maryheronthorn: Zara ainda está brava com Emma? Ela quer vingança caso consiga sair de Idris?

Zara ainda está brava com todo mundo.

ti-bae-rius: O que Tessa e Jem pensam sobre Ty? Eles guardam algum ressentimento pelo fato de ele ter partido o coração do filho deles, ou já vivenciaram dramas adolescentes suficientes — tanto na própria pele quanto como pais — para saber que o caminho do amor verdadeiro nunca foi tranquilo?

Definitivamente a segunda opção. Eles não guardam mágoa de Ty.

nesssaaa00: Será que vamos descobrir por que Kit consegue disparar a arma que mata demônios e que pertencia ao James? Sei que James conseguia por causa de sua conexão única com Belial, mas, no caso de Kit, será que é porque ele é o Herdeiro? Não me lembro se isso foi explicado em “Segredos da Mansão Blackthorn” — então me perdoe se foi —, mas espero que você possa dizer se esse assunto retorna em “O Ultimo Rei das Fadas” 🙂

Você vai descobrir, com certeza! Isso definitivamente retorna em “O Ultimo Rei das Fadas”.

seelieprince-ash: Ash já teve algum interesse amoroso no passado?

Nada sério, ou sequer minimamente sério.

thebelljarplath: Nós vamos revisitar momentos de “Os Segredos da Mansão Blackthorn” com o ponto de vista do Kit? Algum dia saberemos o que a Mãe Hawthorne disse a ele?

Não para primeira pergunta, pelo menos por enquanto, mas sim quanto a segunda.

alma-berry: Querida autora do meu coração:
Eu quero dizer algo que provavelmente é impopular e, talvez, até um pouco ousado. Estava lendo sua última newsletter e a escolha daquela música foi bem… tipo “Siri, o que os jovens ouvem hoje em dia?”. Quer dizer, você também chamou o Nine Inch Nails de “velho”. Isso é ofensivo, isso sim.

Então: Oi! Sou da geração raiz dos Caçadores de Sombras. Eu nasci no final dos anos 80, sou mãe e ainda tenho fitas cassete, CDs e discos de vinil em casa. Eu AMARIA saber qual é a sua playlist de verdade para “O Último Rei das Fadas”. Tipo, as músicas do seu coração, aquelas para as quais você não precisa do Google 😅

Ah, e eu cometeria (pequenos) crimes para conseguir um exemplar antecipado. Por favor, me salve de uma vida de delitos graves!

“DESCULPA, JÁ VOLTO; ESQUECI MEU CD DO CRANBERRIES NO PÁTIO.”

De fato, pertenço à Geração X e adoro a música da minha geração (e da anterior; não dá para tirar os Beatles de mim), mas eu tenho quase certeza de que, se você perguntasse à Siri o que os jovens ouvem hoje em dia, as músicas da minha playlist — exceto talvez por Gracie Abrams e Taylor Swift — não estariam lá! Você encontraria muito mais Sabrina Carpenter, Olivia Rodrigo, Chappell Roan, Billie Eilish, Tate McRae, K-pop e coisas do gênero. Embora eu ache que minhas playlists trazem principalmente cantores-compositores e indie-pop confessional, considero Matt Jaffe praticamente desconhecido (eu posso estar enganada!) e classifico Hey Violet como punk. Acho que é uma seleção mais eclética do que popular, sabe?

E, embora certamente dê para pesquisar “o que a garotada está ouvindo hoje”, seria difícil buscar “o que os jovens estão ouvindo atualmente em termos de música relevante para este livro inédito”. Quer dizer, eu não sei do que os chatbots de IA são capazes, eu detesto IA e a evito, mas isso me parece ir além das capacidades deles.

A questão, eu acho, é que playlists para livros não são apenas “músicas que gosto e ouço muito enquanto escrevo”; são músicas que selecionei daquela lista geral porque a letra me lembra um personagem ou uma dinâmica, ou aborda um tema específico. Quando pesquiso música, geralmente procuro listas de recomendações como “músicas sobre uma segunda chance no amor” ou algo assim, para manter o tema em mente enquanto escrevo. Além disso, eu preciso achar que a música é relevante e gostar dela o suficiente para ouvi-la repetidamente. Em alguns casos, como na música da Jessia, se trata de uma das únicas canções que encontro sobre um tema ou sentimento específico, mas, ainda assim, preciso gostar dela. Para este livro em particular, busquei “músicas de artistas queer ou músicas que não tivessem um gênero específico” para o meu próprio processo interno e para entrar na mentalidade dos personagens; por isso, cerca de 25% dos artistas da lista se identificam como queer, e foi buscando que descobri a LEW (aliás, aquela música é incrível). Ouvi muitos outros artistas queer enquanto escrevia, mas, por exemplo, “Becky’s So Hot” não combinava com a trama, enquanto “It’s Not Like I’m In Love With You” se encaixava perfeitamente. Ani DiFranco era uma das minhas cantoras favoritas nos anos 90 e acho que cheguei a incluir “Untouchable Face” em alguma playlist, mas não havia nada que parecesse combinar exatamente com este livro. Eu imagino que a maioria dessas músicas seja mais recente — assim como a maioria das canções que costumam aparecer em listas de recomendações —, mas estou sempre em busca de músicas novas, então seria legal, desde que a música combinasse com o tema do livro.

Infelizmente, eu não tenho uma playlist secreta e mais “descolada”. Eu tenho playlists específicas com músicas da minha adolescência e da época da faculdade, as quais eu teria o maior prazer em compartilhar, mas não são playlists para livros; afinal, playlists de livros não são apenas “músicas que eu escuto”, mas sim “músicas que se aplicam aos personagens ou à situação”. Eu sempre achei minhas playlists meio estranhas e “nerds”, já que misturam gêneros que vão de músicas da indústria ao pop alternativo, passando por cantores e compositores indie, folk e tudo mais. Talvez fique claro que não sou tão legal assim; eu mão me surpreenderia se fosse o caso.

Revisitei algumas das minhas playlists mais antigas, como a de “Corrente de Espinhos” AQUI— nelas você encontra Gracie Abrams e Lord Huron; ou seja, se eu estivesse fingindo gostar da Gracie, já faria quase quatro anos, o que é muito tempo. Também encontrei uma playlist que a Holly B. fez para mim — se é que isso ajuda a entender o que meus amigos acham que eu gostaria. Eu não sei se isso ajuda, mas são todas misturas peculiares de vários gêneros e épocas.

Ao pesquisar essas coisas, percebi que tenho playlists que remontam à época de “Príncipe Mecânico” o que é meio loucura. O que eu não tenho são ARCs, e minha editora ainda não imprimiu mais, infelizmente, então estou aguardando para fazer o sorteio. Além disso, embora o Nine Inch Nails SEJA antigo, eu era jovem demais para a banda quando “Pretty Hate Machine” foi lançado, e você seria apenas UM PEQUENO BEBÊ naquela época; portanto, você não é nem de longe tão velha quanto eu, ou quanto o Trent Reznor, aliás.

*Se você não entendeu a referência ao Cranberries, é porque não pertence à Geração X — O QUE, PARA SER JUSTA, A MAIORIA DE VOCÊS PROVAVELMENTE NÃO FAZ PARTE MESMO.

dragodrandra: Oi, Cassandra! 😊

Já foi confirmado que a Tessa vai narrar o prólogo de “O Último Príncipe do Inferno” ou isso é só um boato (ou talvez algo que eu tenha imaginado totalmente 😅)? Juro que me lembro de ter visto isso em algum lugar.

E, se não for esse o caso, analisando a trilogia como um todo, você acha que teremos
pelo menos um ponto de vista da Tessa ou do Jem em algum momento?

Nós temos, sim, um ponto de vista da Tessa. Pode ser ou não o prólogo; o livro tem trechos intercalados entre os capítulos. Eu acho que é difícil visualizar o QUANTO as coisas mudam com a edição — algumas cenas são reescritas 6 ou 7 vezes, outras permanecem praticamente iguais, cenas mudam de lugar, etc. Eu dei uma olhada em “Anjo Mecânico” há algum tempo, só para comparar o esboço inicial com o produto final, e percebi que o 1° rascunho tinha sido escrito em primeira pessoa. Eu, literalmente, nem lembrava disso. Alguém me perguntou há um tempo se “Os Poderes Perversos” tinha mudado muito desde a fase do esboço, e a resposta é sim — mas isso vale para todas as séries que já escrevi. O esboço é um guia, e o guia sofre alterações ao longo do caminho.

O Ultimo Rei das Fadas” primeiro livro da última trilogia dos Caçadores de Sombras, “Os Poderes Perversos” já está em pré-venda no Brasil e vocês podem garantir sua cópia com brindes AQUI. O nosso post completo sobre a pré-venda vocês podem ver AQUI.

Os 3 livros de “The Wicked Powers” se chamam: “The Last King of Faerie” (“O Último Rei das Fadas“, em tradução livre), “The Last Prince of Hell” (“O Ultimo Príncipe do Inferno“, em tradução livre) e “The Last Shadowhunter” (“O(A) Último(a) Caçador(a) de Sombras“, em tradução livre).

O terceiro é último volume da trilogia “As Maldições Ancestrais“, também conhecia como trilogia Malec, se chamará “O Volume preto dos Mortos” e será publicado entre os livros de “The Wicked Powers“, conforme já falado por Cassie.

Aqui no Brasil, os livros dos Caçadores de Sombras são publicados pela Editora Galera Record. A Editora Galera Record está vendendo o ultimo livro de Cassie publicado até aqui: “Melhores de Preto” (garanta o seu clicando AQUI) – e em um comentário falou que trará os outros 3 livros do kickstarter também (“Os Segredos da Mansão Blackthorn“, a nova versão do livro das cartas das flores e “Careful of Books“). Não temos informações sobre a recém-divulgada duologia “In Fire Forefold” (“No Fogo Anunciado“, em tradução livre). A Editora também confirmou a publicação de “The Wicked Powers” (“Os Poderes Perversos“, em tradução livre), a trilogia que encerra o universo do Mundo das Sombras.

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