Ícone do site Idris Brasil

Crítica: filme “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emerald Fennell

 

Oi, pessoal! Hoje vim falar para vocês sobre uma adaptação que está dando o quê falar ultimamente: a mais nova versão de “O Morro dos Ventos Uivantes”, que estreia a Margot Robbie no papel de Cathy e Jacob Elordi no papel de Heathcliff. 

 

Dirigido e escrito por Emerald Fennel (diretora e escritora de “Saltburn” e produtora de oito episódios de “Killing Eve”), o filme adaptado de um dos romances mais famosos dos últimos séculos tem dividido opiniões por aí.

 

Aqui na nossa equipe não foi diferente! Teve gente que não gostou muito da adaptação, porque é muito fã do livro, enquanto eu, por exemplo, sem ter lido o livro, simplesmente amei o filme!

 

Eu achei que a química entre os personagens principais foi imensa, e deu super certo (apesar de achar bem estranha essa narrativa e estratégia de marketing que está sendo adotada pelos atores). Gostei deles como casal, e gostei muito da atuação dos dois. 

Um destaque especial, no meu coração, para Owen Cooper (“Adolescência”), que interpreta o jovem Heathcliff e simplesmente arrasou no papel! 

 

Outra coisa que eu AMEI no filme foi a fotografia. Toda a estética do filme, na verdade, que é bem exagerada. Tudo no filme é demais. As cores são contrastantes demais (figurino x cenário), os figurinos são quase paradoxais; enquanto as roupas tem a estética dos anos 1800, os tecidos são visivelmente modernos. As cores são extremamente vibrantes. A trilha sonora, para mim, também foi destaque, e assim como todo o resto ela é exagerada. Durante todo o tempo do filme a impressão que eu tive era que a diretora queria que os nossos sentidos estivessem à flor da pele, e, devo dizer, que na minha opinião) e de quem assistiu o filme comigo, ela teve êxito nisso. 

 

Eu me vi prendendo a respiração em vários momentos do filme. Eu ri, senti angústia, e até chorei no final. Eu entendi que não se trata de uma história de amor, e sim da exploração de uma relação tóxica entre duas pessoas e como essa relação afeta todo o resto. De uma série de desencontros e como esses desencontros afetam a vida dessas pessoas. Foi difícil de assistir. 

 

Eu sinto, principalmente, que, como eu não tinha a obra original para comparar, não fiquei focada em tudo que estava acontecendo que era diferente do livro. Eu consegui realmente aproveitar a experiência do filme por não ter o livro para comparar.

 

Sobre o exagero da exploração da relação física dos personagens, eu entendi que é uma visão da diretora do FILME, quase como uma fanfic, do que eu acredito que ela gostaria que tivesse acontecido entre os personagens. E, devo dizer, que no filme, para mim, funcionou muito, muito bem!

 

Eu li em algum lugar, e achei legal trazer aqui, que o próprio pôster do filme coloca o título entre aspas, justamente, para ilustrar que a obra original é uma INSPIRAÇÃO para o filme, mais do que uma adaptação do livro (inclusive o próprio trailer diz “inspirado na obra”). 

 

Mas é importante, mesmo, ressaltar que eu NÃO LI esse livro (eu até tentei, em algum ponto de 2011 ou 2012, mas, sinceramente, achei o ritmo lento demais para mim na época). 

 

Antes de ver o filme eu havia visto diversas opiniões por aí sobre ele, e a maioria, digamos, quase universal de quem LEU o livro é: as pessoas detestaram. Mas porque isso aconteceu?

Mesmo sem ter lido o livro, eu fui atrás de buscar informações sobre o motivo do descontentamento dos fãs da obra de Emily Bronte com o filme, e são vários pontos chave:

 

É compreensível, portanto, que todas essas mudanças, e algumas outras que aconteceram, afete a opinião dos fãs da obra. Mas eu, que não li o livro e o entendo somente como uma inspiração para o filme, simplesmente amei, e recomendo muito que, principalmente quem não leu o livro ainda, assista! Você pode conferir o trailer do filme clicando AQUI.

 

 

Sair da versão mobile