Julian e Emma na casa de campo, em “Lorde das Sombras” (Cena Estendida)

*Limpa a garganta* A coisa mais solicitada na minha caixa de entrada foi a versão estendida e sem censura da cena da casa de campo com Emma e Julian em Lorde das Sombras. Eu costumo escrever cenas românticas muito mais longas do que elas realmente são e, em seguida, as corto (é simplesmente como eu faço), então estas são as versões “não editadas”. Como tais, elas às vezes contêm erros de digitação, repetições de palavras, etc. Espero que vocês possam apreciá-las de qualquer maneira. 🙂 A primeira versão desta cena foi do ponto de vista de Julian, então aqui estão todos os seus pensamentos inseguros, complicados e desejosos. 🙂

Jules“, disse Emma. “Diga alguma coisa por favor…

As mãos dele apertaram convulsivamente seus ombros. Ela ofegou quando o corpo dele colidiu com o dela, fazendo-a andar para trás até seus ombros baterem na parede. Ela olhou para ele com óbvio espanto. Ele podia ver seu rosto refletido nas íris escuras dela. Ele quase não se reconheceu, e sua voz soou estranha quando falou, mesmo para seus próprios ouvidos: “Julian“, disse ele. “Eu quero que você me chame de Julian. Só isso.

Os olhos dela pareceram se acender. Seus lábios se moviam lentamente — seus lábios suaves e deliciosos, a boca dela, para a qual ele olhara pelo que parecia um milhão de anos de silêncio e desejo sem esperanças.

Julian“, disse ela, exalando seu nome em uma respiração.

O som de sua voz formando seu nome completo — não o nome pelo qual ela o chamou quando eram crianças — enviou algo quente e sombrio através de suas veias. Suas mãos apertaram os ombros dela e ele tomou sua boca com um duro e violento desespero que dificilmente poderia ser chamado de beijo.

Todo músculo em seu corpo parecia se contrair de uma só vez: o beijo preenchia todos os seus sentidos — suavidade, doçura, o aroma de seus cabelos e pele, a visão de seus olhos fechados, a vibração de seus cílios. Emma. Sua Emma. E ela estava agarrando-o de volta, segurando-o contra ela, intensamente, devolvendo cada parte do beijo. Ela tinha gosto de ferocidade, de chuva, e ele se perguntou como ele poderia ter imaginado mesmo por uma fração de segundo que a fada que ele tinha beijado pudesse ser ela. Ele sentiu um gemido se formando em sua garganta e forçou-o de volta. Emma sabia que esta era uma má idéia, ela era a sensata e alguma parte de seu cérebro lhe dizia que se ele pudesse esconder o quanto ele a queria, de quanto ele desistiria para ter isso, ela deixaria aquilo continuar. Deixar os dois participarem desse erro colossal que era tudo o que mantia seu coração batendo.

As mãos dela se levantaram, tocaram a parte de trás do pescoço dele. Seus dedos eram longos, delicados para os dedos de uma guerreira, mas não eram nada macios: seus calos arranhavam suavemente a pele macia acima do colarinho de sua camisa e ele estremeceu com o esforço de não perder o controle ali, naquele momento. Ela se esticou para puxar o suéter dele por sua cabeça, tirando-o por suas mãos.

Ela alcançou sua camiseta em seguida, então hesitou. O coração dele bateu contra suas costelas. Por favor, que ela não quisesse parar. Por favor, que ela continuasse querendo-o. Os lábios dela se separaram enquanto ela olhava para ele: seu cabelo claro pendia em tranças douradas e espessas sobre seus ombros, por suas costas. Deixava manchas úmidas na camisa dela, ele podia ver seu sutiã através do material, e seus mamilos, enrijecidos com o frio. Ele estava tão rígido que doía.

Ele colocou as mãos na cintura dela. Gostava de segurá-la assim, como se estivesse prestes a levantá-la em seus braços, como se estivessem dançando. Ele ouviu a respiração dela acelerar. Suas mãos deslizaram para cima no corpo dela, cobriram seus seios, seus dedos acariciaram o centro deles. Ela deu um pequeno gemido e sua cabeça caiu contra a parede.

O desejo e o triunfo dispararam por ele ao mesmo tempo, uma combinação inebriante. A primeira vez deles foi uma explosão de desejo e instinto; ele não tinha levado daquilo nenhuma segurança de que ele poderia confiantemente dar prazer a ela. Cada respiração acelerada que ela dava agora era como uma faísca que o acendia ainda mais. Ele não havia pensado que poderia querer mais dela, mas o fogo que o percorria o fez pensar na igreja cujos muros de pedra ele e Emma haviam queimado em cinzas.

Ele a beijou profundamente. Ela murmurou contra a sua boca, as mãos em suas costas, puxando-o para mais perto. Ela se arqueou contra ele, contra seu corpo que doía e a queria. Ele podia ouvir sua própria voz, dizendo o nome dela, e ele tinha que se forçar a não implorar para ela dizer-lhe que o amava, que ela o queria.

Mas ele não podia controlar suas próprias palavras. Ele enterrou o rosto contra ela, beijando sua bochecha, sua garganta, enquanto deslizava os polegares sob o cós de sua calça jeans e pressionava. Ela chutou a pilha molhada de jeans para longe. As mãos dele apertaram suas curvas, a delicada convexidade dos ossos do quadril embaixo de seus dedos, algo inesperadamente íntimo no contato.

Eu te amo“, ele disse, ou algo assim: as palavras estavam meio sufocadas. “Eu te amo… tanto.

Ele pensou ter sentido ela congelar. Ele tinha falado demais. Mesmo quando o medo o rasgou, seu corpo ainda estava doendo, querendo o dela. Quando ela virou a cabeça para o lado e beijou a palma da mão dele, ele queria gritar. “Julian“, ela disse, sua voz tremendo. “Eu…

Não,” ele sussurrou, e beijou-a, desesperado para não ouvir que isso era impossível. Os lábios dela queimaram os dele, como plumas ao longo da borda de sua boca. “Não quero ouvir nada razoável, não agora. Não quero lógica. Eu quero isso.

Ela parou, seus lábios contra a mandíbula dele. “Mas você precisa saber…

Ele balançou sua cabeça. “Não.” Ele abaixou as mãos, agarrou a bainha de sua camisa, tirando-a. Seu cabelo úmido jogou gotas sobre os dois. “Estive destruído por semanas”, ele disse, e ao dizê-lo as palavras machucavam, embora fossem verdadeiras e honestas. Talvez porque eram verdadeiras e honestas. “Eu preciso ficar inteiro de novo. Mesmo que não dure.

Ela estava balançando a cabeça, mas suas mãos acariciaram a clavícula dele, varriam sua pele nua. Quando os dedos dela encontraram a runa parabatai dele e traçaram seus contornos, o sangue que correu até sua virilha o deixou tonto.

Não pode durar“, ela sussurrou. “Isso vai partir nossos corações“.

Ele não podia suportar isso. Havia algo sobre a ponta dos dedos na runa que o estava deixando louco. Ele a pegou pelo pulso, afastou a mão e levou-a ao seu peito nu. Espalhou os dedos sobre o coração, imaginando que ela podia ver através de sua caixa torácica como uma janela, ver onde ela tinha deixado suas impressões digitais em cada válvula, ventrículo e artéria. “Parta meu coração“, ele disse a ela. “Quebre-o em pedaços. Eu te dou permissão.

Ele viu suas pupilas se dilatarem, amplas como portas. Ela estendeu seus braços para ele e ele podia ouvir a dor da saudade na voz dela, um anseio que combinava com o dele. “Julian, sim“, disse ela. “Sim.

Ele a pegou, ergueu-a, puxando sua regata por cima da cabeça. Ela desabotoou o sutiã, livrando-se dele e alcançou o cós do jeans dele. Deslizou a mão por baixo com um sorriso perverso. Sua mão fechou em torno dele, palma e dedos, um tormento quente e doce. Ele pressionou sua testa no ombro dela, passeando nas ondas de prazer que ela o queria, estava tocando nele, até que as ondas começaram a crescer e, com medo de que acabasse muito cedo, ele se afastou abruptamente para se livrar de suas próprias roupas enquanto ela deu uma risada baixa e gutural que abriu um rasgo através do plexo solar dele.

Julian“, ela respirou. “Volte.” Seus braços estavam esticados para ele, convidando-o de volta para ela. Então suas mãos estavam nos quadris dela. Ele a estava levantando para que ela ficasse presa entre o corpo dele e a parede. Eles se olharam pelo que provavelmente foi apenas um segundo: pareceu uma eternidade. Lá fora o vento, a chuva e o mar se chocavam contra a rocha dos penhascos. Ali, dentro daquela casa, naquele lugar estranho que era um monumento ao amor perdido, ele estavam juntos e nada mais importava: eles se encaixavam no menor espaço imaginável, o espaço dentro dos corações dos amantes que encontraram seu caminho de volta um ao outro depois de uma separação impossível.

Ele inclinou a cabeça para beijá-la com uma gentil reverência: primeiro seus lábios e depois seus seios. Sentiu-a tremer de prazer. Suas longas pernas subiram e envolveram a cintura dele. Ela levantou o rosto dele com os dedos sob seu queixo enquanto ele a segurava, as mãos sob as coxas dela, e ela abriu a boca dele com um beijo, circulou a língua dele com a dela até ele não poder mais suportar e pressionou-a para frente e para dentro dela.

Ela ofegou, estremeceu, seu corpo quente e macio em volta dele. Os lábios dela se separaram, seus olhos se fecharam. Ele pronunciou uma desculpa silenciosa a cada clichê que ele agora havia percebido ser verdade: que eles se encaixavam como peças de um quebra-cabeça, que ela era a outra metade dele, que era algo tão extraordinário que ninguém mais havia experimentado, que ninguém mais experimentaria, que ele tivesse realizado em um país não descoberto. Oh, minha América, minha recém-descoberta terra

Ele se arrastou de volta para a realidade. “Você está bem?” Ele sussurrou, espantado que pudesse formar as palavras.

Os tornozelos dela se entrelaçaram nas costas dele e ele quase desmaiou. O suor brilhava na garganta dela, em sua clavícula. Sua voz tremia: “Não pare“.

Ele começou a se mover e ela se arqueou contra ele, suas mãos se movendo para trás, agarrando-se na parede à procura de algo para se segurar. Ela dizia o nome dele, Julian, Julian, e as mãos dele deslizaram por sua espinha, embalando seu corpo enquanto lutava por controle. A sensação intensa se elevou em uma espiral com cada movimento, com cada deslize de sua pele contra a dele. A respiração dela vinha em suspiros soluçados. Os dedos dela voaram para agarrar seus ombros. Ele sabia que estava dizendo que a amava, repetidamente, enquanto ela gritava e o prazer explodia dentro dele, queimando cada nervo em seu corpo.

Ele caiu de joelhos, ainda embalando Emma em seus braços. Havia lágrimas no rosto dela, embora ele duvidava que ela soubesse: ela ainda o segurava. Eles estavam se segurando, atordoados e exaustos, como os únicos sobreviventes de um navio que encalhou em uma costa distante e lendária.

[Traduzido por Equipe IdrisBR. Dê os créditos. Não reproduza sem autorização.]

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