Cena Estendida da Caverna com Jace e Clary (Cidade do Fogo Celestial)

Ok, então basicamente isso é a cena da caverna do Jace e da Clary (sim, ESSA cena) de Cidade do Fogo Celestial antes que isso fosse editado por causa da extensão e Menos Óbvio Sobre O que Está Acontecendo. Eu não acho que eles façam algo diferente aqui, e sério, isso é uma cena sobre pessoas tendo sentimentos sobre sexo que particularmente sexo. Mas aproveite! – Cassandra Clare

Essa é a versão +18 da cena de sexo entre Jace e Clary, na caverna, que ocorre em Cidade do Fogo Celestial. A cena foi cortada e editada, pela censura, para ir para o livro.

Por um momento Jace apenas a olhou em admiração, seus lábios separados levemente; Clary sentiu suas bochechas corarem. Ele estava olhando pra ela como se ela fosse a primeira estrela que já havia vindo do céu, um milagre pintado através da face do mundo que ele mal podia viver em. Ele engoliu. “Deixe-me…” ele disse, e cessou. “Posso te beijar? Por favor?”

Ao invés de assentir, ela abaixou-se para pressionar seus lábios nos dele. Se o primeiro beijo deles na água foi uma explosão, isso foi o sol virando supernova. Um beijo forte, quente, impulsor, uma mordida nos lábios inferiores dela e o choque de suas línguas e dente, os dois dele pressionando tão fortemente como eles podiam pra se aproximarem. Eles estavam colados juntos, pele e tecido, uma mistura precipitada do gelado da água, o calor dos corpos deles, e o deslizamento sem atrito da pele úmida.

Jace a levantou, puxando-a para seu corpo, e ela sentiu ele puxando o ar com o contato, suas mãos deslizaram de baixo dela, agarrando suas coxas enquanto ele os levava para fora do lago. O ar frio atingiu o corpo dela e ela tremeu; Jace abaixou em seus joelhos na areia da praia pulvérea, deitando-a gentilmente no topo da pilha das roupas amontoadas deles.

Clary esticou o corpo, tentando alinhar-se com ele, e viu seus olhos escurecerem enquanto a olhava. Suas roupas íntimas molhadas agarraram-se a seu corpo enquanto as de Jace agarravam-se nele. Ela deixou os olhos vaguear sobre ele, levando-os ao que lhe era familiar e o que não era: o alargamento dos ombros, a curva de sua cintura, as cicatrizes em sua pele… Seu olhar mergulhou mais pra baixo…

Ele riu, uma grosa, baixa e escura. “É um pouco injusto”, disse ele, sem fôlego, “que você pode dizer o quanto eu quero isso só de olhar para mim e eu não posso dizer a mesma coisa sobre você.”

Ela se moveu pra debaixo dele. Seus corpos se juntaram e seu pulso saltou, com as mãos cavando na areia em cada lado dela. “Olhe para mim”, disse ela.

Os olhos dele estavam semicerrados; ele os abriu totalmente agora, e olhou para ela. Havia fome nele, uma fome devoradora e quente que teria a assustado se fosse qualquer outra pessoa, além de Jace. Mas era Jace, e ela confiava nele. “Olhe para mim”, disse ela, e os olhos dele correram sobre ela, adorando-a, devorando-a, deglutinando-a, e ela sentia seu corpo como chamas líquidas fossem surgindo nela em todos os lugares que o olhar dele a tocou. Ele trouxe seus olhos de volta para o rosto dela: eles fixos em sua boca. “Eu quero você,” ela disse. “Sempre quis.” Ela o beijou, devagar e fortemente. “Eu quero, se você quiser.”

“Se eu quero?” Houve uma borda selvagem em sua risada suave. Ela podia ouvir a grosa suave de areia entre os dedos, viu a hesitação em seus olhos, a preocupação com ela, e ela levantou-se e colocou as pernas em torno quadris dele. Ele pressionou o rosto quente em sua garganta, sua respiração irregular. “Se você fizer isso — eu não vou ser capaz de parar —”

“Não pare, eu não quero que você pare”, ela disse, e apertou seu atrito nele, e com um rosnado ele tomou sua boca novamente, quente e exigente, chupando seu lábio inferior dentro de sua boca, sua língua deslizando contra a dela. Ela o provou em sua boca, o sal do suor e da água da caverna. Ela nunca fora beijada assim antes, mesmo que por Jace. A língua dele explorou sua boca antes que ele movesse para baixo, em sua garganta: ela sentiu um calor úmido no vazio de sua clavícula e quase gritou. Ao invés disso, ela o agarrou, correndo suas mãos por todo o corpo dele, selvagem e livre sabendo que podia tocá-lo, o tanto que ela quisesse, do jeito que ela quisesse. Ela sentiu como se ela o estivesse desenhando, suas mãos mapeando sua forma, a inclinação de suas costas, o estômago plano, os recortes acima de seus quadris, os músculos em seus braços. Como se ele fosse uma pintura, ele estava ganhando vida abaixo de suas mãos.

Quando as mãos dele deslizaram debaixo de seu sutiã e cobriram seus seios, ela arqueou com a sensação, então assentiu a ele quando ele congelou, seus olhos questionando. Continue. Ele desfez a frente e o sutiã caiu e por um momento ele só congelou, encarando-a como se ela brilhasse como pedra de luz enfeitiçada.

Então ele curvou sua cabeça novamente e a sensação de sua boca em seus seios a fez gritar. Ela bateu com a mão em sua boca, mas ele alcançou e intrometeu-se. “Eu quero ouvi-la”, ele disse, e isso não era uma ordem, mas um baixo anseio. Ela assentiu e enterrou suas mãos em seus cabelos. Ele beijou seus ombros e seus seios, seu estômago, seus quadris; ele a beijou em todos os lugares enquanto ela arqueava e se movia contra ele em formas que o faziam gemer e a implorar que parasse ou isso estaria acabado cedo demais. Ela riu entre arfadas, disse a ele pra continuar, tentou se manter calma mas isso era impossível.

Ele parou antes de tirar cada pedaço de roupa deles, perguntando-a com olhos e palavras se ele deveria continuar, e toda vez ela assentia e dizia sim, continue, sim. E quando finalmente não havia nada além deles além de pele, ela acalmou suas mãos, pensando que não havia forma de ficar mais próxima de outra pessoa que isso, que para tomar outro passo seria como partir seu peito e expor seu coração.

Ela sentiu os músculos de Jace enrijecerem quando ele alcançou atrás dela alguma coisa, e ouviu o estalar de papel de alumínio. “Que bom que eu trouxe a minha carteira”, ele disse, sua voz oscilante.

De repente tudo pareceu muito real; ela sentiu um súbito momento de medo. “Espere”, ela sussurrou.

Ele parou. Sua mão livre estava segurando sua cabeça, seus cotovelos cavaram fundo na areia nos dois lados dela, mantendo seu peso fora do corpo dela. Toda parte dele estava tensa e trêmula, e as pupilas de seus olhos estava extensa, sua íris apenas uma borda dourada. “Tem algo errado?”

Ao ouvir a incerteza de Jace — ela pensou que talvez seu coração estava rachando, quebrando me pedaços. “Não”, ela sussurrou. “Apenas beije-me”, ela pediu, e ele o fez, não se movendo para fazer qualquer outra coisa, apenas beijá-la: lânguidos lentos beijos quentes que aceleraram como o batimento cardíaco, como o movimentos de seus corpos, acelerando-se uns contra os outros. Cada beijo era diferente, cada um subindo cada vez mais como uma faísca como um fogo crescia: beijos rápidos suaves que diziam que ele confiou nela, beijos leves lúdicos que diziam que ele ainda tinha esperança, beijos adoradores que diziam que ele tinha fé nela como tinha em mais ninguém. Clary abandonou-se aos beijos, a linguagem deles, a fala sem palavras que se passou entre eles. Suas mãos tremiam, mas elas foram rápidas e hábeis em seu corpo, leves toques fazendo-a querer mais e mais até que ela o empurrou e puxou para ele, pressionando-o contra ela com o apelo mudo de dedos e lábios e mãos.

E mesmo no momento final, quando ela vacilou, ela o pressionou a seguir em frente, envolvendo-se em torno dele, sem deixá-lo ir. “Jace”, ela sussurrou, e ele inclinou a cabeça para beijá-la enquanto ele cuidadosamente, com atenção, começou a se mover. Ela podia ver na tensão de seu corpo, seu aperto no ombro dela, que ele não queria que acabasse rápido demais: ele fechou os olhos, os lábios se movendo, em silêncio, moldando o seu nome.

Nos últimos dias, semanas, seu corpo tinha sido dilacerado por armas, por cacos de vidro, arremessado através de portais, quebrado e machucado. Agora ela deixou tudo isso, deixou seu corpo lembrar-se de que era também uma coisa que poderia dar prazer a ela, e para a pessoa que ela mais amava no mundo.

“Eu te amo”, disse ela, com as mãos em seu cabelo. “Eu te amo.”

Ela viu os olhos dele se arregalar e algo atrás de sua expressão rachou. O último muro em torno de seu coração, a última peça de autoproteção que ele tinha mantido no lugar. Ele desmoronou em luz ardente, como ele veio desfeito contra ela, como a luz solar explodindo em um quarto que tinha sido emparedado por um longo, longo tempo. Ele enterrou o rosto em seu pescoço, dizendo o seu nome repetidas vezes antes de cair contra seu ombro. E quando finalmente Clary fechou os olhos ela pensou ter visto a caverna queimar em ouro e branco, envolvendo-os em fogo celestial, a mais coisa mais linda que ela já tinha visto.

[Traduzido por Equipe IdrisBR. Dê os créditos. Não reproduza sem autorização.]

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