Em uma entrevista para a Teen Vogue, Cassie falou sobre os paralelos sobre o que está acontecendo no mundo das sombras e o mundo real e o quanto os eventos atuais estão influenciando “As Crônicas dos Caçadores de Sombras”.

Confiram toda a entrevista traduzida e adaptada por nossa equipe:

No momento que você terminar o último livro de Cassandra Clare, “Queen of Air and Darkness”, nada no mundo dos Shadowhunters será o mesmo. A conclusão épica para a mais recente trilogia “Os Artifícios das Trevas”, chegou dia 04 de dezembro e em adição ao fechamento da história de amor proibido entre os parabatai Emma Carstairs e Julian Blackthorn, o livro de fantasia mostra a corrupção no universo Shadowhunter, espelhando nosso clima politico atual.

Se deixou em choque os fãs dos livros de Clare, é porque também foi uma surpresa para a autora. Como Clare (nome real é Judith Lewis) começou a escrever “Queen of Air and Darkness”, a continuação de “Dama da Meia-Noite” e “Senhor das Sombras”, ela descobriu que a ultima parte de “Os Artifícios das Trevas” envolveria um resultado do que está acontecendo politicamente não apenas na América, mas no resto do mundo.

Com esse livro em particular, a frase que eu queria usar era ‘tudo muda’”, Clare diz para a Teen Vogue. “Eu escrevi muitos livros nesse universo até esse ponto e eu tenho mais para escrever, mas eu queria fazer algo que alteraria o modo como funciona a politica no país dos Shadowhunters e alteraria o jeito que todo o sistema funciona para na nova série, “The Wicked Powers” – que é a ultima nesse mundo – começaria em um lugar completamente diferente e me daria a conclusão que eu queria para essa série.

Em uma escala menor, ela também queria dar um final para as historias pessoais dos personagens principais, Emma e Julian, os dois adolescentes Shadowhunters que se apaixonaram um pelo outro, mesmo com uma misteriosa maldição que proíbe parabatai de fazer isso (parabatai são guerreiros Shadowhunters que, como foi mostrado em livros anteriores, são proibidos de se envolverem romanticamente). Fãs vão finalmente saber a razão por trás dessa regra parabatai e o que isso significa para os dois.

Mas entre o romance, o mistério e a ação, Clare não pode evitar de entrar nas complicadas politicas do mundo Shadowhunter que tem sido definida desde o inicio de “Os Instrumentos Mortais”. E enquanto a autora sempre soube que daria uma mexida no estado das coisas do mundo Shadowhunter, ela não achou que seria um paralelo tão certo com o mundo real.

Eu sabia que teria uma facção do governo que seria antagonista aos nossos heróis e negativa”, ela disse. “Quando eu olhei em volta no movimento politico do nosso mundo, teve um crescimento de autoritarismo que está acontecendo basicamente em todo lugar. Essa se tornou a onda de como esse governo ia funcionar.

Enquanto Clare sempre incluiu vilões que eram “equivocados” e “faziam maldades por várias razões” nos livros anteriores dela, essa é a primeira vez que o vilão da história é na verdade um dos “bonzinhos” – ou pelo menos é o que o personagem, Horace Dearborn, acha que é. “Eu queria que fosse especificamente sobre tomar poder espalhando informações falsas, tentando projetar a imagem de força por espalhar medo”, ela disse. “Essa é a politica atual que estamos olhando agora. Isso desenvolveu como foi nos livros.

Armada com o conhecimento de que os livros YA de fantasia são lidos por uma audiência predominantemente jovem, Clare queria que “Queen of Air and Darkness” fosse mais figurativamente aberto do que antes. “Fantasia funciona para mim quando é um espelho da vida real e tem algo para nos contar”, ela disse. “As melhores fantasias são aquelas completamente baseadas em pessoas e como as pessoas se comportam. Mesmo que os Shadowhunters cacem demônios e estejam cercados por vampiros e lobisomens, a ideia de que ainda existem pessoas famintas por poder que estão dispostas a explorar o medo das outras pessoas se mantem.

Enquanto “Queen of Air and Darkness” irá introduzir múltiplos personagens maldosos, o maior vilão é Dearborn, o líder da Tropa também conhecida como a facção autoritária do governo mirando em pegar o mundo Shadowhunter pra eles. Ele é especialmente parecido com Trump, o que Clare responde com uma risada “não é um acidente”. Mas, ela adiciona, “É menos que ele seja especificamente o Trump, mais que ele representa o tipo de líder autoritário que o Trump é e tenta ser.

Tem um tipo especifico de homem que tenta buscar poder por demonizar inimigos e esses inimigos geralmente fazem parem de grupos oprimidos”, ela continua. “Putin faz isso, mirando na comunidade LGBT. O líder da Turquia, Erdogan faz isso, mirando nos refugiados e nos imigrantes. Duterte nas Filipinas faz isso. Trump mira nos imigrantes. É tirado diretamente do livro do autoritarismo.

Enquanto Clare espera que “Queen of Air and Darkness” continue a ser a fantasia escapista que os fãs de seus livros esperam, ela também quer que os leitores aprendam uma lição importante deste livro especificamente.

Idealmente eu amaria que as pessoas olhassem para um livro como este e dissessem: ‘Seja quem eu for, mesmo eu sendo jovem, mesmo que eu ache que não posso fazer a diferença, posso fazer a diferença’“, disse Clare. “Todo indivíduo pode fazer a diferença. Este livro é quase como um manual de ativistas.

Dando mais conteúdo ao enredo de Julian sobre a criação do grupo de resistência A Armada de Livia em homenagem a sua irmã recentemente morta, Clare quer que os jovens leitores se inspirem no ativismo e trabalhem para mudar o mundo da melhor maneira que puderem. Material pesado, mas uma lição importante para aprender, não importa o estado do mundo.

Além disso, Clare trabalhou arduamente para tornar “Queen of Air e Darkness” tão inclusivo e diversificado quanto pudesse. Com personagens de todas as etnias, identidades de gênero e orientações sexuais, ela se esforçou para fazer seu último livro refletir o mundo em que todos vivemos. Isso é mais aparente na história de Diana, a feroz transgênera Caçadora de Sombras introduzida pela primeira vez em “Cidade do Fogo Celestial”, a qual os fãs puderam conhecer melhor na trilogia “Os Artifícios das Trevas”, quando ela se tornou a tutora das crianças Blackthorn.

“A fantasia funciona para mim quando reflete a vida real e tem algo a nos dizer.”

O que foi mais importante para mim em contar certo a história de Diana em todos os livros, mas especificamente este livro, era fazer dela uma Caçadora de Sombras e guerreira primeiro. Ela também é trans“, enfatiza Clare. “Eu queria ter certeza de que ela tinha uma história completa e um arco, uma história de amor, muitos momentos de chutas bundas. Ela tem a chance de brilhar neste livro.

A dedicação de Clare em expandir a história de Diana neste livro veio de suas amizades com pessoas que nunca se viram em livros de fantasia enquanto cresciam. Ela procurou as mulheres em sua comunidade trans local para garantir que a história de Diana refletisse com precisão a experiência trans.

Para as crianças trans que amam ficção científica e fantasia, elas não conseguem ver representação suficiente de pessoas como elas mesmas sendo um herói, chutando bundas, sendo incríveis“, disse ela. “E eu queria mostrar o quanto os Blackthorns amam e a aceitam. Isso foi importante. Eu fiz o que pude para tentar fazer Diana o mais correta possível e alguém que as pessoas amariam.

E apenas um aviso: “Queen of Air and Darkness” termina com uma indecente reviravolta de um gancho para os personagens favoritos tanto dos “Artifícios das Trevas” quanto para dos “Instrumentos Mortais”. Em seguida, os fãs dos Caçadores de Sombras receberão outras duas séries neste universo: “The Eldest Curses” e “As Últimas Horas”. E tudo chegará ao fim com a série “The Wicked Powers”, que trará esses personagens e já está em desenvolvimento.

Haverá um salto de alguns anos“, ela revela. “Nossos Caçadores de Sombras estarão em uma posição muito frágil. Haverá um foco maior na Tropa, esse grupo xenófobo. E tem bastante coisa chegando para Clary e Jace.

Será o final feliz que os fãs desejam há mais de uma década? Leia “Queen of Air e Darkness” para ter uma ideia de como as coisas estão acontecendo com o sobrenatural.

Queen of Air and Darkness“, o 3º e último livro da trilogia “Os Artifícios das Trevas”, foi publicado em língua inglesa no último dia 04 de dezembro próximo. Para comprar “Rainha do Ar e da Escuridão” EM INGLÊS em sua versão física capa dura com todos os brindes que virão na 1º edição por R$ 96,60 clique AQUI. O livro também está disponível em seu formado digital por R$ 29,90 e para comprar, basta clicar AQUI – a Amazon disponibiliza gratuitamente seu aplicativo Kindle que permite que você leia seus livros digitais em qualquer dispositivo (tablete, celular, notebook, etc) e para baixar, basta clicar AQUI. Ainda algumas informações importante para quem desejar comprar na Amazon: o livro somente é cobrado na sua fatura quando enviado, ou seja, dezembro. Se nesse período de tempo o preço baixar, você paga o preço mais barato. A Amazon Brasil também dá frete grátis acima de 99 reais.

Lembrando que tudo isso é a versão EM INGLÊS. Aqui no Brasil, a Galera Record ainda não divulgou capa ou titulo oficial do livro, somente dando a previsão de publicação para o ano de 2019. Se tivermos qualquer novidade sobre, iremos divulgar. Já para saber todos os extras que virão na 1º edição em língua inglesa, basta clicar AQUI.

Para saber mais sobre “Os Artifícios das Trevas”, basta clicar AQUI.

Para saber mais sobre “As Últimas Horas”, basta clicar AQUI.

Para saber mais sobre “The Eldest Curses”, basta clicar AQUI.

Para saber mais sobre “The Wicked Powers”, basta clicar AQUI.

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