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Q&A: Isabelle

Ghosts of the Shadow Market, Livros, The Shadowhunter's Chronicles

Cassie respondeu asks em seu tumblr onde ela fala sobre Isabelle e o ponto de vista dela em “Son of the Dawn”! Confira:

clockworkraindrops: Oi, Cassie! Eu amei “Son of the Dawn”, o Max novinho é muito adorável. Eu estava me perguntando por que a parte do Instituto foi escrita pelo POV da Isabelle? Muito amor da Inglaterra!

blackthornsus: Hey, Cassie! Eu adorei “Son of the Dawn” e estava chorando e rindo todo o tempo <3 Mas porque o outro pov foi da Isabelle e não do Alec, que eventualmente vai ser o parabatai do Jace?

Bom, eu falei em um post anterior sobre POV’s e como eu decido as pessoas que vão ter eles – acontece por muitos e muitos motivos, mas o final resulta (eu espero) em dar a melhor experiência de leitura. O pov da Isabelle veio naturalmente para mim e para Sarah por várias razoes – eu acho que nós nunca consideramos dar o pov para o Alec nesse conto.

Um dos motivos é que Isabelle não vai ser uma co-protagonista em “The Eldest Curses”: tem vários pov’s de Alec vindo, e Isabelle é igualmente importante e amada, então eu pensei que seria legal ela ter um pov ali, sendo nova e forte e otimista. Além do mais, Alec vai ter um pov em “The Land I Lost”, como paralelo ao pov de Magnus em “Born to Endless Night”, então agora nós temos como ver dentro da cabeça dos dois em “Ghosts of the Shadow Market”.
Outro motivo é que o pov de Isabelle funcionou porque ela é quem está literalmente vendo mais, e nos dando a perspectiva mais clara no que está acontecendo. Lembram do que eu disse sobre, ás vezes, personagens não tendo pov porque aquele personagem tem um segredo? Isabelle nesse conto é a criança que não está escondendo nada, que nesse momento – antes que ela saiba o segredo sobre a infidelidade do pai – acredita na família dela completamente, então ela os vê de um ponto de vista compreensivo, amoroso e sem defesas. Ela não é envergonhada como Alec, então ela tem a mente aberta sobre a vinda de Jace. Da perspectiva de Alec, a cena onde Jem e Raphael visitam seria mais ou menos: “Isabelle está olhando apaixonadamente para um Irmão do Silencio, enquanto eu, Alec, estou tendo uma conversa casual com um cara legal sobre uma jaqueta legal” que não transmite muito bem o que realmente acontece. Isabelle é esperta também, e ela sozinha vê que Raphael está na verdade passando uma ideia de “me salvem!” durante a conversa, enquanto Alec tenta achar que está tendo uma interação social bem sucedida, e Maryse está apavorada pelas crianças dela, então ela vê um vampiro falando com os filhos dela automaticamente como um vampiro querendo devorar eles. Muitas vezes é assim que o preconceito funciona – nós projetamos o desconforto que sentimos nos outros, e tentamos fazer isso ser culpa deles.

Isabelle é a pessoa menos preconceituosa na sala – Jem não é preconceituoso, mas ele não conhece os Lightwoods ou como eles trabalham, e está tentando convencer Robert e Maryse a ajudarem com o yin fen, então ele não tem muita oportunidade para notar as crianças até Maryse chamar a atenção deles, e não tem como dizer que Alec não está apenas sendo uma criança amigável. Similarmente, Isabelle é a que tem menos bagagem observando Jace, e ela observa muitos detalhes e faz conclusões muito mais certeiras do que ela sabe. Robert e Maryse estão vendo Jace pela ideia dele ser filho de Michael Wayland, com toda a bagagem que isso carrega, e que influencia como eles dois enxergam Jace – Robert esperava que Jace se parecesse com Michael, que é claro que Jace não parece, e Maryse não está esperando sentir impulsos maternos sobre Jace, que ela sente. Max e Alec estão um pouco deslumbrados pela nova chegada, e a timidez de Alec ainda está presente, como no desconforto dele com esse estranho na casa deles – por algum tempo Jace e Alec não vão ter muita certeza de como ler um ao outro, e se um gosta do outro, enquanto Isabelle consegue ver o que está acontecendo desde a primeira noite. O ponto de vista de Jace da primeira noite, por exemplo, seria uma bagunça apavorada: ele não conhece essas pessoas, ele está machucado, ele quer absurdamente agradar, e aquele que parece mais disposto a ele é o bebê Max, que os gaguejos Jace não consegue entender. Isabelle entende Max: ela tem o ponto de vista porque ela é quem entende melhor todos na sala e o que está acontecendo em seus corações – melhor do que eles mesmos.

imsopoetrightfuck: Oi! Eu amei “Son of the Dawn” e estou particularmente apaixonada em ter um pov de Isabelle! Eu amo o jeito que ela pensa e como ela se sente jovem – ela também deu dicas de seus pais brigando, e disse que a mãe dela nunca falaria algo que ela não queria ouvir. O que fez Maryse contar para Isabelle sobre o caso de Robert, e como isso afeta o jeito que Isabelle se sente pela mãe dela? Obrigada! Eu mal posso esperar para o próximo conto.

Maryse está em uma posição bem isolada. No exilio com a família dela, não era como se ela tivesse amigos em quem podia confiar quando ela descobriu a traição de Robert, mas ela precisava desesperadamente de um. Ela cometeu um erro clássico e tratou a filha dela como se a filha dela fosse sua amiga e não sua criança. Eu acho que nós vemos muito em “Cidade dos Anjos Caídos” e depois sobre como Isabelle se sente por ser a confidente de sua mãe – desde o sentimento que ela tinha que proteger “os garotos” da verdade sobre o pai deles e ressentir sua mãe, ressentir seu pai, até finalmente ficar em paz com o conhecimento de que seus pais são pessoas falhas, assim como todo mundo. Eu estou feliz que você gostou do pov de Izzy!

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