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Essa semana, dois membros da equipe do Idris Brasil foram na Cabine de Imprensa de Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos, que estreará mundialmente no dia 21 de Agosto.

Já estão saindo muitas críticas do filme, mas essa é a primeira feita por fãs da série. Então se vocês estão curiosos para saber quais foram as nossas impressões do filme (sem spoilers), confiram abaixo!

Essa é a primeira Review que publicaremos. Fiquem atentos para a próxima!

Pra começar, devo dizer que “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos” foi uma surpresa. Porém foi a melhor surpresa que poderia ter.

É de se esperar que filmes tenham mudanças, mesmo que mínimas, e eu como um grande fã de Os Instrumentos Mortais já fui assistir com a mente bem aberta a receber as mudanças, afinal a autora Cassandra Clare acompanhou toda a produção do filme, e conforme íamos nos familiarizando mais com o diretor Harald Zwart, mais confiamos no bom trabalho dele.

E sim, se eu falar que não tiveram mudanças, eu estarei mentindo. Porém, conforme ía assistindo ao filme eu ia percebendo que as mudanças eram necessárias para dar ritmo a ele. E ficou com um aspecto tão ágil, que é de tirar o fôlego, literalmente.

Tenho que dizer algo que já era de se esperar: A atriz Lily Collins está ÓTIMA como Clary Fray. E como Os Instrumentos Mortais é uma história sobre a Clary e suas descobertas desse novo mundo fantástico, o filme com certeza vale a pena ser visto só pelo fato de ter a Lily no elenco. É odiável quaisquer tipos de comparações com outras sagas, mas se é isso que você está esperando, misture um pouco de Harry Potter com Katniss Everdeen e terá Clary Fray.

A Clary com certeza veio para derrubar esse tabu que foi criado em volta de filmes voltados para o público adolescente, em que você espera que a protagonista feminina esteja lá só para ficar fazendo perguntas e dependendo sempre do mocinho. Muitos irão reclamar do amadurecimento rápido da personagem no filme (e de suas habilidades), em comparação com o livro, mas dá para ver que isso foi algo proposital, e com certeza a grande maioria passará a amar essa personagem determinada e que não está ali para se apaixonar, e sim para encontrar sua mãe.

E sim, isso ficou bem claro no filme: O grande objetivo ali era que a Clary encontrasse sua mãe, que desaparecera de uma forma misteriosa no início do filme. E aí eu já emendo na atuação da atriz Lena Headey, que interpreta Jocelyn Fray. Mesmo que já estivéssemos esperando isso, ela está TÃO boa nesse papel que é realmente uma pena que ela não tenha tanto destaque até Cidade de Vidro. Eu estava amando tanto as pequenas alterações na história, que ao final do filme eu estava querendo que tivessem mudado isso e que ela acordasse. Sério.

Falando um pouco sobre os outros atores. Jamie Campbell Bower está fazendo um Jace tão bom que você realmente esquece que está vendo o filme. Quando ele aparece, você tem realmente a impressão de que está vendo o livro ganhando vida. Ele está sarcástico, convencido, protetor com a Clary; bem da maneira que eu imaginava.

O ator Robert Sheehan foi a maior surpresa para mim, mesmo sabendo que ele é um ótimo ator e que ele concede as entrevistas mais divertidas e engraçadas. Se você gosta do Simon nos livros, vai adorar o toque especial que o Robert deu ao Simon do filme. E ele conseguiu dar tanta emoção às cenas em que se revela à Clary, que dá vontade de entrar no filme e dar um grande abraço nele, e dizer que tudo vai ficar bem. Desde o início da série, eu não acreditava na relação dos dois, mas no filme ficou algo tão palpável que é inevitável não ficar dividido.

Falando rapidamente sobre os outros que têm mais destaque: Kevin Zegers (Alec) e Jemima West (Isabelle) estão muito bons e realmente parecem irmãos. O Kevin se mostrou um ótimo ator, principalmente quando está contracenando com a Lily. A Jemima está perfeita, mostrando esse ar de superioridade que a Isabelle tem principalmente no início da série, mas mostrando vulnerabilidade quando aqueles que ama estão em apuros. Godfrey Gao (Magnus) está ótimo, engraçado, e a caracterização está excelente. Achei que o papel de Aidan Turner (Luke) ficou mais apagado que no livro, devido ao tempo reduzido para introduzí-lo, mas ele foi ótimo em passar esse sentimento de paternidade com a Clary. O papel de explicar os detalhes sobre aquele “mundo novo” para a protagonista ficou para o Hodge (Jared Harris), e ele desempenhou muito bem esse papel, principalmente na mudança repentina de caráter no final, o que faz com que fiquemos até com dó dele. E Jonathan Rhys Meyers (Valentim), que em aparência não se assemelha em nada ao Valentim dos livros, mas que após assistir ao filme não quero mais ninguém para interpretá-lo; ele é bastante denso, e dá um toque de “loucura sana” ao personagem que é algo que adoramos odiar em vilões.

A sequência de cenas foi muito bem montada, e como já disse antes o filme não para por um segundo, e gostei de não começar exatamente como no livro, o que dá para você se identificar mais ainda com a história e com a Clary, afinal a forma que o filme está sendo vendido é “uma fantasia baseada na realidade”, e podemos ver isso nitidamente em todos os momentos. A trilha sonora está excelente, e a escolha dela foi decisiva para dar emoção, provocar angústia, e dar o tom certo para as cenas de ação – que são MUITAS. A música utilizada na “cena da estufa” – que é a parte favorita de muitos fãs, e inclusive a minha – foi uma escolha excelente, que realmente me deixou arrepiado. Impossível não amar.

Um ponto alto, que já esperávamos, é a forma com que adiantaram certos aspectos. Não que tenham adiantado algo da história em si, mas podemos identificar alguns elementos que vão se desenvolver mais tardiamente na série, e o que dão aquele gostinho de “quero mais”. Outra coisa foi também a preocupação em manter os personagens principais sempre juntos, e foi muito interessante de se observar a interação entre eles. E a forma que foi montado o confronto final e como a Clary e os outros personagens lidam com o ocorrido foi tão genial, que no final eu me questionei “Cassandra Clare, porque você não pensou nisso antes?”.

Resumindo: O filme captou muito bem a essência do livro, e principalmente do universo criado pela autora. O interessante é ver que se preocuparam com três coisas fundamentais, que são: Dar um bom ritmo ao filme, agradar aos fãs, e agradar aos não-fãs e principalmente aos céticos quanto a filmes voltados para adolescentes. Se for considerar apenas o elenco, o filme em si já vale a pena ser visto, mas os efeitos especiais estão fantásticos. “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos” junta em apenas um filme elementos de drama, romance, humor e muita ação. É algo realmente para todas as idades e todos os gostos, o que aumenta o potencial da franquia.

Como fã, eu senti muito orgulho de ver algo que eu amo tanto ser levado com tanto carinho às telonas. Fiquei muito satisfeito com tudo, e quero mais, com certeza! Que venha “Os Instrumentos Mortais: Cidade das Cinzas”!

Review feita por Felipe Cabrino.