Crítica: The Cloverfield Paradox

Filmes

Já quero começar este texto avisando que minha crítica não será muito agradável. Cloverfield Paradox pegou todo mundo de surpresa, sem aviso prévio, a Netflix anunciou o filme no intervalo do Super Bowl e logo em seguida o filme já estava disponível para ser apreciado em seu catálogo de filmes próprios. Eu como um fã da franquia não perdi tempo e logo fui assistir, mas o que eu não esperava era me arrepender de ter visto.

Esta crítica contém spoilers, então leia por sua própria conta em risco! E mais um aviso: É minha opinião pessoal, ao terminar de ler deixe sua opinião também nos comentários!

Vamos lá, sinopse e Trailer

Em órbita sobre um planeta prestes a entrar em guerra, cientistas testam uma possível solução para a crise de energia, mas acabam em uma realidade alternativa.  

Fonte: Netflix, Youtube

Como podemos ver, a própria Netflix já falha antes mesmo do usuário se interessar em ver o filme, uma sinopse fraca, assim como o filme.

Antes de começar é bom saber que este filme é o Terceiro de uma franquia. O primeiro: Cloverfield (Cloverfield: Monstro), O segundo: 10 Cloverfield Lane (Rua Cloverfield, 10) e o terceiro: The Cloverfield Paradox (mesmo nome em português), apenas o primeiro e o Terceiro estão disponíveis neste momento na Netflix Brasileira.

Os Filmes não são continuação um do outro, por isso não podemos classificar como uma trilogia e também porque muito provavelmente ainda este ano teremos um quarto filme. Os filmes se passam num mesmo universo porém com histórias distintas, um conceito conhecido para aqueles que assistem Black Mirror.

O Filme conta com um elenco maravilhoso, com os nomes: Gugu Mbatha-Raw, como Ava Hamilton, David Oyelowo como Kiel, Daniel Brühl como Schmidt, John Ortiz como Monk Acosta, Chris O’Dowd como Mundy, Aksel Hennie como Volkov, Zhang Ziyi como Tam, Elizabeth Debicki como Mina Jensen, Roger Davies como Michael Hamilton, Clover Nee como Molly.

The Cloverfield Paradox tem uma narrativa fraca, o filme nos diz que o mundo está a beira de uma guerra passando por uma crise de energia, mas não sentimos isso no filme, tudo que temos é uma cena de engarrafamento no escuro, tudo em paz, silêncio, apenas algumas buzinas no final da cena, não me parece que a situação esteja tão ruim, não é mesmo?

Durante todo o filme não conseguimos nos relacionar com os personagens, dando a impressão que o verdadeira motivo deles estarem ali fosse apenas um: Morrer (das formas mais bobas e previsíveis possíveis). Hamilton (personagem principal) é a única personagem que consegui me relacionar ali, a atriz fez um trabalho maravilho no que foi lhe dado.

O Marido de Hamilton aconselha sua esposa a ir em uma missão espacial para que possam resolver o problema da energia, ao ficar na terra o filme sempre volta em cenas com ele sozinho, tentando fazer com que nós nos importamos com ele mas tudo o que acontece é ele sair de carro no escuro, achar uma menina perdida aos gritos e levar ela para um abrigo. O filme poderia ganhar alguns minutos extras para explicar outras coisas cortando essas cenas mortas que não fizeram diferença alguma para a trama.

As cenas de ação são boas, não posso negar, mas são cenas que não contribuem muito com a história, estando ali apenas por estar, para usar efeitos bem feitos e mostrar que o filme teve orçamento, talvez. Mas eles se perdem, até mesmo com uma cena que me intrigou muito. Numa travessia de uma parte da nave que está exposta ao espaço aparentemente a gravidade zero deixou de existir e os personagens estão sendo atraídos para baixo e mesmo que houvesse uma gravidade da própria nave ela estaria sendo aplicada de forma incorreta no meu ver.

Bom, pelo menos com este filme nós ficamos sabendo como que tudo começou mas é uma pena que uma ideia tão boa tenha tido um roteiro tão mal feito. Mas assistam e tirem suas próprias conclusões, mas pelo que andei pesquisando a crítica especializada também não gostou muito.

Abraços e até a próxima!

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