BRUXA AKATA (Akata Witch #1)
Nnedi Okorafor

Páginas: 322
Tradução: João Sette Câmara
Editora Galera Record

SKOOB

Carinhosamente apelidado de Harry Potter nigeriano, Bruxa Akata tece uma trama de magia e mistério, repleta de mitologia africana. Uma verdadeira história de amizade, superação e sobre como achar seu lugar no mundo.

Sunny tem 12 anos e sempre viveu na fronteira entre dois mundos. Filha de nigerianos, nasceu nos Estados Unidos; suas feições são africanas, mas ela é albina. Uma pária, incapaz de passar despercebida. O sol é seu inimigo. Castiga a pele delicada e a expõe aos olhares curiosos. Parece não haver lugar onde ela se encaixe. É sob a lua que a menina se solta, jogando futebol com os irmãos.

E então ela descobre algo incrível – na realidade, ela é uma pessoa-leopardo em um mundo de ovelhas. Sunny é alguém com um talento mágico latente. Mais que isso: é uma agente livre. Uma pessoa com poderes, mas que nasceu de pais comuns.

Logo ela se torna parte de um quarteto de estudantes mágicos, pesquisando o visível e o invisível, aprendendo a alterar a realidade, sendo escolhida por um mentor e conseguindo, enfim, sua faca juju — com a qual é capaz de fazer seus feitiços.

Mas isso será suficiente para que encontrem e impeçam um assassino em série que está matando crianças? Um homem perigoso com planos de abrir um portal e invocar o fim do mundo?

Bruxa Akata é um livro de fantasia escrito por Nnedi Okorafor, uma escritora estadunidense de ascendência nigeriana, lançado em 2011. Ele tem uma continuação, Akata Warrior (Guerreira Akata, na tradução livre), que foi lançado em 2017. Não encontrei informações sobre um possível terceiro livro.

Nnedi Okorafor costuma escrever livros de fantasia com bases na mitologia africana e Bruxa Akata não foi diferente. Esse foi uma das coisas que mais me atraiu para a leitura, o quão interessante poderia ser uma fantasia embasada nessa mitologia.

Sunny é a protagonista do livro, uma menina de 12 anos, albina, nascida nos EUA, filha de pais nigerianos e que, depois de anos morando na América, retorna a Nigéria. Lá, na sua escola regular, ela faz amizade com a Chichi e o Orlu, duas crianças da sua idade que tem poderes especiais que ela não tinha conhecimento. Através deles, ela descobre que ela também é diferente, que é uma pessoa-leopardo assim como seus amigos.

Pessoas-leopardo são uma espécie de “magos”, são pessoas que possuem habilidades para fazer/praticar feitiços usando facas juju. Cada pessoa-leopardo possui uma característica especial (física ou mental) que a permite realizar certos feitiços sem usar a faca juju. Os Leopardos são tipo uma sociedade secreta e escondida dos humanos (aqui chamados de ovelhas) que possuem suas próprias regras, moeda e leis.

Além de Leopardos e Ovelhas, também temos os chamados “Agentes livres”, que são Leopardos que nasceram de pais comuns (ovelhas) e tiveram que se adaptar do mundo das ovelhas para o mundo dos Leopardos, que é o caso de Sunny.

A mitologia, apesar de semelhante com tantas outras na fantasia, se torna interessante pelas suas particularidades e suas adaptações a cultura africana que, para mim, é o maior ponto positivo do livro: toda a sua representação africana (todos personagens do livro são negros) e sua mitologia adaptada a cultura, apesar de eu não ter encontrado nada tanto inovador e único.

Com o decorrer do livro, Sunny se introduz no mundo dos Leopardos e acaba vivendo uma vida dupla entre escola regular e Leopardo Bate (cidade dos Leopardos na Nigéria). Ela e seus amigos, Chichi e Orlu, acabam fazendo um novo amigo, Sasha, formando um quarteto com poderosas habilidades.

Sobre o livro, para o meu gosto, ele tinha tudo para ser muito bom e se tornou somente OK. Como eu disse, a mitologia e representação é o ponto alto, fugir de ambientações nos EUA ou Europa é uma grata inovação no mercado editorial. Porém, para mim a história se tornou rasa e pouco aproveitada. Passamos grande parte do livro somente acompanhando os quatro pré-adolescentes passando por situações não muito empolgantes até que, quando o clímax chega de repente, no final, ele se torna fraco por causa do pouco enfoque anterior. Fiquei frustrada, não vou mentir.

Os quatro personagens principais são divertidos e até diversificados (temos um personagem disléxico e Sunny, que é albina), mas suas particularidades são pouco abordadas. Eles pouco evoluem ou desenvolvem com a história, até porque poucas situações de crescimento aparecem e, quando aparecem, são prontamente ignoradas. Exemplo: em uma cena eles presenciam uma morte brutal e, na cena seguinte, passam várias páginas jogando futebol e o assunto da tal morte nunca mais é mencionado.

Os personagens adultos soam muitas vezes cruéis com as crianças (e isso não é questionado) e um pouco absurdos, mandando as crianças para situações e tarefas estranhas, sem nunca explicar o porquê, ou com coisas como “Depois explicamos” ou “Depois você vai entender” ou “É o timing, está escrito que deve ser assim” resultando em explicações que nunca aparecem posteriormente. E considerando que a continuação só foi lançada seis anos depois do primeiro livro, chego a conclusão que não era algo premeditado para continuações.

Talvez eu esteja sendo injusta e o problema entre eu e o livro seja que ele talvez seja destinado a crianças. Porém, ao pesquisar na internet, encontrei que ele se classifica como “Young Adult Fiction”, ou seja, “Ficção Jovem Adulta”, um gênero que gosto e estou acostumada a ler. Também tem a questão que eu AMO livros ditos “para crianças” (Alô Harry Potter!), então talvez ele só não tenha funcionado para mim. Fica aí o questionamento.

Para finalizar, se você quer minha opinião, eu diria que se você está procurando ler um livro interessante de construção de mitologia, não focada em Europeia e Americana, então dê uma chance para Bruxa Akata, você pode gostar. Mas se você está procurando por um bom enredo e caracterização de personagens, provavelmente poderá encontrar algum livro melhor.

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