Capa do filmeTo All The Boys I’ve Loved Before (2018)

Direção: Susan Johnson

Elenco: Lana Condor, Noah Centineo, Janel Parrish

Gênero: Comédias; Comédias românticas

 

Lara Jean Covey é uma garota do terceiro ano do Ensino Médio que vive no mundo da fantasia e prefere ler livros e curtir o fim de semana com a família do que sair para festas que todos adolescentes parecem amar. Cartas de amor são a única forma de realmente transbordar suas fantasias românticas para os garotos que passam por sua vida e deixam uma marca em seu coração; cartas que ela guarda dentro da caixa azul-petróleo que é uma das lembranças de sua mãe que infelizmente já faleceu há algum tempo. Lara Jean as escreve, mas para apenas ficar guardada e algum dia ela poder as reler e vê como ela se sentia, ou seja, enviar aos destinatários é algo que jamais passou por sua mente… Até que suas cartas são “misteriosamente” enviadas e faz que o mundo de Lara Jean vire de pernas para o ar.

O filme original Netflix é uma adaptação da trilogia de Jenny Han que teve seu primeiro livro publicado no Brasil pela Editora Intrínseca em 2015 (e nos EUA em 2014). A coisa que mais nos faz amar o livro e que no filme foi muito fiel, é a relação das irmãs; o que podemos garantir que também é um dos temas principais da história… Mesmo que a mãe não esteja mais presente, as irmãs e o pai se unem e fazem tudo um pelo outro. E uma curiosidade é que Jenny se inspirou na própria irmã mais nova para escrever Kitty.

Quando os fãs descobriram que o livro seria adaptado, o medo era real: tinha tudo para dar certo, porém tinha muitos pontos que poderiam fazer do filme muito ruim. A autora Jenny Han demonstrou seu medo com a escalação do elenco. Ela falou em várias entrevistas sobre como os atores asiático-americanos, especificamente, tem menos oportunidades na TV e no cinema. No livro temos Lara Jean sendo asiática, e AMÉM IRMÃOS, escolheram a atriz Lana Condor para o papel, que ela fez maravilhosamente bem.

Um dos fatores primordiais para esse filme ter ficado tão perfeito como ficou (spoiler do que achamos do filme hahah) foi o envolvimento da autora. Ela foi produtora executiva, fez várias anotações no roteiro, fez mural (várias pastas no Pinterest foram usadas) para a diretora e produtores para ajudar na produção do quarto de Lara Jean, o estilo e personalidade. Para Jenny essa era uma parte crucial para que o projeto desse certo já que Lara Jean é uma personagem introvertida e seu estilo é seu jeito de se expressar.

Temos Noah Centineo, de The Fosters, Peter Kavinsky e o que dizer desse ator que não poderia ter se encaixado melhor no papel do Peter? Ele e Lana deram a vida ao casal mais ITI MALIA HAHAHA. As cenas dos dois se conhecendo e principalmente da Lara Jean se descobrindo novamente apaixonada pelo Peter são preciosas DEMAIS.

Lara Jean: “Amor e Namoro? Eu adoro ler sobre isso, e é divertido escrever sobre isso, e pensar nisso comigo própria e pensar nisso comigo própria, mas quando é real…”
Peter: “O que? Fica assustador?”
Lara Jean: “Sim.”

Houveram algumas coisas no filme que ficaram faltando, mas nada que deixasse o filme ruim e principalmente são coisas que faltaram e fizeram total sentido, até porque não tem como colocar todos detalhes do livro. O primeiro foi as os momentos com a Kitty, as idas dela com Lara Jean e Peter para a escola… Eram um dos momentos mais hilários dos livros. Segundo, momentos do Josh com a família Covey, que era impossível não fazer os leitores se apaixonarem por ele e no filme não teve como se apegar ou conhecê-lo muito. E terceiro, a falta do pai das meninas contando o motivo do nome da Lara Jean principalmente que era por ele ser fanático pelos Beatles.

Uma das coisas que mais achamos interessante nessa adaptação foi o fato de que ela consegue ser bem diferente e bem igual ao livro. Teve plots do livro que ficaram de fora, teve cenas no filme que nem teve no livro e teve cenas que foram alteradas do livro para o filme. Mas, mesmo assim, quem leu o livro tem a impressão de que ele está MUITO fiel. Ficamos pensando “Mas que bruxaria é essa???” e a conclusão que tivemos foi que a alma do livro está lá, com bastante fidelidade. E a alma do livro são seus personagens. O esqueleto da história está lá e, mesmo com as mudanças, os personagens são os mesmos dos livros, a essência está toda lá e os atores estão perfeitos em seus papéis e cativam. Todas cenas e falas diferentes acrescentadas são coerentes com os personagens e algo que poderíamos perfeitamente ter lido nos livros. Ainda temos as irmãs Song unidas, temos Lara Jean com problemas para dirigir, temos as tiradas da Kitty, etc. Temos toda alma da história ali. Assim, até as situações mudadas não incomodaram. De bônus, tivemos vários easter eggs e detalhezinhos dos livros passados para tela (exemplo: Kitty pedindo um cachorro, Lara Jean cozinhando, etc).

Outra coisa na qual o filme ganhou vários pontos é por sua fotografia e trilha sonora. Tudo nele nos remetia a uma comédia romântica dos anos 80, digna de um aesthetic. Aquela vibe que te grita “clássico instantâneo” e te dá uma nostalgia e saudade daquelas comédias românticas fofas e de história simples, que amamos. Para todos os garotos que já amei não quis fazer algo sensacional e inédito, muito pelo contrário: pegou o simples, transformou em algo sincero e trouxe para nosso tempo. Sem mocinhos machistas e mocinhas que precisam mudar o que são para conquistar o garoto dos sonhos, o mais popular. Sem atores lindos e impossíveis de capa de revista (sim, eles são lindos, mas são lindos “possíveis”, sabe?). Aqui, Peter é popular, mas não é o mais especial de todos, nem o pegador. Ele é só um garoto. Lara Jean é quieta e tímida, mas não é a chacota da escola nem boba. E ninguém muda por ninguém, um aprende com o outro. Aqui não temos também diálogos que faz a gente revirar os olhos ou enfiar cabeça no travesseiro (pelo menos para nós, não). Ainda é uma comédia romântica com todo seu lado “impossível” na vida real, porém relacionável.

Apesar do filme ter usado alguns detalhes do segundo livro, ficamos aqui na torcida para essa franquia continuar. O primeiro filme ficou tão lindinho, dá para ver o carinho e o comprometimento da produção (vale destacar: dirigido e roteirizado por mulheres! s2 ) que temos aquele sentimento que, mesmo que os próximos filmes mudem coisas, ainda serão especiais e dignos dos livros!

E ouçam essa playlist oficial da Netflix, com todas as músicas MARAVILHOSAS tocadas no filme:

Obs: As imagens nesse post foram tiradas de diversos tweets das fangirls maravilhosas e surtadas (como nós) pelo twitter. Se alguém se ofender ou se incomodar com alguma imagem sua nesse post, nos fale que tiraremos do ar.

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