Sinopse: Karen Krupp acorda no hospital, sem ter a menor ideia de como foi parar nele. Tom, seu marido, diz que a porta estava destrancada quando ele entrou em casa, as luzes acesas, e que a esposa provavelmente saiu às pressas quando estava preparando o jantar, pelo que ele viu na cozinha. Karen perdeu o controle do carro enquanto dirigia a toda a velocidade e bateu de frente num poste. O mais estranho: o acidente aconteceu num dos bairros mais perigosos da cidade.

A polícia suspeita de que Karen esteja envolvida em algo obscuro, mas Tom tem certeza de que não. Ele está casado com ela há dois anos, conhece muito bem a mulher. Será mesmo? Vai perguntar tudo a Karen quando chegar ao hospital, depois de dizer que a ama e que está feliz por ela ter sobrevivido, é claro. Mas Tom não obtém resposta nenhuma… porque ela não se lembra de absolutamente nada.

Acho que com todas as resenhas que eu já fiz aqui, ficou bem claro o quanto eu gosto bastante desses livros meio de suspense, dessa coisa de tentar adivinhar o que acontece e o que está por vir e eu posso afirmar com toda a certeza do mundo que nisso “Uma Estranha em Casa” me surpreendeu bastante. O livro contra a história de Karen Krupp, uma dona de casa aparentemente normal e que não tem nada a esconder de ninguém, até mesmo um pouco entediante pelo que os outros pensam dela e de seu marido Tom Krupp, que é um contador e também leva uma vida bem pacata e tranquila, assim como Karen.

Mas tudo muda quando um dia, ao retornar para casa, Tom encontra a porta destrancada, as coisas todas arrumadas para preparar o jantar e nenhum sinal de sua mulher. Ele a procura por todos os lugares, não encontrando absolutamente nada que indique o que aconteceu que levou a esposa a sair as pressas dali – inclusive deixando sua bolsa com documentos, seu celular e tudo aceso dentro de casa. Ele então liga para todas as amigas da esposa que ele encontra os telefones e não encontrando ela nem assim, resolve ligar para a policia e informar que a esposa simplesmente desapareceu.

“Desconfiança é um negocio insidioso: as duvidas começaram a surgir, coisas que antes ele conseguia ignorar.”

Pouco tempo depois que ele liga, dois policiais batem a porta da casa dele e afirmam que não sabiam nada dele ter ligado para a policia, mas que a esposa dele foi levada para o hospital depois de ter se acidentado com o carro ao dirigir em alta velocidade, atingindo um poste.

Ao chegar no hospital, quando ele enfim consegue falar com sua mulher, descobre que ela perdeu a memoria do dia e não lembra absolutamente nada do que levou ela a sair de casa, nem do porque ela estaria dirigindo assim com tanta rapidez e que, segundo o medico, é algo absolutamente normal em acidentes como o dela.

Nada disso seria um problema, se não fosse o fato de que Karen parecia ter ido – e na hora do acidente estava voltando – em um dos bairros mais perigosos da cidade e, por toda a investigação que estava sendo feita, ela esteve no local onde um homem foi encontrado morto com três tiros.

“Se não fosse pelos hematomas, ele praticamente poderia acreditar que nada havia mudado. É quase como antes. Mas não é nada como antes.”

Tom, com a investigação que começa a acontecer tanto sobre o acidente, como o possível envolvimento de Karen no crime ocorrido, começa a desconfiar da esposa, sem saber se ela está realmente envolvida no que aconteceu, se ela não lembra mesmo do dia do acidente como afirma e se ela realmente é quem diz ser e tudo isso começa a se transformar em uma bola de neve que ameaçam destruir o casamento perfeito que eles têm.

O livro se passa em quatro pontos de vista: nós podemos ver o ponto de vista de Tom e toda a confusão que ele está passando, sem saber no que acreditar. Também temos o ponto de vista de Karen, que parece realmente não se lembrar do acontecido, mas não posso dar muitos detalhes sobre isso sem dar spoilers. Assim como temos o ponto de vista de Brigid, a vizinha do casal e melhor amiga de Karen e que também tem um papel importante no livro (e novamente: spoilers, spoilers, spoilers!) e também do detetive que está investigando o assassinato do qual Karen ou é culpada ou é testemunha.

“O que é o amor, afinal de contas, senão uma grande ilusão? Nós nos apaixonamos por um ideal, não pela realidade.”

Uma coisa que eu não gostei muito sobre o livro foi o fato de não conseguir me “apegar” muito a nenhum dos personagens. A única personagem que eu gostei muito do inicio ao fim foi a Karen, achei ela muito genial e inteligente em muitas partes do livro enquanto outros personagens deixavam bastante a desejar. É seguro dizer que o personagem que eu menos gostei o livro inteirinho foi Tom, achei ele um completo imbecil a maior parte das vezes e quando ele não estava sendo um imbecil, ele estava sendo um banana. Não tinha meio termo pra ele.

Mas, em compensação o plot twist do final do livro realmente faz toda a leitura valer a pena. Eu acertei uma das minhas teorias sobre a história, mas a parte final mesmo foi um verdadeiro choque pra mim, que eu até mesmo tive que reler pra ter certeza que tinha entendido direito, de tanto que eu não esperava o que aconteceu. É um livro bem interessante e tem aquele suspense gostoso que faz a gente ficar se perguntando o que vai acontecer na pagina seguinte – e quem realmente está mentindo na história toda.

(Eu acho que vale a pena colocar apenas uma observação aqui: na capa do livro diz que “uma vida inteira apagada da memória”, mas não foi. Apenas o dia do acidente é que Karen não lembra, não a vida inteira.)

Aqui tem o book trailer do livro que também não tem muitos spoilers:

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