Resenha: Warcross – Marie Lu

Blog, Livros

Warcross – Jogador. Caçador. Hacker. Devedor.
Marie Lu
Fantástica Rocco – 2018 – 320 páginas

Emika Chen é uma hacker de 18 anos com uma vida financeira difícil. Num golpe de sorte do destino, ela se torna milionária ao ser contratada pelo criador do Warcross, um jogo de realidade virtual que virou febre em todo o mundo, para evitar um ataque em massa que estaria sendo planejado contra a plataforma – e seus milhões de usuários – durante a cerimônia de encerramento de um grande campeonato. Mas a garota logo conhece o lado sombrio do sucesso, à medida que a final se aproxima e pistas ameaçadoras começam a surgir. De onde partirá o ataque ao maior fenômeno da tecnologia mundial? Imersa no universo do Warcross, Emika descobre que escolher em quem confiar pode ser o jogo mais arriscado de todos.

Emika Chen, nossa protagonista, é uma orfã de 18 anos que teve que aprender a cuidar de sí mesma desde a morte de seu pai. Com isso a menina aprendeu a programar aos 11 anos e virar uma hacker muito boa, mas como essa não era uma profissão correta, precisou recorrer a caçar criminosos para ganhar as recompensas. Ter um teto sobre sua cabeça não é seu único problema, ela precisa se alimentar e pagar as dívidas acumuladas que parecem nunca acabar. E como se não bastasse, ela se depara com um aviso de despejo de 72 horas, caso ela não pague seus alugueis atrasados. Nesses momentos em que tudo parece perdido, Emika só quer colocar seu NeuroLink, entrar no jogo e fingir que está tudo bem.

Para falar da mente por trás desse jogo temos que falar de Hideo Tanaka que aos 11 anos começou a programar e aos 13 inventou o NeuroLink. Hoje em dia temos vários óculos de realidade virtual e Hideo deu um salto ao fazer detalhes muito mais reais e que todo o mundo pudesse ser telespectador… Mas a grande diferença é que ele não só criou cenas em 3D detalhadas, ele também fez com que o cérebro de quem usasse o NeuroLink fosse enganado, assim como nos sonhos. Com ele você poderia fazer seu cérebro simular mundos virtuais com sons que você não poderia saber se é real ou não. Quem não gostaria de se imaginar em Londres ou qualquer outro lugar e apenas apertando um botão na lateral do óculos e você estaria lá e podendo encontrar amigos. Quem não tem aquele amigo que mora longe? Não seria um máximo? E é partir do NeuroLink que o videogame Warcross se dá partida. É dentro daquele mundo virtual que temos o jogo mais famoso. E além dessa parte mega inteligente do personagem, temos uma parte muito misteriosa. Alguns segredos que me fizeram ler o livro o mais rápido possível para descobrir.

E todo mundo, todo mundo, jogava Warcross. Alguns jogavam intensamente, formando equipes e batalhando durante horas. Outros jogavam só para relaxar em uma praia virtual ou apreciar um safári virtual. E outros jogavam usando os óculos no mundo real, exibindo seus tigres de estimação virtuais ou ocupando as ruas com suas celebridades favoritas.
Como quer que as pessoas jogassem, tornou-se um estilo de vida.

Claro que pra entender um pouco mais do livro temos que explicar o jogo. Warcross é composto por 5 membros por time: Capitão que cria toda a estratégia e planejamento para que o jogo ocorra bem. Lutador que normalmente é quem possui a arma e aquele que lida com o combate. Escudo que protege a equipe e tenta interromper ataques da outra equipe. Ladrão que é responsável pelas trapaças e principalmente roubar o Artefato e power-ups (esferas de poder) dos adversários, além de tentar prever movimentos dos inimigos. E por último, mas não menos importante, temos Arquiteto são os mestres em manipulação, que tentam mudar o jogo a favor de seu time. Com certeza cada um tem seu papel, mas todos podem roubar, atacar e usar estratégias se for para bem maior do time. O importante é: Nunca baixar a guarda! Os times são: Winter Dragons, Phoenix Riders e Demon Brigade.

O Artefato (uma espécie de Jóia brilhante) é a grande chave do jogo; o time precisa proteger o seu e pegar a do outro time e com isso vencer o jogo. Os power-ups, ou as esferas de poder, estão espalhadas por todo campo de Warcross e cada uma tem um poder específico. Velocidade, congelar oponente por algum tempo ou deixá-lo cego e algumas mais difíceis de se achar que pode matar o jogador no mesmo instante.

Emika está desesperada, 72 horas pra conseguir o dinheiro pra pagar o aluguel e sua última caça não deu muito certo. Com isso, durante o jogo de abertura oficial de Warcross, ela sabe que o jogo tem uma falha de segurança e talvez consiga roubar algumas esferas de poder na hora que o jogador for usá-la e depois revender no mercado negro (Para quem joga, sabemos que revenda de objetos de jogos é real e rende bastante dinheiro no mundo real). Só que Emika já tem ficha suja com seus hackers e esse seria não só um hacker qualquer, seria hackear o jogo oficial em rede nacional. As coisas não acabam muito bem pra protagonista e ela já espera ser presa, até que uma ligação de Hideo a convidando para ir até Tokio, a sede da empresa Henka Games, muda tudo. Emika se vê sendo chamada para participar de uma das equipes após surpreender todos com sua coragem e inteligência. A partir dai, Emika se vê em um jogo muito perigoso não só no mundo virtual e vai ter que aprender que pra sobreviver vai precisar confiar nas pessoas. Mas o problema é: Quais são as pessoas certas para confiar?

Se tem uma coisa que eu tenho certeza é que eu leio qualquer coisa que Marie Lu escrever e ao terminar Warcross eu tive mais certeza de que isso vai continuar a acontecer. Marie Lu definitivamente tem o poder de escrever coisas maravilhosas e botar em cada livro, cenários únicos que deixa o leitor ávido por ter a chance de por um minuto viver aquilo e Warcross teve um lugar especial no meu coração. Para quem não sabe, eu sou desenvolvedora de software e mexer com códigos é o que faz meus olhos brilharem. Emika, a nossa protagonista, é uma garota hacker e que ama o que faz por mais que tenha todo o perigo envolta disso e Hideo usou da realidade virtual pra desenvolver o jogo Warcross… Eu não poderia me sentir mais representada. Além da Emika ser uma pessoa maravilhosa! Temos também vários outros personagens que vai fazer qualquer um se apaixonar.

A divulgação da duologia lá fora foi bastante divertida para os leitores, principalmente para aqueles que são gamers. Eles criaram o campo de Warcross dentro de alguns eventos como YALLWest e deram a chance dos leitores de se sentirem dentro do mundo criado por Marie Lu. Os participantes eram separados em time e se tornavam caçadores de recompensas tendo a chance de ganhar alguns brindes. Curiosidade: Marie Lu já trabalhou como artista no setor de video games na Disney e ela se inspirou bastante nessa época para escrever Warcross, incluindo relembrar de como era seus colegas de trabalho para escrever alguns personagens. E segunda curiosidade? Foi lá que ela conheceu seu marido. Own.

Para amantes de Marie Lu, tenho uma notícia que vai explodir sua mente. Warcross se dá no nosso futuro certo? E sabe o que se passa anos depois de Warcross? LEGEND!!!!!!!!!!!!! Durante a tour, Marie Lu contou que é sim no mesmo universo, só em tempos diferentes. E além disso, temos um personagem chamado Asher Wing que é irmão de Daniel Batu Wing. FAÇAM AS CONTAS!!!! Nosso Day Wing de Legend tem antepassados em Warcross SIM!!!!! E posso dizer pelo Asher, os Wings são apaixonantes. Ash já está no meu coração.

Toda porta trancada tem uma chave. Todo problema tem uma solução.

Wildcard é o segundo e último livro da duologia de Warcross. Data de lançamento está para 18/09 desse ano, ainda bem! Aqui no Brasil temos o primeiro livro publicado pela Editora Rocco, mas informações sobre sua continuação.

Eu não vejo a hora de descobrir se minhas teorias vão estar certas ou Marie Lu vai me surpreender como sempre. Aposto mais no segundo e sei que vou amar. Alguém mais tem teorias? Compartilha com a gente!

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