Sinopse: Em uma Grã-Bretanha distópica, além da riqueza e dos títulos, os membros da nobreza também possuem habilidades mágicas, como cura acelerada, leitura de mentes e controle da natureza. Os privilégios não terminam aí: todo plebeu deve servir à nobreza por dez anos. Não há como escapar. Abi Hadley pensou que estaria fazendo um favor a sua família quando os inscreveu para cumprir seus dias de escravidão na residência da Família Fundadora, mas a garota mal sabia dos horrores que estavam por vir. Já seu irmão, Luke, acaba sozinho em uma das cidades mais brutais para os escravos. Tanto Abi quanto Luke precisarão se adaptar a suas novas realidades, ou, quem sabe, se tornar aliados na luta pelo fim dos privilégios de uma elite que busca cada vez mais poder. Enquanto isso, o mais jovem aristocrata da Família Fundadora conspira para moldar o mundo à luz de seu dom sombrio, e os dias de escravidão podem ser apenas o início de algo muito mais cruel.

“A Gaiola Dourada” conta a história dos irmãos Abi e Luke Hadley, que são duas pessoas “normais” na Grã-Bretanha que é comandada por pessoas com habilidades. Eles tem uma lei, que todas as pessoas sem habilidades, tem que cumprir dez anos de escravidão, em qualquer época da vida que decidirem. E então, quando Abi se forma no colégio, ela decide que é uma boa ideia que ela e toda a família cumpram seus dez anos enquanto todos estão bem e saudáveis e juntos – e é aí que a história começa. Abi inscreveu a família toda, com a esperança de que todos fossem realmente mandados para o mesmo lugar, mas não é exatamente isso que acontece. Enquanto Abi, sua irmã mais nova Daisy e seus pais são mandados para a casa da família Jardine, que é a família fundadora e uma das famílias mais influentes que existem nesse novo mundo, Luke é mandado para Milmoor, uma das piores cidades de escravidão que existem, onde a vida é péssima e é quase parecido com um campo de concentração.

“Milmoor transforma as pessoas, Luke Hadley. Mas o que a maioria das pessoas nunca percebe é que dá para escolher como.”

Abi é colocada para trabalhar no escritório da família Jardine, o pai é colocado para trabalhar como mecânico, a mãe como enfermeira e Daisy, a mais nova, para trabalhar como ama da filha bastarda (e sem habilidades) do herdeiro mais velho dos Jardine. Por algum tempo, parece que Abi fez a escolha certa em querer que eles fossem para essa casa (tirando a parte cruel de Luke ter sido mandado para outro lugar), mas aos poucos, Abi começa abrir os olhos e ver que tudo naquele lugar não passava de aparências e que realmente aquelas pessoas não eram tão “boazinhas” como queriam demonstrar.

Enquanto isso, Luke em Milmoor conhece um grupo de rebeldes que tem como líder o Doutor Jackson, um médico que afirma que tem conhecidos no meio dos aristocratas e que tem uma missão: tentar abolir os dias de escravidão das pessoas sem habilidades. Luke logo toma parte no grupo, querendo ajudar como pode na rebelião e quem sabe assim acabar voltando e vendo a sua família depois de achar que realmente tinha perdido eles.

“A confiança torna tudo possível. A confiança dá a você os olhos de outra pessoa, os braços fortes de outra pessoa, um cérebro rápido. Ela o engrandece.”

No meio disso tudo, nós temos os três herdeiros dos Jardine: Gavar, Jenner e Silyen. Gavar é o mais velho e também o mais temperamental dos três irmãos, ele não suporta quando as coisas dão errado, sempre tendo ataques de raiva quando isso acontece. Jenner, o do meio, não tem habilidades e trabalha diretamente com Abi, sempre preocupado com as questões da casa deles. E o mais novo é o Silyen, que tem habilidades, mas diferente de Gavar é muito mais calmo e frio que o irmão e, sinceramente, é o mais inteligente deles também, sempre sabendo muito bem usar suas habilidades para conseguir fazer tudo aquilo que ele quer.

“A ignorância alimentava o medo, como o pai gostava de dizer, e o medo fomentava a obediência.”

Eu tenho alguns pontos para fazer sobre o livro:

Primeiro, tem uma coisa que me incomodou muito na leitura dele, é que são muitos pontos de vista diferentes: nós temos o ponto de vista de Abi, Luke, Gavar, Bouda (noiva do Gavar), Silyen e até mesmo a tia dos Jardine tem o ponto de vista dela em um dos capítulos. Eu achei ruim, porque bem, em Milmoor nós só temos o ponto de vista de Luke, então ás vezes se passavam vários e vários capítulos sem que ele sequer aparecesse – e pra contornar isso, parecia que o tempo passava meio correndo, às vezes chegando a passar um mês no ponto de vista do Luke sem desenvolver nada.

Em segundo, é que, os personagens principais obviamente são Abi e Luke, mas de longe os personagens mais interessantes do livro são os irmãos Jardine. Eles deviam ser os “vilões” do livro, eu suponho, mas eles são muito mais interessantes de ler sobre e entender o que se passa na cabeça deles. Luke ainda consegue ser mais interessante – e muito mais importante pro livro do que Abi, que em certo ponto, até Daisy, que é uma criança, consegue fazer coisas que ela que é basicamente uma adulta já não consegue. Eu confesso que preferia ler muito mais sobre os Jardine do que sobre os personagens principais do livro.

E em terceiro é o romance, ele é quase inexistente, até porque eu acho que esse livro é muito mais sobre a politica da Grã-Bretanha e a escravidão que ocorre ali, mas o único romance que acontece no livro, não é nenhum pouco interessante pra mim. Não sei se é o fato do casal que protagoniza o romance não ter tanto apelo pra mim ou se é pela forma que foi conduzido, mas realmente não colou.

“Era nisso que sua vida em Kyneston tinha se transformado: um pesadelo? Houve um tempo em que parecia preencher todos os seus sonhos.”

Mas eu gostei muito do livro em si, gostei do plot dele que se desenvolveu ali, das pequenas surpresas perto do final (apesar de ter adivinhado uma delas um pouco antes), da forma como foi desenvolvido tudo que aconteceu e como tudo terminou. E foi justamente o final que me deixou com curiosidade pra saber o que está por vir (e com esperança de que o próximo livro terá mais dos irmãos Jardine!)

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