A Força
Anália Souza
Drago Editorial

SKOOB

Já imaginou abrir os olhos e não reconhecer onde está
Não reconhecer os rostos a sua volta
Não saber seu próprio nome
É isso que aconteceu com todo o país de Tream há seis anos.
Melinda, aparentemente apenas uma pessoa comum, guiada pela sobrevivência e na ignorância, a sombra de quem um dia foi, se sente sufocada por suas perguntas e oprimida por seu próprio ímpeto questionador, mas sabe muito bem que ser uma rebelde é extremamente perigoso.
Porém, ao descobrir que seus pais possuem os mesmos pensamentos ao se deparar com uma cena chocante, a garota acaba esbarrando em uma causa que nunca pediu, mas sempre quis: A Força. Treinar, se esconder e ser nada menos que uma rebelde é o que a guia agora, além de um senso de vingança crescente contra os responsáveis por desmancharem sua família.
Será que finalmente calará suas perguntas
Tream será mais que um país esquecido algum dia
Ninguém pode responder, mas não há dúvidas. A Força estará pronta para marchar sobre os que roubaram o passado quando o momento chegar.

A Força é o primeiro livro de Anália Souza, uma autora de apenas 18 anos de idade. E surpresa, ela é brasileira. Sim, a força se trata de um livro nacional. Quando eu li a sinopse não pude deixar de achar que era uma história interessante, exatamente aquele tipo de história que te faz pensar “poxa, eu queria escrever sobre isso”. Eu não conseguia parar de pensar nas possibilidades, de pensar nas teorias feitas, em toda a psicologia por trás de não se lembrar do seu passado. E talvez isso seja algo meu, pois sempre gostei muito de enredos que envolvem memórias.

De qualquer forma, eu comecei a ler o livro com apenas a sinopse da minha cabeça. E posso dizer que a história é bastante rápida, afinal só tem 199 páginas. Entretanto, talvez fosse rápida demais. Eu senti falta de uma certa construção de personagens, e de história no geral. Entendo que fica um pouco complicado se considerar o fato de que os personagens não se lembravam de quase nada, mas já se faziam dois anos desde que a população perdeu a memória, então tinha como construir mais os relacionamentos. Por exemplo, o relacionamento da Melinda, nossa protagonista, com os seus pais.

Logo no primeiro capítulo nos é revelado o que deveria ser uma certa reviravolta, mas não conseguimos realmente sentir essa reviravolta porque não existe uma construção. E foi lendo esse livro que eu percebi que a “enrolação” dos livros realmente é muito necessária para que possamos nos importar com os personagens, e entendê-los.

Ressaltando que eu considero isso de certa forma um problema editorial, talvez se o livro tivesse tido uma reenforço melhor na hora da edição, a história e o desenvolvimento tivessem ficado melhores. E não tivesse um certo sentimento de “tão rápido, mas ao mesmo tempo tão lento”.

Entendo que é importante que coisas intensas aconteçam, para manter a atenção do leitor, para lhe fazer continuar lendo. Porém, o desenvolvimento e uma construção também fazem isso. Os momentos em que Melinda narrava histórias, ou explicava sobre o mundo, por mais que fossem curtos, eram os meus preferidos, e eu realmente desejava que fossem maiores. Pois para que eu pudesse realmente me jogar de cabeça no mundo, eu precisava saber como era o mundo primeiro.

Finalizando, eu posso afirmar com toda certeza que foi uma leitura bastante interessante, e também que eu apoio completamente os escritores nacionais. Nosso país possui pessoas muito talentosas, que simplesmente precisam de uma chance para mostrar esse talento. E bem, não posso dizer que recomendaria A Força para todo mundo, mas com certeza eu deixo a mensagem de que se você quer apoiar a leitura nacional, talvez devesse dar uma checada neste livro.

Gostaríamos de agradecer a editora por nos dar essa chance de ler o livro para dar nossa opinião, e também a autora. Posso garantir que foi uma experiência única para mim, e que adoraria fazer algo assim novamente.

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